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Índice de filmes

 

Abaixo, você tem acesso à lista completa de todos os filmes já comentados aqui, no cinematório. Nem todos os textos são críticas propriamente ditas. Alguns posts se limitam a breves resenhas ou impressões. Caso prefira, você também pode utilizar a busca, na coluna ao lado, para encontrar um filme ou tema específico já abordado no site.

 

#

007 – Cassino Royale

007 – Quantum of Solace

127 Horas

2012

3 Macacos

300 (por Renato Silveira)

300 (por Tooms)

300: A Ascensão do Império

9 Canções

 

A

À Deriva

A Sangue Frio

O Abismo Prateado

Abraços Partidos

Achados e Perdidos

Aconteceu em Woodstock

Adeus, Minha Rainha

Adoração

Adrenalina 2: Alta Voltagem

Agente 86

Além da Vida

Alemão

Alexandra

Um Alguém Apaixonado

Álibi

Alice no País das Maravilhas

Alô, Alô, Terezinha!

Alvo Duplo

Amantes, de Carl Zhang

Amantes, de James Gray

O Americano Tranquilo

Amor Pleno

Amor Sem Escalas

Anjos e Demônios

Annapolis

Ano Um

Anywhere, USA

Antes da Meia-Noite

Anticristo

Apenas o Fim

Apenas Uma Vez

Aquele Querido Mês de Agosto

Aqui e Lá

Arraste-me Para o Inferno

O Artista

A Árvore da Vida

Atirador

Atividade Paranormal

Um Ato de Liberdade

Ato de Violência

Atrizes

Austrália

Avatar

As Aventuras de Pi

Azul é a Cor Mais Quente

 

B

Babel

Baixio das Bestas

O Balconista 2

Bangalô

O Banheiro do Papa

Banquete no Inferno (Feast)

Bastardos Inglórios

Batalha em Seattle

Batismo de Sangue

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Bela Noite Para Voar

A Bela Que Dorme

Bem-vindo a Nova York

Besouro

O Bicho Vai Pegar

Billi Pig

Bobby

O Bom Pastor

Brasil Animado 3D

Brasileirinho – Grandes Encontros do Choro

Bravura Indômita

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Bubble

Budapeste

 

C

Cabeça a Prêmio

A Caça

Caçadores de Vampiros

Caixa Dois

Caos Calmo

Cão Sem Dono

Capitão América: O Primeiro Vingador

Cartas de Iwo Jima

O Casamento de Rachel

Casseta & Planeta – Seus Problemas Acabaram!!!

Caterpillar

O Cavaleiro Solitário

Cazuza – O Tempo Não Pára

O Céu Sobre os Ombros

Che

Chega de Saudade

Chicago

Cidade das Sombras

Cidade dos Homens

Cinderela

Cinema, Aspirinas e Urubus

Cinquenta Tons de Cinza

Círculo de Fogo

Cisne Negro

Cloverfield – Monstro

Coco Antes de Chanel

Coco Chanel & Igor Stravinsky

Colapso no Ártico

A Colheita do Mal

Comer, Rezar, Amar

Como Ser

A Concepção

O Concerto

Confissões de uma Garota de Programa

A Conquista da Honra

Contos do Dia das Bruxas

Contratempo

Coraline e o Mundo Secreto

Crepúsculo

Um Crime de Mestre

O Crime Perfeito

As Crônicas de Spiderwick

A Culpa é do Fidel!

O Curioso Caso de Benjamin Button

 

D

A Dália Negra

A Dama na Água

De Repente, Califórnia

Deixa Ela Entrar

Deixe-me Entrar

Os Desafinados

Os Descendentes

Desejo e Perigo

O Desinformante!

Destino Traçado

Deu a Louca na Chapeuzinho

O Dia em que a Terra Parou (2008)

O Diabo Veste Prada

Diamante de Sangue

O Discurso do Rei

Distrito 9

O Ditador

Divã

Divertida Mente

Do Começo ao Fim

Dois Irmãos

Os Donos da Noite

Dragonball: Evolução

As Duas Faces da Lei

Duplicidade

A Duquesa

Duro de Matar 4.0

Dúvida

Dzi Croquetes

 

E

Efeito Borboleta 2

Ela

Eles Voltam

Elysium

Em Casa Para o Natal

Encontro Explosivo

Encontros ao Acaso

Ensaio Sobre a Cegueira

Entardecer

Entre Nós

Entre os Muros da Escola

O Equilibrista

Era Uma Vez…

O Escafandro e a Borboleta

Escorregando Para a Glória

O Escritor Fantasma

Espelhos do Medo

O Espetacular Homem-Aranha

Esquadrão Classe A

A Estrada

A Estranha Perfeita

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada

Eu Te Amo, Cara

O Exercício do Caos

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Extermínio 2

 

F

Falsa Loura

Os Falsários

A Família do Futuro

Os Fantasmas de Scrooge

O Fantástico Sr. Raposo

Faroeste Caboclo

Federal

Feliz Natal

Ferrugem e Osso

A Festa da Menina Morta

Fido – O Mascote

Film Noir

O Fim da Escuridão

Fim dos Tempos

A Fita Branca

FIX

Foi Apenas um Sonho

Fúria de Titãs

 

G

G.I. Joe: A Origem de Cobra

Gangues de Nova York

Garçonete

Garfield 2

Garota Infernal

O Garoto da Bicicleta

Gesto Obsceno

Giallo

Ginger e Rosa

Gomorra

Gran Torino

O Grande Chefe

O Grande Gatsby

O Grande Herói

O Grande Truque

A Grande Viagem

Gravidade

O Grito 2

Guerra ao Terror

A Guerra dos Rocha

 

H

Hannah Takes the Stairs

Hannibal – A Origem do Mal

Happy Feet: o Pingüim

Harrison Montgomery

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Hitchcock

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

O Hobbit: A Desolação de Smaug

O Homem de Aço

Homem de Ferro

Homem de Ferro 2

O Homem que Desafiou o Diabo

Homem-Aranha 3

A Hora do Rango

As Horas

Horas de Verão

O Hospedeiro

Hotel Atlântico

 

I

Idas e Vindas do Amor

Ilha do Medo

Imagens do Além

Incendiário

A Incrível História de Adaline

O Incrível Hulk

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Inesquecível

Infância Roubada

Os Infiltrados (por Renato Silveira)

Os Infiltrados (por Tooms)

Informers – Geração Perdida

Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte

Inimigos Públicos

Inimigos do Império

Intrigas de Estado

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

Os Invencíveis

A Invenção de Hugo Cabret

Invictus

 

J

A Janela

JCVD

Jean Charles

Jimi: Tudo Ao Meu Favor

Jogo de Amor em Las Vegas

Jogos do Poder

Jogos Mortais 3

Jovens Adultos

Jumper

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

 

K

Karatê Kid (2010)

Kung Fu Panda

 

L

Lanterna Verde

Las Acacias

A Lenda de Beowulf

O Libertino

Licença para Casar

Ligeiramente Grávidos

Linha de Passe

Lisbela e o Prisioneiro

O Livro de Eli

O Lobisomem

A Loja Mágica de Brinquedos

Longe Dela

Lope

Lua Nova

Lula, o Filho do Brasil

 

M

Mad Max: Estrada da Fúria

Madagascar 2

O Magnata

Mais Estranho que a Ficção

Maldição

Mamma Mia!

