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Festival de Gramado e Kikito eu tenho a ver com isso?

Começa nesta sexta-feira o 38º Festival de Gramado e, novamente, veremos surgir a questão: quando os filmes selecionados para esse tradicional evento serão lançados nos cinemas?

Talvez demore entre seis meses e um ano – prazo habitual para a maioria dos filmes que são exibidos nos festivais brasileiros – talvez bem mais que isso. Talvez nunca sejam lançados nos cinemas. A crise da distribuição no Brasil não é nova, mas é sintomático que um festival como Gramado não consiga emplacar seus filmes no mercado. Aliás, premiações no Brasil são uma vergonha em termos de importância comercial. Todas. Não se salva nem o Festival do Rio, quanto mais o Prêmio Contigo. Tem filme que entra em cartaz mais valorizado pelo que conquistou no Festival do Zimbábue (com todo respeito que essa nação merece) do que em Gramado, Tiradentes, Brasília ou na Mostra de SP.

A culpa muitas vezes nem é dos filmes. Não estou questionando a qualidade do que é produzido para os nossos festivais (aliás, uma mentalidade que tem tomado conta de vários realizadores, que parecem se contentar em fazer um cinema-umbigo, mas essa é outra discussão). A curadoria também não deve ser problematizada a princípio, pois tenho a firme convicção de que cada festival tem que ter sua autonomia e uma identidade bem definida, inclusive tendo a coragem de colocar na seleção filmes de diretores que ninguém nunca ouviu falar. A batata está assando nas mãos do júri, então?

Não. A questão é que festival no Brasil não tem apelo comercial nenhum. Por que os cineastas brasileiros sempre correm atrás para divulgar seus filmes nos festivais estrangeiros? Porque querem respaldar seus trabalhos antes de vendê-los ao público. Mas o inverso nunca ocorre: qual cineasta estrangeiro fica louco para inscrever seu filme em um festival brasileiro? Nenhum, porque colocar “Vencedor do Festival de Gramado” no cartaz não significa nada. Infelizmente. O que falta talvez seja um marketing mais eficiente da própria organização dos festivais. E isso nem aquele que seria o “Oscar brasileiro” tem conseguido fazer.

Só para recapitular: “Corumbiara”, de Vincent Carelli, ganhou o Kikito de Melhor Filme e Melhor Direção no ano passado. Não tem previsão de estreia até hoje. Em 2008, quem ganhou foi “Nome Próprio”, do Murilo Salles, que já estava em cartaz há cerca de um mês antes da realização do festival. Mas não me parece que vencer Gramado prolongou sua carreira nas salas. Em 2007, “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais” venceu e levou um ano para chegar ao circuito, e mesmo assim passou em pouquíssimas salas. Se quem ganha o Kikito tem toda essa dificuldade, imagine quem não sai premiado?

Qual desses teremos a chance de ver algum dia?

Longas nacionais que concorrem no Festival de Gramado de 2010:

“180º” – Eduardo Vaisman (Rio de Janeiro)
“Diário de uma Busca” – Flavia Castro (Rio de Janeiro)
“Enquanto a Noite Não Chega” – Beto Souza (Porto Alegre)
“Não Se Pode Viver Sem Amor” – Jorge Durán (Rio de Janeiro)
“O Último Romance de Balzac” – Geraldo Sarno (Rio de Janeiro)
“Ponto Org” – Patricia Moran (São Paulo)
“O Contestado – Restos Mortais” – Sylvio Back (Rio de Janeiro)

Longas Estrangeiros

“El Vuelco Del Cangrejo” – Oscar Ruiz Navia (Colômbia/França)
“Historia De Un Dia” – Rosana Matecki (Venezuela)
“La Vieja De Atras” – Pablo Jose Meza (Argentina/Brasil)
“La Yuma” – Florence Jaugey (Nicarágua)
“Mi Vida Con Carlos” – German Berger (Chile/Espanha/Alemanha)
“Ojos Bien Abiertos: Un Viaje por la Sudámerica de Hoy” – Gonzalo Arijon (Uruguai/Argentina/França)

Festival do Rio 2008

Estou no Rio de Janeiro para o Festival do Rio 2008. É a primeira vez que faço a cobertura pelo cinematório, já que em 2005 estive aqui pelo Cinema em Cena. E a maratona de filmes será incessante, até mesmo quando eu estiver de volta a Belo Horizonte. Isto porque do dia 2 ao dia 9 acontece a Mostra do Cinema Japonês, no Belas Artes. Na seqüência, de 9 a 16 de outubro, temos a Mostra Indie 2008. Haja fôlego! Ainda tentarei ir à Mostra de São Paulo, que vai de 17 a 30, mas ainda não confirmei.

