Críticas, Resenhas e Comentários

Textos sobre filmes em cartaz nos cinemas, exibidos em mostras e festivais ou disponíveis em home video (DVD, Blu-ray e streaming).

“Martírio” em praça pública

Não consigo imaginar um lugar melhor para a exibição do documentário “Martírio” do que em praça pública, como aconteceu no domingo, 22/01, em Tiradentes, dentro... LEIA MAIS

“Divinas Divas”: personalidade e intimidade

Longa-metragem de estreia da atriz Leandra Leal (“A Ostra e o Vento”, “O Homem que Copiava”, “O Lobo Atrás da Porta”), o documentário “Divinas Divas” parte não só da experiência, mas da vivência da autora do projeto junto às integrantes do precursor grupo de travestis que dá título ao filme e que se apresentava no Teatro Rival, localizado na região da Cinelândia, no Rio de Janeiro. O teatro foi fundado pelo avô de Leandra, Américo Leal, em 1966, no momento em que o Brasil já vivia o regime ditatorial pós-golpe de 64.

Em “Redemoinho”, o passado como força centrípeta

Com larga experiência na televisão, tendo dirigido algumas das recentes minisséries (ou "novelas das 11") da Rede Globo, como "O Rebu" e "Justiça", José Luiz Villamarim estreia no cinema com este "Redemoinho", drama adaptado da obra do escritor mineiro Luiz Ruffato, mais precisamente "O Mundo Inimigo", segundo volume da série "Inferno Provisório".

“O SILÊNCIO DO CÉU”: Quando o medo domina a dor

Em seu quarto longa-metragem como diretor, Marco Dutra mantém os dois pés fincados no cinema de gênero. “O Silêncio do Céu” é um suspense hitchcockiano de primeira qualidade, mas esta não é uma referência gratuita, da homenagem pela homenagem, do estilo pelo estilo. Hitchcock aqui é gramática: no uso da luz, da ambientação, do som, dos cortes, dos planos de detalhe, do close-up extremo. Dutra até brinca ao fazer uma aparição em uma cena, mas o que torna original e madura a sua abordagem ao cinema do mestre é aquilo que ele já vinha fazendo em seus filmes anteriores: busca retratar medos contidos na vida doméstica.