Maré, Nossa História de Amor

Maria Antonieta

Marley & Eu

Mary e Max – Uma Amizade Diferente

Max Payne

Melancolia

Os Mercenários

Meu Amor de Verão

Meu Pé de Laranja Lima

O Mistério das Duas Irmãs

Mimzy – A Chave do Universo

O Mineiro e o Queijo

Minha Mãe Quer que Eu Case

Minhas Mães e Meu Pai

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Monstros vs. Alienígenas

A Morte do Demônio

Morte no Funeral

Moscou

Motoqueiro Fantasma

Motoqueiros Selvagens

Muita Calma Nessa Hora

A Mulher Invisível

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus

 

N

Na Natureza Selvagem

Não Por Acaso

Nine

Ninja Assassino

No Meu Lugar

Noites de Tormenta

Uma Noite Fora de Série

Uma Noite no Museu

Noite Sem Fim

A Noiva Síria

Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas

Nosso Amor do Passado

Novidades no Amor

Número 23

 

O

O Que Traz Boas Novas

Ó Paí, Ó!

Oblivion

Obrigado por Fumar

Ódiquê?

Um Olhar do Paraíso

Onde Vivem os Monstros

Onde Está a Felicidade?

Operação Valquíria

A Origem

 

P

Pagando Bem, Que Mal Tem?

Palavra (En)cantada

Pan-Cinema Permanente

Paranóia

Um Parto de Viagem

O Passado

Passageiros

Passe Livre

Pecados Íntimos

A Pedra Mágica

Pele de Asno

Pelé Eterno

Pequena Miss Sunshine

Perfume – A História de um Assassino

Person

Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra

Piratas do Caribe: O Baú da Morte (por Renato Silveira)

Piratas do Caribe: O Baú da Morte (por Tooms)

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

O Planeta Branco

Podecrer!

Poder Sem Limites

Policial, Adjetivo

A Ponte

Ponte para Terabítia

Ponto de Vista

Por Água Abaixo

Poseidon

Possuídos

Preciosa – Uma História de Esperança

Predadores

Premonição 3

Presságio

Primo Basílio

Princesas

O Procurado

Proibido Proibir

Promessas de Guerra

Protetores do Universo

 

Q

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado

Quebra de Confiança

Queime Depois de Ler

Quem Quer Ser um Milionário

Querô

Quincas Berro d’Água

 

R

Rambo IV

Ratatouille

[REC]

Rede de Mentiras

A Rede Social

Reflexões de um Liquidificador

Os Reis da Rua

Resident Evil 4: O Recomeço

Rio, de Carlos Saldanha

Rio, de Mark Wihak

Rio Congelado

Ritmo Acelerado

RoboCop (2014)

RocknRolla

Rocky Balboa

The Rolling Stones: Shine a Light

Romance

The Rover – A Caçada

Rudo e Cursi

Rush: No Limite da Emoção

 

S

O Sacrifício

Salt

Salve Geral

Saneamento Básico, o Filme

Santiago

Se Beber, Não Case!

Se Beber, Não Case! Parte 2

Se Nada Mais Der Certo

O Segredo dos Seus Olhos

O Segurança Fora de Controle

Sem Controle

Sem Reservas

Os Sem-Floresta

Senhores do Crime

Senna

Sex Drive – Rumo ao Sexo

Sexo Sem Compromisso

Sherlock Holmes

Shrek 2

Shrek Terceiro

Sicko – $.O.$. Saúde

Sideways – Entre Umas e Outras

O Silêncio de Lorna

Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Eu Dei

Os Simpsons – O Filme

Sinédoque, Nova York

Sob o Mesmo Céu

Sob o Peso da Água

Solidão e Fé

Somos Tão Jovens

O Sonho de Cassandra

A Sorte em Suas Mãos

Sorte no Amor

Soul Kitchen

Speed Racer

The Spirit – O Filme

Sr. e Sra. Smith

Star Trek

Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith

Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi

Star Wars: The Clone Wars

Substitutos

Subterrâneos

Sucker Punch – Mundo Surreal

Superman – O Retorno (por Renato Silveira)

Superman – O Retorno (por Tooms)

A Suprema Felicidade

 

T

Tá Chovendo Hambúrguer

Tá Dando Onda

As Tartarugas Ninjas – O Retorno

Táxi Para a Escuridão

Taxi Driver

Te Amarei Para Sempre

Terapia de Risco

A Terra Perdida

A Teta Assustada

This Is It

Thor

O Tigre e a Neve

Titãs – A Vida Até Parece uma Festa

Todo Mundo em Pânico 4

As Torres Gêmeas

Toy Story 3

Trama Internacional

Transformers

Transformers: A Vingança dos Derrotados

Tratamento de Choque

Três Vezes Amor

Treze Homens e um Novo Segredo

A Troca

Trocando os Pés

Tropa de Elite

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (por Renato Silveira)

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (por Vitor Drumond)

Tudo Pelo Poder

Tudo Pode Dar Certo (por Renato Silveira)

Tudo Pode Dar Certo (por Vitor Drummond)

O Turista

Turistas

 

U

A Última Cartada

A Última Casa

O Ultimato Bourne

O Último Mestre do Ar

Up – Altas Aventuras

 

V

Velozes e Furiosos 5

Velozes e Furiosos 7

Vem Dançar

Viagem a Darjeeling

Vicky Cristina Barcelona

Viagem Maldita

A Vida Durante a Guerra

Uma Vida Nova

Uma Vida Sem Limites

Vigaristas

A Vila

Vingadores: Era de Ultron

VIPs

Vira-Lata

O Visitante

Vivendo e Aprendendo

Vocês, os Vivos

Vôo United 93

 

W

Waldick, Sempre no Meu Coração

WALL•E

Watchmen – O Filme

Whiplash – Em Busca da Perfeição

 

X

X-Men Origens: Wolverine

X-Men: Primeira Classe

 