Mas vamos falar do Rio. Como de costume, foi uma dor de cabeça montar a programação. Ainda mais porque ficarei poucos dias (pretendo voltar posteriormente, mas será no esquema do bate-volta). E ao contrário do que li algumas pessoas comentarem, não achei a seleção deste ano pouco empolgante, não. Considerando que os filmes quentes de Cannes estão no line-up, e que eu vou conseguir ver pelo menos cinco deles neste fim de semana, acho que está de muito bom tamanho.

Algumas ausências são muito sentidas, claro. Onde está “Changeling”, de Clint Eastwood? E a Palma de Ouro, “Entre les Murs”, de Laurent Cantet? Sem falar em “The Wrestler”, de Darren Aronofsky, que ganhou Veneza, e “Slumdog Millionaire”, do Danny Boyle, vencedor de Toronto. “Garapa”, novo doc do José Padilha”, acabou caindo. O chinês-brazuca “Plastic City”, que foi vaiado em Veneza e tem a deusa Tainá Müller no elenco, não entrou também – mas este deve estar garantido para São Paulo, já que foi rodado lá.

De qualquer forma, não há nada que uma sessão surpresa à meia-noite não resolva. Nunca me esquecerei da oportunidade de ver “O Segredo de Brokeback Mountain” em primeira mão em 2005, sendo que o filme não estava programado inicialmente. Aliás, os cinéfilos já devem estar na expectativa por “Che”, o épico de Steven Soderbergh sobre Che Guevara, que ainda não está com horários confirmados, mas consta na lista divulgada para a imprensa.

Bom, abaixo estão os filmes aos quais pretendo assistir neste primeiro fim de semana. Não coloco os dias e horários, porque pode/deve haver alguma mudança ou imprevisto em cima da hora. Mas, seja como for, estar aqui diante deste imenso cardápio já é uma grande satisfação. Prometo compartilhar minhas impressões na medida em que eu for assistindo a tudo.

Bom Festival a todos!

O Bom, o Mau, o Bizarro”, de Kim Jee-Woon
Casa Negra”, de Shin Terra
Um Conto de Natal”, de Arnaud Desplechin
A Festa da Menina Morta”, de Matheus Nachtergaele
Fomos à Terra dos Sonhos”, de Guo Xiaolu
Gomorra”, de Matteo Garrone
Já Que Nascemos”, de Jean-Pierre Duret, Andréa Santana
O Julgamento”, de Leonel Vieira
Liverpool”, de Lisandro Alonso
Um Lugar Chamado Brick Lane”, de Sarah Gavron
Meu Marlon e Brando”, de Hüseyin Karabey
“Queime Depois de Ler”, de Ethan e Joel Coen
Rinha”, de Marcelo Galvão
Sinédoque, Nova York”, de Charlie Kaufman
Sob a Mesma Lua”, de Patricia Riggen
Sujos e Sábios”, de Madonna
“Última Parada 174”, de Bruno Barreto

Festival do Rio 2008: O tempo abriu

Já estou em Belo Horizonte, onde a maratona de filmes continua com as Mostras INDIE e do Cinema Japonês, como antecipei alguns posts atrás. No Rio, a qualidade dos filmes não melhorou muito, mas em relação aos primeiros que já resenhei aqui (irmãos Coen e Charlie Kaufman são as exceções), deu para aproveitar mais. E, felizmente, o tempo abriu. Assim, o vôo de volta ofereceu uma bela vista do litoral carioca na decolagem.

Sem delongas, abaixo estão mais algumas atrações do Festival. Mas não acabou. Tenho coisas não muito boas a falar sobre “Última Parada 174” e “Noites de Tormenta” e ainda irei comentar outros filmes (alguns, como os novos dos irmãos Dardenne e de Philippe Garrell – cujo cinema ainda não me afeiçoa – também estão no INDIE, portanto as coberturas vão se misturar em algum momento).

