VELOZES E FURIOSOS 7

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A franquia “Velozes e Furiosos” já está em seu sétimo filme. É uma das séries mais longevas das últimas décadas em Hollywood e não é baseada em nenhum livro ou revista em quadrinhos. Mas qual seria o motivo de tanto sucesso?

A princípio, a “Velozes e Furiosos” começou seu declínio já no segundo filme, que foi muito mal recebido pela crítica. A partir do terceiro, “Desafio em Tóquio”, entrou em cena o diretor Justin Lin, um novato que comandou os três filmes seguintes, incluindo aquele que foi o principal responsável por alavancar a série a lucros astronômicos nas bilheterias: “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio”, que trouxe a ação para o Brasil.

Neste filme, Lin transformou a gangue de ladrões de carros liderada por Vin Diesel em uma equipe de assaltantes profissionais. No sexto longa, eles se tornaram praticamente agentes secretos no melhor estilo James Bond. E agora, em “Velozes e Furiosos 7”, a fórmula é mantida, apesar de o diretor ser outro.

Quem está no comando desta vez é James Wan, diretor de sucessos do terror como “Jogos Mortais” e “Invocação do Mal”. Mais talentoso que seu antecessor, o cineasta torna as cenas de ação mais precisas e objetivas, embora ainda mais frenéticas e absurdas. Os saltos que os personagens dão de um carro para outro em pleno movimento estão ainda mais espetaculares. E os próprios carros agora voam, literalmente: pulam de paraquedas e até atravessam arranha-céus.

Esta sensação de absurdo é bem-vinda, uma vez que promove uma quebra dentro do que o cinema hollywoodiano oferece atualmente. Filmes como os de super-heróis, por exemplo, ao invés de abraçarem o fantástico e o inacreditável, tentam ser cada vez mais realistas, indo contra suas origens.

“Velozes e Furiosos” agora é uma criatura totalmente diferente daquela que iniciou a franquia, mas acerta ao apostar no impossível, pois explora o potencial imaginativo que o cinema propõe. É exagerado, é superlativo, é ensurdecedor, mas, ao mesmo tempo, é hipnótico e muito divertido. ■

(Este texto foi adaptado da resenha produzida para o programa Cinefonia, da Rádio Inconfidência, de 18/04/15.)

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