Z

Zé Colmeia – O Filme

Zodíaco

Zona do Crime

Zona Verde

Zumbilândia

Índice de filmes

A seguir, você tem acesso à lista completa de todos os filmes já comentados aqui, no cinematório. Nem todos os textos são críticas propriamente ditas. Alguns posts se limitam a breves resenhas ou impressões. Caso prefira, você também pode utilizar a ferramenta de busca para encontrar um filme ou tema específico já abordado no site.
#
007 – Cassino Royale
007 – Quantum of Solace
127 Horas
2012
3 Macacos
300 (por Renato Silveira)
300 (por Tooms)
A
À Deriva
A Sangue Frio
Abraços Partidos
Achados e Perdidos
Aconteceu em Woodstock
Adoração
Adrenalina 2: Alta Voltagem
Agente 86
Além da Vida
Alexandra
Álibi
Alice no País das Maravilhas
Alô, Alô, Terezinha!
Amantes, de Carl Zhang
Amantes, de James Gray
O Americano Tranquilo
Amor Sem Escalas
Anjos e Demônios
Annapolis
Ano Um
Anywhere, USA
Anticristo
Apenas o Fim
Apenas Uma Vez
Aquele Querido Mês de Agosto
Aqui e Lá
Arraste-me Para o Inferno
Atirador
Atividade Paranormal
Um Ato de Liberdade
Ato de Violência
Atrizes
Austrália
Avatar
B
Babel
Baixio das Bestas
O Balconista 2
Bangalô
O Banheiro do Papa
Banquete no Inferno (Feast)
Bastardos Inglórios
Batalha em Seattle
Batismo de Sangue
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Bela Noite Para Voar
Besouro
O Bicho Vai Pegar
Bobby
O Bom Pastor
Brasil Animado 3D
Brasileirinho – Grandes Encontros do Choro
Bravura Indômita
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
Bubble
Budapeste
C
Cabeça a Prêmio
Caçadores de Vampiros
Caixa Dois
Caos Calmo
Cão Sem Dono
Caterpillar
Cartas de Iwo Jima
O Casamento de Rachel
Casseta & Planeta – Seus Problemas Acabaram!!!
Caterpillar
Cazuza – O Tempo Não Pára
Che
Chega de Saudade
Chicago
Cidade das Sombras
Cidade dos Homens
Cinema, Aspirinas e Urubus
Cisne Negro
Cloverfield – Monstro
Coco Antes de Chanel
Coco Chanel & Igor Stravinsky
Colapso no Ártico
A Colheita do Mal
Comer, Rezar, Amar
Como Ser
A Concepção
O Concerto
Confissões de uma Garota de Programa
A Conquista da Honra
Contos do Dia das Bruxas
Contratempo
Coraline e o Mundo Secreto
Crepúsculo
Um Crime de Mestre
O Crime Perfeito
As Crônicas de Spiderwick
A Culpa é do Fidel!
O Curioso Caso de Benjamin Button
D
A Dália Negra
A Dama na Água
De Repente, Califórnia
Deixa Ela Entrar
Deixe-me Entrar
Os Desafinados
Desejo e Perigo
O Desinformante!
Destino Traçado
Deu a Louca na Chapeuzinho
O Dia em que a Terra Parou (2008)
O Diabo Veste Prada
Diamante de Sangue
O Discurso do Rei
Distrito 9
Divã
Do Começo ao Fim
Dois Irmãos
Os Donos da Noite
Dragonball: Evolução
As Duas Faces da Lei
Duplicidade
A Duquesa
Duro de Matar 4.0
Dúvida
Dzi Croquetes
E
Efeito Borboleta 2
Encontro Explosivo
Encontros ao Acaso
Ensaio Sobre a Cegueira
Entardecer
Entre os Muros da Escola
O Equilibrista
Era Uma Vez…
O Escafandro e a Borboleta
Escorregando Para a Glória
O Escritor Fantasma
Espelhos do Medo
Esquadrão Classe A
A Estrada
A Estranha Perfeita
Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada
Eu Te Amo, Cara
O Exterminador do Futuro: A Salvação
Extermínio 2
F
Falsa Loura
Os Falsários
A Família do Futuro
Os Fantasmas de Scrooge
O Fantástico Sr. Raposo
Federal
Feliz Natal
A Festa da Menina Morta
Fido – O Mascote
Film Noir
O Fim da Escuridão
Fim dos Tempos
A Fita Branca
FIX
Foi Apenas um Sonho
Fúria de Titãs
G
G.I. Joe: A Origem de Cobra
Gangues de Nova York
Garçonete
Garfield 2
Garota Infernal
Gesto Obsceno
Giallo
Gomorra
Gran Torino
O Grande Chefe
O Grande Truque
A Grande Viagem
O Grito 2
Guerra ao Terror
A Guerra dos Rocha
H
Hannah Takes the Stairs
Hannibal – A Origem do Mal
Happy Feet: o Pingüim
Harrison Montgomery
Harry Potter e a Ordem da Fênix
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Homem de Ferro
Homem de Ferro 2
O Homem que Desafiou o Diabo
Homem-Aranha 3
A Hora do Rango
As Horas
Horas de Verão
O Hospedeiro
Hotel Atlântico
I
Idas e Vindas do Amor
Ilha do Medo
Imagens do Além
Incendiário
O Incrível Hulk
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Inesquecível
Infância Roubada
Os Infiltrados (por Renato Silveira)
Os Infiltrados (por Tooms)
Informers – Geração Perdida
Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte
Inimigos Públicos
Inimigos do Império
Intrigas de Estado
Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles
Os Invencíveis
Invictus
J
A Janela
JCVD
Jean Charles
Jogo de Amor em Las Vegas
Jogos do Poder
Jogos Mortais 3
Jumper
K
Karatê Kid (2010)
Kung Fu Panda
L
A Lenda de Beowulf
O Libertino
Licença para Casar
Ligeiramente Grávidos
Linha de Passe
Lisbela e o Prisioneiro
O Livro de Eli
O Lobisomem
A Loja Mágica de Brinquedos
Longe Dela
Lope
Lua Nova
Lula, o Filho do Brasil
M
Madagascar 2
O Magnata
Mais Estranho que a Ficção
Maldição
Mamma Mia!
Maré, Nossa História de Amor
Maria Antonieta
Marley & Eu
Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Max Payne
Os Mercenários
Meu Amor de Verão
Miami Vice
O Mistério das Duas Irmãs
Mimzy – A Chave do Universo
Minha Mãe Quer que Eu Case
Minhas Mães e Meu Pai
Monstros vs. Alienígenas
Morte no Funeral
Moscou
Motoqueiro Fantasma
Motoqueiros Selvagens
Muita Calma Nessa Hora
A Mulher Invisível
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
N
Na Natureza Selvagem
Não Por Acaso
Nine
Ninja Assassino
No Meu Lugar
Noites de Tormenta
Uma Noite Fora de Série
Uma Noite no Museu
A Noiva Síria
Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas
Novidades no Amor
Número 23
O
Ó Paí, Ó!
Obrigado por Fumar
Ódiquê?
Um Olhar do Paraíso
Onde Vivem os Monstros
Operação Valquíria
A Origem
P
Pagando Bem, Que Mal Tem?
Palavra (En)cantada
Pan-Cinema Permanente
Paranóia
Um Parto de Viagem
O Passado
Passageiros
Passe Livre
Pecados Íntimos
A Pedra Mágica
Pele de Asno
Pelé Eterno
Pequena Miss Sunshine
Perfume – A História de um Assassino
Person
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
Piratas do Caribe: O Baú da Morte (por Renato Silveira)
Piratas do Caribe: O Baú da Morte (por Tooms)
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
O Planeta Branco
Podecrer!
Policial, Adjetivo
A Ponte
Ponte para Terabítia
Ponto de Vista
Por Água Abaixo
Poseidon
Possuídos
Preciosa – Uma História de Esperança
Predadores
Premonição 3
Presságio
Primo Basílio
Princesas
O Procurado
Proibido Proibir
Protetores do Universo
Q
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
Quebra de Confiança
Queime Depois de Ler
Quem Quer Ser um Milionário
Querô
Quincas Berro d’Água
R
Rambo IV
Ratatouille
[REC]
Rede de Mentiras
A Rede Social
Reflexões de um Liquidificador
Os Reis da Rua
Resident Evil 4: O Recomeço
Rio, de Carlos Saldanha
Rio, de Mark Wihak
Rio Congelado
Ritmo Acelerado
RocknRolla
Rocky Balboa
The Rolling Stones: Shine a Light
Romance
Rudo e Cursi
S
O Sacrifício
Salt
Salve Geral
Saneamento Básico, o Filme
Santiago
Se Beber, Não Case!
Se Beber, Não Case! Parte 2
Se Nada Mais Der Certo
O Segredo dos Seus Olhos
O Segurança Fora de Controle
Sem Controle
Sem Reservas
Os Sem-Floresta
Senhores do Crime
Senna
Sex Drive – Rumo ao Sexo
Sexo Sem Compromisso
Sherlock Holmes
Shrek 2
Shrek Terceiro
Sicko – $.O.$. Saúde
O Silêncio de Lorna
Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Eu Dei
Os Simpsons – O Filme
Sinédoque, Nova York
Sob o Peso da Água
Solidão e Fé
O Sonho de Cassandra
Sorte no Amor
Soul Kitchen
Speed Racer
The Spirit – O Filme
Star Trek
Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma
Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones
Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith
Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança
Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca
Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi
Star Wars: The Clone Wars
Substitutos
Subterrâneos
Sucker Punch – Mundo Surreal
Superman – O Retorno (por Renato Silveira)
Superman – O Retorno (por Tooms)
A Suprema Felicidade
T
Tá Chovendo Hambúrguer
Tá Dando Onda
As Tartarugas Ninjas – O Retorno
Táxi Para a Escuridão
Te Amarei Para Sempre
A Terra Perdida
A Teta Assustada
This Is It
Thor
O Tigre e a Neve
Titãs – A Vida Até Parece uma Festa
Todo Mundo em Pânico 4
As Torres Gêmeas
Toy Story 3
Trama Internacional
Transformers
Transformers: A Vingança dos Derrotados
Tratamento de Choque
Três Vezes Amor
Treze Homens e um Novo Segredo
A Troca
Tropa de Elite
Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (por Renato Silveira)
Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (por Vitor Drumond)
Tudo Pode Dar Certo (por Renato Silveira)
Tudo Pode Dar Certo (por Vitor Drummond)
O Turista
Turistas
U
A Última Cartada
A Última Casa
O Ultimato Bourne
O Último Mestre do Ar
Up – Altas Aventuras
V
Velozes e Furiosos 5
Vem Dançar
Viagem a Darjeeling
Vicky Cristina Barcelona
Viagem Maldita
A Vida Durante a Guerra
Uma Vida Nova
Uma Vida Sem Limites
Vigaristas
A Vila
VIPs
Vira-Lata
O Visitante
Vivendo e Aprendendo
Vocês, os Vivos
Vôo United 93
W
Waldick, Sempre no Meu Coração
WALL•E
Watchmen – O Filme
X
X-Men Origens: Wolverine
X-Men: Primeira Classe
Z
Zé Colmeia – O Filme
Zodíaco
Zona do Crime
Zona Verde
Zumbilândia