O Bom, o Mau, o Bizarro (Joheunnom nabbeunnom isanghannom ou The Good, the Bad, and the Weird, 2008, Coréia do Sul), de Kim Ji-woon. Novo trabalho do diretor do ótimo “O Gosto da Vingança” é, principalmente, uma comédia de ação. Faz sátira e ao mesmo tempo homenagem ao western. Funciona melhor quando é sátira, já que na homenagem se limita a quase parodiar cenas do clássico “Três Homens em Conflito”, cujo título original (“O Bom, o Mau e o Feio”) já serve como piada. Também por isso, em alguns momentos Ji-woon se excede e tenta ser Tarantino demais (chega até a usar a música “Don’t Let Me Be Misunderstood”, do Santa Esmeralda, já escutada em “Kill Bill: Volume 1”). De qualquer forma, as cenas de ação são na maioria satisfatórias, com boa e hábil movimentação da câmera em meio às coreografias no set (algo já observado no magnífico tiroteio final de “O Gosto da Vingança”). Incomodam um pouco as cores saturadas – utilizadas propositalmente para realçar o aspecto histriônico do filme – embora isso não comprometa o senso de composição dos planos. Dos personagens, só o “Mau” (Lee Byung-hun) é que não convence, pois parece mais uma caricatura afetada de Lee Van Cleef. Já os outros dois, o “Bom” (Jung Woo-sung) e o “Bizarro” (Song Kang-ho), funcionam melhor, talvez por formarem uma dupla, como acontece com Clint Eastwood e Eli Wallach no filme de Sergio Leone. Mas quem rouba a cena mesmo é o “Bizarro”. É uma diversão descompromissada, que se leva menos a sério do que o título pressupõe pela responsabilidade da referência. nota: 7/10 — vale o ingresso

Um Conto de Natal (Un conte de Noël, 2008, França), de Arnaud Desplechin. No que parece ser uma “versão cabeça” de “Tudo em Família” (aquela comédia dramática hollywoodiana com Diane Keaton, Sarah Jessica Parker e Luke Wilson), o novo filme de Arnaud Desplechin (“Reis e Rainha”) utiliza o típico enredo natalino: parentes se reúnem, mágoas engasgadas vêm à tona, relações rompidas são recuperadas. A diferença para a produção americana está, obviamente, no desenvolvimento dos personagens e na profundidade que o francês atinge no estudo das interações daquelas pessoas. O estilo de direção também é muito mais refinado, com Desplechin utilizando desde íris (para concentrar a atenção do espectador em determinado ponto do quadro) a split-screen – técnicas que hoje em dia não se vê com tanta freqüência. O ponto fraco fica por conta da longa duração. Por mais que você se envolva com o drama dos personagens, chega um ponto em que a sensação é de estar numa ceia de Natal de uma família que não é a sua. A companhia pode ser agradável, mas é desnecessário passar o dia inteiro com eles. nota: 6/10 — vale o ingresso

Cavalo de Duas Pernas (Asbe du-pa ou Two-Legged Horse, 2008, Irã), de Samira Makhmalbaf. Não se via um cineasta ser tão impiedoso com seu protagonista provavelmente desde Mel Gibson em “A Paixão de Cristo”. O título do novo filme de Samira Makhmalbaf (“A Maçã”, “Às Cinco Horas da Tarde”) se refere a um menino pobre, com claros indícios de deficiência mental, que aceita um “emprego”: carregar nas costas um garoto rico que perdeu as duas pernas. Os dois atravessam a relação empregado-patrão e, após desentendimentos, desenvolvem uma amizade no mínimo excêntrica. Afinal, o menino pobre aceita toda a submissão que o garoto rico lhe impõe. E numa desesperada atitude para sair do buraco onde vive e ser reconhecido por alguém, ele aceita se tornar (atenção: literalmente!) um cavalo. Sim, com direito a sela, ferradura, alfafa e, acreditem… Bom, mesmo sendo o fim da picada o desprezo ao qual o menino é submetido ao final, não me sinto no direito de descrever spoilers. O provável objetivo de Samira é mesmo o da denúncia social, mas fazê-la por meio de tanto sofrimento, para infligir no espectador algum sentimento de culpa ou mesmo compaixão, não é algo que deva ser aplaudido. nota: 1/10 — pura perda de tempo

