VINGADORES: ERA DE ULTRON

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“Vingadores: Era de Ultron” reúne a maior quantidade de super-heróis por fotograma que você já viu no cinema. Além de Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Gavião Arqueiro e Viúva Negra, o time de personagens superpoderosos da Marvel agora ganha o reforço de Mercúrio, Feiticeira Escarlate, Visão e eles ainda contam com a ajuda do Máquina de Guerra e do Falcão.

Tantos heróis para somente um vilão. Ao contrário de outros filmes do gênero, em que a cada continuação o número de inimigos aumenta, em “Vingadores 2” a ameaça é concentrada na figura do robô Ultron. O conceito de seu surgimento é interessante: a partir de um experimento com inteligência artificial, o Homem de Ferro acaba criando um ser maligno que se apodera de sua tecnologia para construir não apenas um corpo mecanizado para si, mas também um exército de robôs assassinos.

Um dos pontos em que “Vingadores: Era de Ultron” melhora em relação ao primeiro filme é na dosagem da ação. Se na aventura original demora um bocado até que os heróis se unam para finalmente lutarem juntos, neste novo filme eles são uma equipe desde o início. Já na primeira sequência, o diretor Joss Whedon (que também comandou a aventura anterior) brinda o espectador com uma grandiosa batalha em uma floresta, em que todos os heróis se ajudam. Mais adiante, ele repete a dose com ainda mais intensidade, já que os novos personagens se juntam ao grupo.

O bom humor também está presente de novo e o Whedon ainda busca dar aos heróis uma dimensão mais humana, mostrando, por exemplo, como eles interagem uns com os outros em uma espécie de “festa da firma”. Sobra espaço até para paqueras. Fazendo isso, Whedon desmistifica aqueles personagens que podem parecer imbatíveis. Eles também possuem sentimentos, sonhos e frustrações.

Mesmo assim, o que a nova aventura não consegue é criar uma sensação real de ameaça aos Vingadores ou mesmo a nós, meros humanos. Ultron pode ser um vilão fisicamente imponente, mas apesar de ter a capacidade de se conectar à internet e virtualmente se transportar para qualquer lugar do mundo, ele jamais chega a mostrar do que realmente é capaz. Parece mais um vírus de computador que não vai demorar a ser eliminado.

Assim, “Vingadores: Era de Ultron” é, na essência, um filme de super-heróis, feito apenas para que eles vençam e se enobreçam ao fim de mais uma batalha. A Marvel antecipa que o grupo não será mais o mesmo para os próximos filmes, mas, seja qual for a nova formação desse supertime, a certeza é a de que nada parece ser páreo para ele. ■

(Este texto foi adaptado da resenha produzida para o programa Cinefonia, da Rádio Inconfidência, de 25/04/15.)

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