Resumão Cannes 2009


“A Fita Branca”, de Michael Haneke

Finda a 62ª edição de Cannes, é hora de fazer um balanço dos filmes que foram destaque entre os críticos e que, possivelmente, veremos no Brasil entre setembro e outubro, no Festival do Rio, na Mostra INDIE e na Mostra de São Paulo. Ao contrário daqueles que sempre dizem que “esta é pior seleção de Cannes dos últimos anos”, temos um cardápio no mínimo promissor pela frente.

O que segue abaixo é uma compilação dos links que alimentaram a nossa Parabólica durante o festival. Aqueles filmes que já tem previsão de estreia no Brasil possuem essa indicação:

A Fita Branca” (competição, Palma de Ouro) – Que Haneke entregaria um filme poderoso, já era esperado. Mas parece que estamos diante de sua obra-prima. “Quando está no auge da forma, o talento artístico de Michael Haneke e o infalível controle sobre seu material são difíceis de bater.” “É uma horrorizante descrição da mortalidade.” “Um surpreendente e comovente estudo forense sobre o colapso social.” Caramba! A Imovision ainda não tem a previsão de estreia no Brasil, mas podemos esperar para o segundo semestre. O filme também ganhou o prêmio da FIPRESCI.

Les Herbes Folles” (competição, Prêmio Especial do Júri) – O novo Resnais foi considerado o melhor filme da competição logo quando foi exibido. Disseram: “O filme é um sopro de vida não apenas no festival, mas no próprio cinema.” “É mais exuberante do que ‘Medos Privados em Lugares Públicos.” “Soa como um resumo das melhores coisas da obra de Resnais.” Depois de tanto carinho, só nos resta esperar pelo filme. Ainda sem previsão, mas já comprado pela Imovision (que tem o título provisório em português: “As Ervas Daninhas”).

Anticristo” (competição, Melhor Atriz) – Para o bem e para o mal, foi considerado o filme-escândalo do festival. De “obra-prima” a “desastre”, a crítica se divide. Mas de qualquer forma parece mesmo imperdível. Previsão de estreia: agosto (Califórnia Filmes, que promete trazer a “versão original do diretor” – presumimos que seja a mesma de Cannes, mas nunca se sabe).

Un Prophète” (competição, Grande Prêmio do Júri) – O filme de Jacques Audiard, apesar de “convencional”, chamou a atenção e teve a ovação mais longa do festival (cerca de 10 minutos). Disseram: “Equilibra com sucesso o estilo de um filme de arte com um enredo de filme de gângster.”

Kinatay” (competição, Melhor Direção) – Se “Anticristo” causou sensações extremas, também o fez o filme de Brillante Mendoza. Foi considerado por Roger Ebert o novo pior filme da história do festival, mas ganhou muitos defensores, “graças ao prazer que nega ao espectador”.

Enter the Void” (competição) – Novo longa de Gaspar Noé pode não ter impressionado o júri, mas causou celeuma na Croisette, sendo considerado “o único filme de vanguarda na competição”. Muito disso se deve à fotografia e ao trabalho de câmera. E se você se lembra da homenagem a Kubrick numa das última cenas de “Irreversível”, certamente vai encontrar mais delas aqui. “Quase desafiando a definição de termos cinematográficos contemporâneos, o filme é um selvagem, alucinatório ‘mindfuck’ para adultos, que mostra seu diretor explorando novas técnicas de filmagem e ambiciosos efeitos especiais para capturar a viagem de um jovem após a morte.”

Tetro” (Quinzena dos Realizadores) – Disseram que o filme vislumbra a era de ouro de Coppola e é bem melhor do que “Youth Without Youth”. É tudo que precisamos saber.

Bastardos Inglórios” (competição, Melhor Ator) – Não houve consenso quanto ao novo Tarantino, mas parece notório que o cineasta não fez um filme tão consistente quanto os anteriores. Curiosamente, vários críticos usaram de ambiguidade: “Consegue ser indolente e superexcitado ao mesmo tempo,” ou “É o filme mais tedioso de Cannes este ano, e também o mais fascinante, o mais impessoal ao mesmo tempo que é pessoal.” Também chamou a atenção o uso de referências ao cinema europeu por parte de Tarantino. Previsão de estreia: 23 de outubro (Universal).

À Procura de Eric” (competição) – Apesar de ter saído sem prêmios, a surpresa do festival foi o tom leve do novo Ken Loach. O cineasta britânico teve uma calorosa recepção e chamaram o filme até de “crowd-pleaser” – convenhamos, termo que não se espera de um diretor de obra sisuda. O ex-jogador de futebol Eric Cantona está no elenco e foi quem deu a ideia do enredo. Considere-nos oficialmente curiosos. Previsão de estreia: dezembro (Califórnia Filmes).

The Time That Remains” (competição) – Outro que saiu sem nada, mas que ganhou muitos elogios da crítica é este trabalho de Elia Suleiman, uma comédia israelense de humor amargo. A Imovision vai lançar o filme no Brasil, mas ainda não tem data.

Fish Tank” (competição, Prêmio do Júri) – Dirigido pela britânica Andrea Arnold (do ótimo “Marcas da Vida”), é comparado a “Aos Treze” e elogiado pela fotografia, atuações e olhar consciente sobre questão social. Porém, parece pecar pela originalidade.

Thirst” (competição, Prêmio do Júri) – Park Chan-wook não foi unanimidade (nunca é). Mas parece ter agradado mais do que o normal. Kleber Mendonça Filho escreveu: “Dono de um humor terrível, e lançando mão de todos os efeitos especiais que a sua imaginação põe para excelente uso, cria um senso constante de demência que desconcerta a platéia durante toda a projeção.” O filme ainda não previsão de estreia por aqui, mas já foi comprado pela Paris Filmes.

Bright Star” (competição) – Jane Campion parece ter feito finalmente um filme à altura de “O Piano”, no sentido de chances em premiações. Apesar de não ter ganhado nada em Cannes (deve se sair melhor no BAFTA), surgiu como um dos primeiros favoritos à Palma de Ouro. Disseram: “Felizmente, o filme é livre da histeria geralmente associada a filmes sobre escritores e evita as tendências distrativas que infestam filmes de época britânicos.”

Dogtooth” (Un Certain Regard, Melhor Filme) – O segundo filme do grego Yorgos Lanthimos chamou a atenção pelas vias do choque. “Se você viu a cena do jantar de família de ‘O Massacre da Serra Elétrica’ e se perguntou: ‘Como eles chegaram a esse ponto?’, ‘Dogtooth’ oferece algumas respostas.”