Liverpool (2008, Argentina/França/Holanda/ Alemanha/Espanha), de Lisandro Alonso. Este filme do argentino Lisandro Alonso traz provocações suficientes para gerar uma mesa-redonda dedicada a ele. “Liverpool” é estética pura, com enquadramentos milimetricamente organizados e fotografados sob um prisma contemplativo muito belo, seja no porão de um navio, numa cozinha de hotel ou numa paisagem bucólica da extremidade sul-americana do arquipélago de Tierra del Fuego. É um filme aquário, onde a câmera raramente se move, desafiando o público a prestar atenção às mínimas ações dos personagens ou mesmo ao “nada” que paira na tela. Sim, este é daqueles filmes “sem história”. E Alonso faz do espectador um expectador até o último plano, deixando-o na espera de que algo aconteça que justifique a viagem do protagonista para ver a mãe, ou até mesmo o significado do título. Embora seja difícil (ou nem tanto), “Liverpool” conta, sim, uma história e constrói significados. O que o diretor pede é paciência e atenção da platéia. Não é muito. E vale a pena. nota: 7/10 — veja sem pressa (mesmo)

Festival do Rio 2008: Frio, frio, frio…

O frio impera no Rio. Eu, que nem me preocupei em trazer uma blusa, tive que comprar um casaco barato, só para quebrar o galho. E no Festival eu diria que as coisas não esquentaram muito no sábado e no domingo. Talvez eu que tenha me programado mal. Já me arrependi por não ter optado por “A Fronteira da Alvorada”, do Philippe Garrel. Ou pela versão restaurada de “O Poderoso Chefão”, que, pelo que Lucas do cinemaCAFRI.com me contou, foi uma sessão histórica, com direito a seguranças para proteger a cópia saída do armário de Francis Ford Coppola.

Bom, deixo vocês com mais três pequenas resenhas. Não pude publicar ontem porque as lan-houses estavam fechadas. Era domingo, Renato! Fico devendo ainda outras, incluindo crítica de “Sinédoque, Nova York”, de Charlie Kaufman, que ainda estou pensando se gostei. OK, gostei. Mas é um filme que precisa de revisões (é, no plural). Tenho que ir para a cabine de “Última Parada 174”, do Bruno Barreto. Depois pego meu vôo para BH. Volto com mais em breve.

O Amor Chega Tarde (Love Comes Lately, 2007, Alemanha/Áustria/Estados Unidos), de Jan Schütte. Chega perto do que seria um Woody Allen octogenário. Tem um humor mais intelectualizado, aborda questões do cotidiano do personagem, suas neuras, seus medos… Só que não é engraçado e irônico como Allen. Só faz lembrar, até mesmo nos trejeitos do protagonista, o escritor Max Kohn (vivido por Otto Tausig), cuja vida se mistura com a de um de seus personagens. As risadas mais fortes da platéia surgiram em duas ou três ocasiões. Na maior parte do tempo, foi um riso tímido. De qualquer forma, é um drama cômico a que você assiste com segurança, já que ele não oferece grandes surpresas ou reviravoltas. O filme tem uma abordagem OK sobre a questão da idade, mas não é nada que já não foi feito de maneira melhor (como, por exemplo, em “As Confissões de Schmidt”). nota: 5/10 — veja sem pressa

Sujos e Sábios (Filth and Wisdom, 2008, Reino Unido), de Madonna. Existe um motivo pelo qual Madonna não dirige seus próprios videoclipes, e esta sua estréia como cineasta (até dói dar-lhe esta atribuição) nos diz tantas coisas sobre o porque de ela não ter se arriscado nessa carreira antes. Mas agora que já o fez, por favor, Madonna, volte a se concentrar em sua carreira musical, que já não anda tão boa. Não sei se o pior é a direção, que praticamente pede desculpas ao espectador por ser tão amadora (pelo visto, Guy Ritchie estava ocupado demais para dar uma mão à esposa), ou se é o roteiro, repleto de baboseiras que saem da boca dos personagens como se fossem filosofias profundas e existenciais. Não existe história. São esboços de tramas tão superficiais quanto aqueles que as movem. E para uma artista que vive de música, porra, pelo menos a trilha sonora deveria ter algo de bom. “Sujos e Sábios” parece ser apenas um capricho de Madonna, feito para ela mesma e seus amigos. Antes fosse realmente isso, e sua exibição ficasse restrita à sala de TV da casa dela. nota: 2/10 — pura perda de tempo