Police, Adjective” (Un Certain Regard) – Novo filme de Corneliu Porumboiu (“À Leste de Bucareste”) chamou a atenção na mostra paralela e levou prêmio. Já foi comprado pela Imovision para distribuição no Brasil, mas ainda não tem previsão de lançamento.

Mother” (Un Certain Regard) – Comentaram que o novo filme de Bong Joon-ho deveria estar na competição. Disseram que é “um melodrama lírico”, que tem algo de Pedro Almodóvar. “Bong Joon-ho está fazendo os filmes que Hollywood deveria estar fazendo – formalmente precisos e inventivos, sutilmente engajados, mas sem nunca subverter gêneros populares.”

Tales from the Golden Age” (Un Certain Regard) – Parece que enfim fizeram uma antologia consistente em todos seus episódios. O filme é escrito por Cristian Mungiu (“4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias”) e dirigido por cinco cineastas romenos. Remonta episódios da época em que Nicolai Ceausescu governava o país. ATUALIZAÇÃO: A Imovision anunciou a compra do filme, mas ainda não tem previsão de estreia.

I Killed My Mother” (Quinzena dos Realizadores, Melhor Filme) – O filme do canadense Xavier Dolan dividiu opiniões, mas parece ter se saído tão bem no festival porque “reflete uma verdade sobre relações humanas que qualquer espectador pode reconhecer.”

Like You Know It All” (Quinzena dos Realizadores) – Novo Hong Sang-soo foi bem recebido, apesar de parecer ser um trabalho mais “fácil” do cineasta sul-coreano.

Ajami” (Quinzena dos Realizadores) – O filme que encerrou a Quinzena foi visto como “poderoso”, “incrivelmente autêntico” e “filmado com precisão.”

Collin” (fora de competição) – Um achado no mercado do festival, é um filme britânico de horror feito por meras 45 libras estelinas. É sobre um homem que tenta entender porque ele se transformou em um morto-vivo.

Father of My Children” (Un Certain Regard) – Segundo filme de Mia Hansen-Love arrancou elogios. Ao que parece, é de arrancar lágrimas.

Tsar” (Un Certain Regard) – Eisenstein, Tarkovsky e Sokurov são citados enquanto três críticos comentam o trabalho do cineasta russo Pavel Lungin.

Eyes Wide Open” (Un Certain Regard) – Um romance homossexual entre um açougueiro judeu e seu ajudante, com uma direção “impressivamente estudada” e uma “qualidade empírica, até mesmo antropológica”. Uau.

Hierro” (Semana da Crítica) – Da Espanha, vem mais um filme de suspense da safra Guillermo del Toro. “Embora não seja isento de problemas, é absolutamente deslumbrante de se assistir do começo ao fim.”

Up – Altas Aventuras” (fora de competição) – Alguns críticos chegaram a considerar o filme da Pixar o melhor do ano até agora. Será mesmo para tanto ou o pessoal ainda está seguindo no vácuo de “WALL•E”? Previsão de estreia: 04/09 (Disney)

A Town Called Panic” (fora de competição) – “Up” não foi a única animação a ganhar elogios no festival. “Imagine a franquia ‘Toy Story’ acrescida da sensibilidade perversa de ‘South Park’ e feita com uma meticulosa técnica de stop-motion.”

The Imaginarium of Doctor Parnassus” (fora de competição) – O filme encantou pelo visual, mas como tem ocorrido com os últimos trabalhos de Terry Gilliam parece não convencer pela história. Pode ser que agrade somente os fãs do cineasta.

Visage” (competição) – O novo Tsai Ming-Liang também parece agradar somente os fãs “hardcore” do cineasta.

E agora, as decepções:

Los Abrazos Rotos” (competição) – Parece consenso entre os críticos que o novo Almodóvar é uma repetição de estilo do cineasta. “O diretor parece estar confinado nele mesmo.” Previsão de estreia: 20 de novembro (Universal).

Vengeance” (competição) – Johnnie To entregou o visual caprichado de sempre, mas os críticos não parecem ter sido cativados pela história. Talvez seja um sinal de problema quando os mesmos adjetivos começam a se repetir em textos diferentes.

Taking Woodstock” (competição) – O novo Ang Lee “parece um esquete de duas horas do ‘Saturday Night Live’, e nem é dos melhores.” Não pára aí: “Agradável em algumas partes, mas meramente insípido em outras. Parece uma digressão menor de Ang Lee entre trabalhos mais memoráveis.” Ouch. No entanto, Luiz Carlos Merten seguiu aqueles que aderiram à proposta mais leve do cineasta (previsão de estreia: 18/09 (Universal).

Agora” (competição) – Novo trabalho de Alejandro Amenabar não empolgou, apesar de elogiado por seu visual, típico de um épico de Cecil B. Demille. Mas teve gente que gostou.

Maps of the Sounds of Tokyo” (competição) – Talvez o filme de pior recepção entre os concorrentes à Palma de Ouro, o novo filme de Isabel Coixet foi considerado por muitos “bonito de se olhar”, mas inócuo. “É brilhante e vazio como uma bolsa de mão Prada em uma prateleira de botique.”

Don’t Look Back” (fora de competição) – Mesmo com Monica Bellucci e Sophie Marceau, parece ser um David Lynch que não deu certo. Uma pena, visto que o filme anterior da diretora Marina de Van, “In My Skin”, é muito bom.

BRASIL EM CANNES

À Deriva“, como você provavelmente já sabe, recebeu ovação de quase 5 minutos em sua sessão de gala na Un Certain Regard. Foi bem recebido de uma forma geral, mas recebeu algumas críticas negativas – a mais severa comparando o filme de Heitor Dhalia a um episódio estendido da série “The O.C.”. Aqui está uma compilação de opiniões.

Já “No Meu Lugar“, de Eduardo Valente, exibido fora de competição, não teve a mesma sorte. Não sei se foi pouco comentado ou causou pouco frisson mesmo, mas as duas principais publicações internacionais de entretenimento cobrindo Cannes viram a produção brasileira com reservas. A Variety disse que depois de passar muito tempo construindo as personagens, Valente permite que tudo entre em colapso ao seu redor com um final totalmente fora de sincronia com o que veio antes.” Já o Hollywood Reporter afirmou que, apesar de este ser uma falha, vale a pena ficar de olho nos futuros filmes que Valente vier a fazer. Tentei achar se a Cahiers du Cinéma assistiu ao filme, mas não localizei o texto. A propósito: o título em inglês é “Eye ot the Storm” (algo como “O Centro do Furacão”). Alguém sabe o motivo?

COBERTURAS

Para encerrar, deixo algumas dicas para quem quiser ir mais fundo na cobertura de Cannes 2009. Como você já deve ter percebido, o blog The Daily, mantido pelo site da distribuidora independente IFC, é nossa referência principal todos os anos por reunir numa mesma página opiniões de diversos críticos. É bem organizado e abrangente, graças ao exemplar trabalho do ex-Greencine David Hudson. Clique aqui para acessar o índice da “cobertura da cobertura” feita por ele, ordenado por filmes e mostras.

Entre os brasileiros, Kleber Mendonça Filho novamente fez o melhor trabalho, tanto pelas opiniões consistentes quanto pela abragência da cobertura, contando o que rolou de principal nas coletivas e ainda postando fotos e vídeos. Enquanto o CinemaScópio não volta em sua forma definitiva, vale a pena acompanhar o blog criado pelo Kleber especialmente para Cannes. Clique aqui.

Para mais opiniões em português, vale conferir ainda as coberturas da Filmes Polvo e da Cinética (esta feita pelo mesmo Eduardo Valente que estava apresentando filme).