Fomos à Terra dos Sonhos (We Went to Wonderland, 2008, China/Reino Unido), de Guo Xiaolu. Seguindo um estilo documental, o filme recusa-se em vários momentos a mostrar algo interessante, engraçado ou mesmo bonito, ao contrário de tantos outros nesse estilo que buscam ficcionalizar os fatos para tentar não entediar o espectador (ou seja, alguma coisa TEM que acontecer na tela). Em muitas cenas, o que vemos é apenas o casal de velhinhos numa rua, andando para lá e para cá, ou sentados no quarto, ou andando por um campo. A diretora – que também é personagem – não está necessariamente preocupada em contar uma história. A todo momento ela poupa o espectador das ilusões que a linguagem pode provocar, como por exemplo ao filmar os bilhetes que seu pai escreve (ele perdeu a voz devido a uma cirurgia na garganta). E mesmo quando ela utiliza letreiros para representar os “pensamentos” daquele senhor, ela o faz de forma precária, só com a frase piscando na tela. Apesar dessa proposta interessante e de um humor velado, mas bem utilizado (presente principalmente na crítica que aqueles chineses fazem ao Reino Unido), “Fomos à Terra dos Sonhos” não é necessariamente um filme agradável de se ver. Quem esperar um “road movie”, irá se decepcionar profundamente. nota: 6/10 — veja sem pressa

Festival do Rio 2008: Um pouco mais de sal, por favor

Meu primeiro dia de Festival do Rio não foi dos mais empolgantes. Na verdade, o clima geral nos cinemas não está muito animado. Talvez pelo céu nublado e o frio (choveu ontem), as pessoas estejam escondidas. Mas, à exceção da sessão de “Queime Depois de Ler”, dos irmãos Coen, que lotou o Odeon (ah, que cinema!), as outras em que consegui entrar estavam muito, muito calmas.

O dia já começou um pouco ruim para mim, porque não consegui chegar a tempo para a sessão de “Gomorra”, que depois fiquei sabendo que foi a mais procurada do dia. No lugar, fui ver “O Sangue Brota”, o que não valeu muito. Antes, porém, tive o prazer de finalmente conhecer pessoalmente meus “amigos virtuais” (ainda se usa essa expressão?) Guilherme Martins e Filipe Furtado. Nos conhecemos há 10 anos no saudoso canal #cinefilo, do mIRC, mas desde então só mantemos contato pela internet. Ambos fazem parte da Liga dos Blogues Cinematográficos também. Batemos um papo rápido, mas foi ótimo.

Não vou ficar detalhando todos os meus passos aqui, e creio que também não conseguirei escrever críticas de tudo que eu ver agora. Mas vou tentar, pela manhã, vir aqui e redigir o máximo que eu puder. Por exemplo, já consegui esboçar uma crítica de “Queime Depois de Ler”, que está no post logo abaixo deste. Sobre os outros dois filmes que vi, serei breve:

“O Sangue Brota” (La Sangre brota, 2008, Argentina/Alemanha/França), de Pablo Fendrik. Um tanto pretensioso, eu diria. São duas histórias paralelas, ligadas pela premissa de um homem que está nos EUA e precisa de dinhero. Seu irmão mais novo é um rapaz rebelde (com direito a casaco de couro e trilha sonora de guitarra) e acaba que sua trama é a mais cativante, muito devido a seu relacionamento com uma garota mais nova. O pai dos dois irmãos, um taxista, se envolve em situações pouco comuns e, assim, o filme se desenvolve quase como se fosse 2 em 1. Já mais perto dos 30 minutos finais, quando as duas tramas se aproximam, as coisas melhoram. O diretor Pablo Fendrik usa muito planos de detalhe, como forma de descrever as ações. Também utiliza muitos primeiros planos, quase que encostando nos rostos dos atores. Usa poucos diálogos também, o que é bom. A prima distante do protagonista (que se revela uma baita duma sacana, no fim das contas) quase não abre a boca. Fendrik mostra que sabe dirigir, mas o problema é que a história que ele conta não diz muita coisa, apesar de ter seus momentos chocantes justamente quando “o sangue brota”. Mas no fim não me agradou muito não. nota: 5/10 — veja sem pressa