Um Crime de Mestre

Gregory Hoblit decidiu voltar ao tipo de filme que fez seu nome despontar em Hollywood há pouco mais de uma década. Em 1996, ele lançava “As Duas Faces de um Crime”, thriller de tribunal que também alavancou a carreira de Edward Norton. Dois anos mais tarde, Hoblit novamente mostrou ser bom de serviço com o ótimo suspense sobrenatural “Possuídos”. O cineasta manteve o ritmo: mais dois anos e outro elogiado trabalho, agora na ficção-científica “Alta Freqüência”. O drama de guerra “A Guerra de Hart”, de 2002, mostrou que esta não era sua praia. Hoblit, então, deixou de ser um diretor bienal. Depois de cinco anos longe das telas, ele se reencontra com “Um Crime de Mestre”.

Não é um filme tão bom quanto os primeiros do diretor, mas funciona bem como thriller de tribunal e fica melhor ainda com as perfomances de seus atores. O mais interessante da narrativa não é necessariamente o seu desenrolar, mas, sim, o duelo de egos dos dois personagens principais.

De um lado, está o assassino Ted Crawford, interpretado por Anthony Hopkins, que mata a esposa a sangue frio quando descobre que ela o traiu. Preso ainda na cena do crime, ele já tinha um grande plano bolado para provar sua inocência no tribunal, assim, ao ir a julgamento, apenas vê o sistema judicial cair diante de si. Seu adversário é o jovem advogado Willy Beachum, vivido por Ryan Gosling, que se deixa trair pela própria arrogância (seu índice de condenações é de impressionantes 97%) e cai como uma presa indefesa na armadilha do réu. A partir daí, ele entra de cabeça no caso para tentar virar a mesa.

Hopkins está em plena forma aqui e por vezes faz lembrar seu insuperável Hannibal Lecter de “O Silêncio dos Inocentes”, graças ao olhar gelado e às expressões minimalistas que emprega em seu personagem de forma a combinar com seu humor sarcástico. E Gosling novamente mostra que muito em breve deixará de ser uma promessa e se tornará de fato um grande ator.

É verdade que a resolução do roteiro de Daniel Pyne e Glenn Gers poderia surpreender mais (talvez seja o que nós sempre esperamos de filmes como esse), mas o longa consegue prender a atenção através do jogo de Ted, que utiliza as brechas da lei para sair ileso. A briga de nervos que ele trava com Willy poderia ter sido mais explorada se a personagem de Rosamund Pike – uma executiva da poderosa firma de advocacia em que Willy está prestes a ser admitido – não existisse, já que o filme perde seu ritmo justamente nas cenas em que ela aparece. Sem falar que seu romance com Gosling é infrutífero, narrativa e dramaticamente.

A direção de Hoblit é segura e elegante, criando a atmosfera ideal para a história. Uma boa sacada do diretor foi usar como analogia para seus personagens as estruturas de metal arquitetadas pelo personagem de Hopkins. Elas mostram a meticulosidade de Ted e funcionam como o seu plano: uma pequena falha pode levar a bolinha ao chão, ou ele à cadeia. E o mesmo vale para Willy, já que qualquer deslize moral pode comprometer sua promissora carreira.

nota: 7/10 — vale o ingresso

Um Crime de Mestre (Fracture, 2007, EUA), dir: Gregory Hoblit – em cartaz nos cinemas.

Blablablá: tempo de expandir

1. Começamos o mês de agosto com um novo colaborador no cinematório. Vitor Drumond, com quem eu já havia trabalhado no Cinema em Cena, aceitou meu convite e, a partir de agora, passa a resenhar filmes e escrever artigos aqui no site. Vitor também possui um blog próprio, o Silêncio, Por Favor, onde ele escreve não só sobre cinema, mas também sobre quadrinhos, séries, livros, exposições. Vale a pena conhecer. Portanto, seja muito bem-vindo, Vitor. E leiam o texto de estreia dele, que acaba de ser publicado, sobre “The Hurt Locker” – o excelente e badalado filme de guerra de Kathryn Bigelelow, já lançado no Brasil em DVD desapercebidamente com o título genérico “Guerra ao Terror”. Leiam a resenha e vejam o filme, ou vice-versa. Recomendado.

2. Uma mudança que vamos implementar em breve é no sistema de cotações. Sinto muito por quem gosta de notas, mas nós não gostamos mais e vamos aboli-las. Mas calma: ainda haverá um sistema de avaliação em nossas críticas. Estamos discutindo o formato, mas é certo que será bem mais simples e direto, sem preocupação com números, bonequinhos, bolinhas ou estrelas. Além disso, adotaremos aquele velho e eficaz quadro, onde vocês poderão ver, mensalmente, as cotações dadas por cada membro da equipe para todos os filmes que assistimos.

3. Como não escrevo um editorial desses desde maio, acabou que não anunciei a minha nova coluna de cinema na rádio Inconfidência. Chama-se Áudio Visual e vai ao ar todas as terças e sextas dentro do Conexão Meio-Dia, programa jornalístico descontraído, apresentado por Getúlio Neuremberg e Lina Rocha, que vai de meio-dia a uma da tarde na frequência AM 880 – ou pelo site da rádio. A coluna é bem variada, abordando desde filmes em cartaz nos cinemas a atrações na TV aberta e lançamentos em DVD. Outros assuntos relacionados a cinema também são abordados. E sigo como crítico de cinema do Viamundo, revista cultural que também vai ao ar de meio-dia a uma, só que na frequência FM 100,9. Geralmente, meus comentários vão ar na segunda ou na sexta-feira.

4. Para finalizar, segue um índice de todos os posts publicados no cinematório no mês de julho, caso você tenha perdido alguma coisa:

CRÍTICAS
Alexandra
Apenas o Fim
Atrizes
Dúvida
O Equilibrista
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte
Inimigos Públicos
Jean Charles
Rudo e Cursi

VÍDEO
Análise de “A Mulher Faz o Homem”
Cinema + música = revival anos 80

ARTIGOS E NOTÍCIAS
A violência contra “Halloween”
Retificação sobre o caso “Halloween”
“Celebridades” se encontram no cinema pornô
“A Cavalgada das Valquírias” – um post musical
Os melhores filmes de 2009 – primeiro semestre

O INDIE pulsa

Já está rolando nas salas do Usina em BH, e também no Cine Humberto Mauro, a programação do INDIE 2008 (site). Esta é uma das mostras mais particulares do calendário nacional, já que grande parte de sua seleção comporta filmes que não serão vistos em outros lugares, seja em festivais, seja no circuito comercial, seja em DVD.

Nesse espírito de “veja no INDIE ou não veja nunca” (“nunca” é exagero, já que hoje a internet é um meio de distribuição de fato), esta oitava edição da mostra tem uma característica destoante dos anos anteriores. E isso para o bem, do ponto de vista curador da coisa toda.

Se já tivemos INDIEs com uma cartela de filmes badalados, certezas de filas até o fim do quarteirão, em 2008 cabem numa mão os longas que chegam laureados por suas passagens em festivais anteriores e também pela fama de seus diretores. São eles, “O Silêncio de Lorna”, dos irmãos Dardenne, e “A Fronteira da Alvorada”, de Philippe Garrel. Há também o novo documentário de Eryk Rocha, “Panchamama”, e o vencedor da categoria no Oscar deste ano, “Táxi Para a Escuridão”.

No mais, os programas do INDIE 2008 incluem em grande número títulos de cineastas emergentes, que estão em seus primeiros ou segundos filmes. Outros já possuem uma filmografia, mas esta é desconhecida fora do circuito de festivais ou em mercados que não sejam os de seus países de origem – como é o caso dos alemães da Nova Escola de Berlim.