“Sereia” (Rusalka, 2007, Rússia), de Anna Melikyan. Este é o filme escolhido pela Rússia para disputar o próximo Oscar de Filme Estrangeiro. É uma comédia dramática, um “growing up tale“, sobre uma menina que vive com a mãe e à espera do pai que não conhece. Ela sonha em ser bailarina, mas a mãe quer que ela cante em um coral. Acompanhamos seu crescimento desde bebê até os 18 anos. Esta passagem do tempo acaba sendo um tanto dolorosa e cansativa, já que a diretora opta por uma narrativa episódica que tenta ser engraçadinha, mas não funciona muito. A atriz Masha Shalaeva, que faz a protagonista, não é muito carismática. E convenhamos: por mais que o filme tente se aproximar de uma fábula, não consegui sentir o mínimo de simpatia pelos personagens. A diretora Anna Melikyan acaba se saindo como um Wes Anderson que deu errado, utilizando travellings a torto e a direito e povoando seu filme com uma excentricidade que em vários momentos se converte em constrangimento. nota 3/10 — não se culpe por não ver

FESTIVAL DO RIO 2009: os destaques

Através do blog oficial, foram revelados hoje os principais destaques da programação deste ano do Festival do Rio. “A Fita Branca”, Palma de Ouro de Haneke, está confirmado. Também relacionados:

– “Mother”, de Bong Joon-ho;
– “Les Herbes Folles”, de Alain Resnais;
– “Doce Perfume”, de Andrzej Wajda;
– “Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira;
– “A Doutrina de Choque”, de Michael Winterbottom;
– “Nova York, Eu Te Amo”, coletivo;
– “Black Dynamite”, de Scott Sanders (no programa Midnight);
– “Ricky”, de François Ozon;
– “As Praias de Agnes”, de Agnès Varda (com presença da cineasta);
– “O Segredo dos Seus Olhos”, de Juan José Campanella (também com presença do diretor);
– “Maradona”, de Kusturica (com um ano de atraso);
– “Tyson”, de James Toback (também atrasado, mas antes tarde do que nunca);
– “A Batalha dos 3 reinos”, de John Woo (não especificado se na íntegra ou dividido);
– e os que não poderiam faltar: Park Chan-wook com “Sede de Sangue” (também na Midnight), o “indie” de Sam Mendes, “Distantes Nós Vamos”, novos Almodóvar, Jane Campion, Soderbergh, além de Amos Gitai (em reprise, com “Mais Tarde, Você Vai Entender…”).

Cadê os romenos, Festival! Tomara que “Police/Adjective”, de Corneliu Porumboiu (“À Leste de Bucareste”) e o coletivo “Tales from the Golden Age”, com roteiro de Cristian Mungiu (“4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias”) sejam adicionados nos próximos dias.

A quintessencial atriz Jeanne Moreau irá ao Festival para receber homenagem, também dentro das comemorações do Ano da França no Brasil. De Tarantino nem precisamos falar. Seu “Bastardos Inglórios” encerra o Festival, que será aberto com “Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee. E o cinematório marcará presença. O Festival vai de 24 de setembro a 8 de outubro. Fique atento à nossa Parabólica, aí ao lado, para saber quando a programação completa for divulgada.

Festival do Rio 2008 IV

Pan-Cinema Permanente

– Documentário que surpreende por unir o retrato de um personagem muito interessante, o poeta Wally Salomão, e a forma com que sua história é contada, misturando depoimentos com a obra do próprio artista.

– As cenas que compreendem imagens de Wally diante da câmera, recitando ou proclamando seus versos ou desabafos, são de uma força estupenda. Ele é um artista que se impõe pela palavra e tentou uni-las ao uso do vídeo como nova forma de manifestação artística.

– Se para ele, a vida era uma grande teatralização, uma grande ficção, então bastaria filmar seu dia-a-dia para se ter um filme. Mas sabemos que não era bem assim. Wally criou um personagem que surgia toda vez que percebia a presença de uma câmera. Ele se transformava, ainda que fizesse parte de seu espírito o improviso, a provocação. O próprio filme se encarrega de mostrar isso, num momento estranho em que o mito é desmistificado quando o diretor Carlos Nader insere uma breve cena que foi gravada numa mesa de restaurante, sem que Wally percebesse.

– Com momentos divertidos, provenientes dos próprios registros de Wally em vídeo, como os de sua passagem pela Síria, “Pan-Cinema Permanente” é uma justa homenagem a um poeta que lamentavelmente perdemos, numa época em que essa arte parece cada vez mais esquecida. Ele foi um verdadeiro guerreiro, alguém que não acreditou que no fim do sonho e que tentou transformar sua arte com os novos meios tecnológicos dos quais dispunha. Felizmente, unindo cinema e vídeo-arte, Nader conseguiu criar um filme que não abre mão de algumas abstrações e se mantém com os pés bem firmes no chão.

Tokyo Sonata

– O drama de uma família em crise não é tema novo em nenhuma forma de cinema. Mas quando uma história é bem contada, não há como não se encantar. E Kioshy Kurosawa consegue fazer de “Tokyo Sonata” um filme em que a carga dramática encontra equilíbrio no alívio cômico.

– Concentrando a narrativa principalmente no pai, que perdeu recentemente o emprego e tem vergonha de contar à esposa, e no filho mais novo, que deseja ter aulas de piano e, para isso, usa o dinheiro da merenda escolar sem a permissão dos pais, Kurosawa faz um comentário social interessante e conduz a história a um desfecho muito belo. Nesse desenvolvimento, ainda estão a mãe, que se segura como pilar da família até certo ponto, e o filho mais velho, que decide se alistar no exército americano sob o pretexto de proteger seu país e, conseqüentemente, seus familiares.

– Filmado com elegância, dosando planos fixos típicos do cinema de Misoguchi e também do Kurosawa mestre, com cenas de câmera em movimento sempre bem coordenadas, “Tokyo Sonata” agrada muito e é uma das boas entradas do cinema japonês dos últimos anos.

Festival Tela Digital abre inscrições

Muito bacana a iniciativa da TV Brasil e da Kinoforum com o Festival Tela Digital, que chega à sua segunda edição. Você que gosta de fazer experimentações em vídeo, é estudante ou cineasta e faz curta-metragens ou simplesmente gosta de fazer filmes com equipamentos caseiros apenas por diversão tem a oportunidade de concorrer a prêmios em dinheiro e ter seu trabalho exibido na TV. E não só o formato, mas a temática também é livre.

As inscrições começam nesta terça-feira, dia 1º/fev, e vão até 30 de junho. Confira todos os detalhes no release abaixo:

Festival de Vídeo Tela Digital abre inscrições a partir de 1º de Fevereiro

Inscritos ganham 750 reais por vídeo exibido e os melhores dividirão prêmio de R$ 60 mil reais.

Está chegando o segundo Festival de Video Tela Digital. Você inscreve o seu vídeo pela internet e ele pode ser selecionado para exibição no programa de televisão Festival Tela Digital veiculado pela TV Brasil/EBC e emissoras que fazem parte da Rede Pública de televisão em 2011. São 750 reais para cada vídeo exibido na TV e 60 Mil Reais em prêmios para os melhores vídeos! O Festival Tela Digital une a TV Brasil e a Kinoforum, organizadora e produtora do festival, promovendo a descoberta de novos olhares e uma troca maior entre a Televisão, a Internet e os produtores audiovisuais independentes.

Como participar: O Festival não terá nenhuma restrição quanto à temática das histórias. Você é livre para contar o que quiser. No entanto, os vídeos precisam ser inéditos na televisão e não conter material pornográfico, preconceituoso, não violar a privacidade de outras pessoas e não ter caráter institucional, promocional ou publicitário. O programa é para todos os públicos e a classificação indicativa dos vídeos deve ser de 12 anos – clique aqui para saber mais.

Inscrições: 1 de Fevereiro a 30 de Junho de 2011

Equipamento: Qualquer equipamento: câmeras de vídeos, câmeras fotográficas digitais, celulares ou animações feitas em computador

Duração: 3 a 12 minutos

Quanto antes você inscrever seu vídeo, maiores são as suas chances de participar!

Acesse o site http://www.blogger.com/www.teladigital.org.br e participe da democratização da Televisão!

Premiação: R$ 60.000,00 em prêmios

R$ 20 mil para o Melhor Vídeo Tela Digital (pelo Júri)

R$ 10 mil para o Melhor Vídeo Tela Digital (pelo Público)

R$ 10 mil para outros três trabalhos que se destacarem na competição.