O INDIE está mais indie do que nunca este ano. O convite é para o cinéfilo se tornar um aventureiro, montar sua programação no escuro e descobrir novos cinemas. Até o fim da mostra, e depois também, o cinematório fará o relato de seus achados. Para localizar os filmes comentados, consulte o índice abaixo:

Amantes
Anywhere, USA
Ato de Violência
Bangalô
Como Ser
Destino Traçado
Entardecer
FIX
Gesto Obsceno
Hannah Takes the Stairs
Harrison Montgomery
Pan-Cinema Permanente
Rio
O Silêncio de Lorna
Táxi Para a Escuridão

INDIE em SP e outros tópicos

Começa hoje, no CINESESC, a versão paulista do INDIE 2008. A programação completa pode ser acessada aqui. É um resumo do que foi exibido em BH, mas tem uma seção inédita por aqui: a retrospectiva Koji Wakamatsu, que, pelas palavras de Francesca Azzi, uma das curadoras e organizadoras da mostra, parece ser deveras interessante (leiam o texto de apresentação que ela escreveu). Quem estiver em Sampa não pode perder.

Ainda sobre o INDIE SP: seis filmes que serão exibidos até o próximo dia 12 foram comentados aqui no cinematório durante a cobertura do INDIE BH:

Anywhere, USA
Ato de Violência
Como Ser
FIX
Hannah Takes the Stairs
Rio

Uma pena que os dois melhores a que eu pude assistir, “Entardecer” e “Bangalô”, integrantes do programa Nova Escola de Berlim, não foram incluídos. No índice aí ao lado, vocês podem conferir outros longas que conseguimos ver.

NOVA INTEGRANTE

A equipe do cinematório cresceu: agora, temos também a presença de Mariana Deslandes em nossas páginas. A Mariana está se formando em Jornalismo, tem uma visão sensível e escreve com talento e espirituosidade. Ela aceitou meu convite para colaborar com o site e estreou ontem, com um texto sobre “Gesto Obsceno”, fechando a cobertura do INDIE. Seja bem-vinda, Mari. Estou certo de que nossos leitores irão aprovar sua chegada.

CINEMA EM CENA

E como alguns de vocês já sabem, estou me desligando da equipe do Cinema em Cena. Hoje foi meu último dia na redação. Não sou mais editor do site, mas continuarei por perto, como colaborador. Uma coluna está sendo planejada e, além disso, o cinematório tem o apoio do CeC, sendo hospedado nos servidores do portal.

Desejo todo sucesso ao Pablo, Patrícia e à toda a nova equipe que está começando agora. Foram sete anos e meio de dedicação e experiências enriquecedoras, sem as quais eu não teria chegado até aqui. E, neste momento, não quero falar de fim, mas de um novo começo. Para mim e para vocês.

Vamos em frente.

INDIE 2009: um balanço

ÍNDICE DE FILMES COMENTADOS (em ordem alfabética):

4000 Euros / Anticristo / Bem-vindo / Com Todo o Coração / Duas Senhoras / Elevador / Kinatay / Kronos / Li Tong / A Onda / Quanto Dura o Amor?


“Kinatay”, de Brillante Mendoza

O ano em que chegamos mais perto de Cannes

A exibição de “Kinatay” na sessão de encerramento do INDIE 2009, na quinta-feira, dia 10 de setembro, foi especial por vários motivos. O filme de Brillante Mendoza (o cineasta filipino teve a obra completa apresentada em retrospectiva, ponto alto da mostra) fala por si mesmo e proporciona uma experiência intensa ao espectador, que merece um texto próprio. Por hora, vale destacar a forma como Mendoza nos leva por um caminho escuro (grande segmento do filme é quase todo preto, filmado em luz natural, no escuro, com câmera na mão) até pisarmos no terreno igualmente indistinto do questionamento ético que confronta um jovem policial, testemunha de um ato de barbárie.

“Kinatay” é, sem dúvida, um dos melhores títulos exibidos nesta edição do festival. A sessão, aliás, estava comprometida e dependia da chegada dos rolos a Belo Horizonte, após uma longa viagem de Hong Kong, onde também fora exibido em festival. Chegou e a projeção correu tranquila, com legendas em inglês na película e em português na tradução eletrônica. Mesma cópia será exibida em São Paulo na versão compacta do INDIE, mas a exibição em BH teve um gostinho especial para os cinéfilos mineiros que raramente têm essa chance de degustar primeiro que todo mundo no país um filme como este, que chega premiado como Melhor Direção em Cannes 2009. Importante passo para o festival, que a cada ano tem ficado mais forte.

Aliás, outro filme que deixou este INDIE mais próximo de Cannes é “Anticristo”, escândalo de Lars von Trier que já estava em exibição comercial em salas do Rio de Janeiro e São Paulo. Tudo bem, não foi pré-estréia no INDIE, mas o que valeu foi o clima de festival e ver a sala apinhada de gente em plena noite de feriado de 7 de setembro.

A experiência contou mais do que o filme no fim, já que von Trier parece mais preocupado em se exibir, como sempre, do que em narrar uma história. De toda forma, no principal, que é construir imagens próprias de uma tela de cinema, ele consegue mais uma vez se sair bem. É impressionante como cada um de seus filmes possui um visual distinto, mas todos trazem sua inconfundível assinatura. Você sabe sempre que está assistindo a um filme de Lars von Trier. É possível que “Anticristo” (que também terá texto próprio em breve aqui no site) cresça numa revisão, feita com mais tranquilidade e estudo, já que o filme é permeado por simbolismos que no fundo podem ter algo de relevante. Por hora, no entanto, é um exercício plástico que enche os olhos, causa um mínimo de tensão, acerta no choque, mas é pouco construtivo no que tem a dizer.


“Duas Senhoras”, de Philippe Faucon

Alguns destaques da Mostra Mundial

Junto com “Kinatay”, o filme que mais gostei deste INDIE foi o francês “Duas Senhoras”, do diretor marroquino Philippe Faucon. Longa que já está na estrada há mais tempo, tendo sido exibido pela primeira vez no Festival de Toronto de 2007. É um filme humanista, que trata do conflito na Faixa de Gaza com subtexto político presente o tempo todo, mas apenas como pano de fundo, vindo à tona somente quando a relação das duas senhoras do título pede. E as duas, Ariane Jacquot e Zohra Mouffok, são ótimas atrizes – especialmente Zohra, que faz o filme crescer um tanto quando assume o lugar da filha (Sabrina Ben Abdallah) como protagonista.

“Duas Senhoras” trata do encontro inusitado entre essas mulheres idosas, quando Esther (Ariane), a mais rica e judia, precisa de cuidados especiais por estar debilitada e não poder andar. A enfermeira, humilde e muçulmana, sugere que sua mãe, Halima (Zohra), passe a ajudá-la, servindo como companheira para Esther. A frase chave do filme sai da boca do imam que Halima visita: “Respeitamos quem nos respeita”, o que independe de credo, classe social, cultura ou origem. E a relação das duas senhoras se converte numa amizade bonita porque elas não permitem que fatores externos as influenciem.

Este é o primeiro filme de Faucon a que assisto e gostei de seu estilo de direção simples e muito preciso nas escolhas que faz do que deixar dentro e fora do quadro. Ele centraliza a atenção no que é mais importante: um olhar ou uma reação a uma conversa. São constantes as cenas em que os diálogos acontecem num campo só. Curioso, aliás, como todos os homens, exceto o marido muçulmano, quase não têm os rostos mostrados, ficando fora de quadro. E eles, como os demais atores, continuam atuando sem estarem enquadrados. Faucon dirige as cenas mesmo extra-câmera, em todo o set, e ali escolhe onde fazer o recorte. “Duas Senhoras” já tem distribuição garantida e deve entrar em cartaz em breve no circuito.

Outro feliz achado na programação do INDIE 2009 foi o canadense falado em francês “Com Todo o Coração”, de Stéphane Géhami. O filme traz uma certa semelhança com “Amantes”, de James Gray, já que seu protagonista também está dividido entre duas mulheres: a ex-namorada, por quem ainda nutre uma paixão impetuosa, e a nova, que tem emprego e nível social mais confortáveis – para ele. Como Joaquin Phoenix, o personagem de Pierre Rivard também é encrenca: rouba carros para ter sua fonte de renda e não consegue tomar jeito. Muitas vezes, parece um meninão mais imaturo que o adolescente Jimi, seu pupilo e parceiro em delito. Talvez Géhami não precisasse filmar tanto sexo, mas de forma geral sua câmera é bem disposta, consciente, e a narrativa não vacila nas alternâncias entre drama e humor da trajetória do personagem principal. Um bom filme que merece ser visto fora do festival. Ainda está sem distribuição, infelizmente.

Também gostei bastante do chinês “Li Tong”, de Nian Liu – filme doce sobre uma menininha que fica perdida no Centro de Pequim após seu passe de ônibus sumir. A garotinha é uma graça e segura bem o filme inteiro. Ela se sai melhor quando interage com o garoto de rua que encontra no caminho e que a ajuda a voltar para casa. O menino poderia ter entrado mais cedo na história, já que nos momentos em que a garota está sozinha o filme pede por mais ritmo. E não é pela forma como é dirigido, já que Liu demonstra segurança e serenidade, mas simplesmente porque algumas cenas não têm muito porquê de estarem ali (o encontro com o homem vestido de urso panda, por exemplo). É um filme sobre crianças feito para adultos. Também não tem distribuição garantida no Brasil.

Destaco ainda o espanhol “4000 Euros”, que é como se uma trama policial pós-Tarantino fosse dirigida com a crueza que se observa no cinema romeno atual, digamos. Mas antes de você se empolgar, tenho que dizer que o filme de Richard Jordan peca no refinamento da montagem, que conta com fades sem sentido (um deles é tão grosseiro que parece até que o cineasta se esqueceu de revisar o corte final). A comparação que faço com o cinema romeno (e outros contemporâneos) se deve mais àquela ideia de deixar a câmera estática enquadrada num rosto ou num lugar por uma duração acima da média de uma tomada convencional. Há aquela sensação de “naquele tempo, naquele lugar”, que torna o filme mais verdadeiro. Além disso, não há trilha sonora. A trama policial gira em torno de dois irmãos: ela tem que arrumar 4.000 euros para pagar uma dívida do irmão com uma gangue e salvar a vida dele. Os atores, Marta Larralde e Alberto López, são bons. O problema é que o filme termina meio sem jeito. O desfecho deveria dar um baque no público, mas nos deixa perguntando: “É só isso?” Sem estragar o filme para quem não viu, digo apenas que um gângster de verdade teria pelo menos arrancado um dedo do rapaz. “4000 Euros” é outro que está sem distribuição no Brasil. Se aparecer em algum festival na sua cidade, não perca.


“Kronos”, de Olav F. Wehling

Os micos do ano

Se todo INDIE tem filmes muito bons, também tem suas ovelhas negras. Se no ano passado foi o constrangedor “Amantes” (ainda bem que não foi lançado comercialmente, senão poderia causar confusão com o belo filme de James Gray), este ano a Mostra Mundial ofereceu “Kronos”. Sob o pretexto de remontar o mito grego do filho de Urano, o diretor alemão Olav F. Wehling não se vale da boa fotografia e da paisagem desértica que nos minutos iniciais dão esperança de um filme de direção impactante. Mas tal impacto de esvai quando o cineasta (estreante como quase todos da Mostra Mundial) começa a forçar na composição e insiste na trilha sonora maçante e repetitiva. Os problemas estéticos são os menores, na verdade. Wehling quer ser metafórico, mas acaba sem dizer coisa alguma. Seu filme (ou projeto de conclusão de curso, como é apresentado no site do festival) logo se converte numa tentativa pífia de falar sobre a condição humana em situação limite. Pretensioso demais.

(Fato curioso: durante a sessão de “Kronos” no sábado à tarde, um senhor, que aparentava estar embriagado, não se conteve e começou a gritar contra a tela nas cenas de incesto. Saiu da sala no meio de uma delas, esbravejando: “Imundo! Imundo!” Pois se nem ele aguentou…)

Um filme que me decepcionou bastante foi “Quanto Dura o Amor?”, segundo longa de Roberto Moreira, de quem eu esperava bem mais após a estreia com o forte “Contra Todos”. Pois bem. O cineasta cai na arapuca dos filmes de tramas paralelas que competem entre si. Aí temos duas histórias para lá de lugar-comum que o filme tenta empurrar como quebra de tabu por falar de amor através da perspectiva homossexual. O terceiro enredo é o único que gera algum interesse maior: um escritor, careca e barrigudo, que idealiza uma relação perfeita e tenta concretizá-la se refugiando nos braços de uma prostituta. É o único personagem que eu queria ver mais, já que os outros vivem dramas de fácil acepção por qualquer folhetim de TV. Moreira não deveria ter trocado a câmera trêmula e urgente de “Contra Todos” pela steady-cam, que acaba por romantizar o que já é romantizado em excesso. E a trilha sonora tem Radiohead, o que sempre é bom, mas os covers picaretas de Danni Carlos dão nos nervos. Pelos nomes envolvidos em “Quanto Dura o Amor?” (Anna Muylaert também assina o roteiro e Sílvia Lourenço é uma das atrizes principais), o resultado não só poderia, como deveria ter sido bem melhor.


“Elevador”, de George Dorobantu

Na média

Nestes últimos parágrafos, outros três filmes que ficaram na média entre o que vi no INDIE 2009. O francês “Bem-vindo”, de Philippe Lioret, tem aquela história bonitinha, mas ordinária do garoto e da garota que tem um namoro proibido. Ele vai tentar atravessar o Canal da Mancha a nado para reencontrá-la na Grã-Bretanha. O filme tem seus bons momentos na relação do menino com o professor de natação (Vincent Lindon) que o ajuda a treinar – o professor vendo no jovem um esforço para recuperar a mulher amada que ele mesmo naõ foi capaz de exercer para salvar o casamento. A direção de Lioret é muito convencional, o que acaba por pasteurizar demais a abordagem da história de amor.

“Bem-vindo” já está em cartaz nos cinemas de outras cidades, assim como o alemão “A Onda”, de Dennis Gansel. Este, no início, chega a lembrar o ótimo “Edukators” por tratar de uma discussão política entre adolescentes. Esse começo de conversa é bastante interessante na forma como o professor (Jürgen Vogel) apresenta aos alunos o modelo de dominação de massa. Mas depois que o filme passa a se concentrar apenas na falta de controle que o experimento ganha fora da sala de aula, o interesse pelo tema político fica em segundo plano. Você fica apenas curioso em ver como aquilo vai acabar, o que também não é nenhum mistério, graças aos estereótipos de alunos que Gansel utiliza.

Montagem moderninha, trilha sonora agitada, personagens fáceis, rostos bonitos, tudo na medida em “A Onda” para o gosto do público juvenil médio. O mesmo é encontrado no bem mais modesto “Elevador” – que se passa quase todo dentro de um elevador, ora essa. A química entre os dois únicos atores do filme, Cristi Petrescu e Iulia Verdes, é boa e rende empatia e alguns bons diálogos. A ideia de filmar dentro de um recinto fechado não é inédita e acaba não sendo bem executada, já que o diretor George Dorobantu recorre a efeitos de câmera que só atrapalham e o distanciam da “nova escola” do cinema romeno (que já rendeu o premiado “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, de Cristian Mungiu, além de “À Leste de Bucareste”, de Corneliu Porumboiu, e a elogiada antologia “Tales from the Golden Age”, exibida em Cannes este ano). Sem falar que ele faz cortes rápidos sem necessidade, numa tentativa de tornar as coisas mais agitadas dentro do elevador, e força uma narrativa não-linear mais ao final que também não tem razão, já que não traz nenhuma revelação sobre o que vimos antes. É uma pena que ele não consiga conduzir o filme, pois o plano final, com a tela do celular, é ótimo.

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