Ferramentas Web

Nossa equipe estará disponível para tirar dúvidas não resolvidas via FAQ ou e-mail através de ferramentas gratuitas da web. Então, se você está em outro estado ou não conseguiu resolver suas dúvidas em nossa FAQ, fale conosco:

Skype: teladigital
Google talk: teladigital@kinoforum.org
Site: www.teladigital.org.br

Novidades do Festival:

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Bastidores:

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E os making-ofs em vídeo, em nossos canais exclusivos na web – no You Tube – no My Space – no Vimeo – no Bebo.

Nossas dicas:

Nesses sites, você encontra nossas dicas, links para sites interessantes, vídeos recomendados por outros realizadores, etc.

Digg: teladigital@kinoforum.org
Netvibes: teladigital

Últimos dias de inscrições para o Cinesul 2011

Vai até o próximo dia 25, o prazo de inscrições para a 18ª edição do Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que acontece no Rio de Janeiro, de 14 a 26 de junho. Longas, curtas e médias podem participar. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis aqui. Segue o release completo com mais informações:

Inscrições para Cinesul 2011 terminam no dia 25 de março

REALIZADO NO RIO DE JANEIRO, O FESTIVAL VAI DE 14 A 26 DE JUNHO

Até o próximo dia 25 é possível se inscrever no Cinesul 2011 – 18° Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que acontece no Rio de Janeiro de 14 a 26 de junho. Para participar da mostra competitiva poderão se inscrever obras em qualquer suporte de ficção ou documentais divididas nas seguintes categorias: longa-metragem (mais de 61 minutos) e curta e média-metragem (até 60 minutos). Os trabalhos deverão ter sido finalizados entre 2009 e 2010 e não devem ter sido exibidos em salas comerciais brasileiras ou na televisão aberta. Um filme que já tenha sido inscrito, porém não tenha sido selecionado, pode se inscrever novamente. E não há número limite de inscrições de um mesmo realizador. O Cinesul terá exibições no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Ponto Cine e nos pólos de exibição no interior do estado do Rio de Janeiro.

As inscrições vão até o dia 25 de março e deverão ser feitas em formulário disponível no site www.cinesul.com.br .. Até a data de postagem devem ser encaminhados por correio os seguintes materiais: ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada pelo realizador ou produtor; e uma cópia do filme ou vídeo proposto no formato DVD (região zero ou 4). O endereço é Pulsar Artes & Produção /Cinesul 2011 (Rua Senador Dantas, 29 sala 34 – CEP: 20031-202 – Rio de Janeiro – Brasil).

A ficha de inscrição deve também ser enviada por e-mail para o endereço festivalcinesul@gmail.com . O prazo limite para o recebimento dos trabalhos é 1º de abril. A confirmação do recebimento da inscrição será através de e-mail. O resultado da seleção será comunicado a todos os participantes a partir do dia 20 de abril no endereço www.festivalcinesul.blogspot.com

A História do Cinesul

O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.

Em 2010 foram exibidos cerca de 250 filmes de cinematografias de países como Brasil, Argentina, México, Espanha, Venezuela, Guatemala, Chile, Peru, entre outros. Desses, 19 longas e 54 curtas e médias-metragens participaram da mostra competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, “Futebol Latino”, “Panorama Latino” e “TVs Universitárias”. Além dos filmes, o festival prestou homenagem à cineasta brasileira Lúcia Murat e ao Estúdio Cinédia, pelos seus 80 anos, e realizou o seminário “Cinema e História”.

Em 2010, 977 filmes foram inscritos para participar do festival. Do Brasil vieram mais da metade das produções, seguido da Espanha, Argentina e Venezuela. Países como França, Inglaterra e Canadá também inscreveram obras que versavam sobre algum tema ligado à latinidade. O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e professora Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

Os Rios de Hollywood


Parkour na favela.

Que o Rio de Janeiro tem se tornado cenário cada vez mais freqüente para filmes hollywoodianos todo mundo já sabe. Somente neste ano, três grandes lançamentos do cinema americano tem histórias ou algumas cenas que se passam na capital fluminense. O primeiro foi a animação “Rio”. Também teremos, no final do ano, o novo filme da saga “Crepúsculo”, “Amanhecer”. E chega agora aos cinemas “Velozes e Furiosos 5”.

É interessante notar como o Rio de Janeiro é retratado nesses longas-metragens estrangeiros. A cidade aparece de formas substancialmente diferentes nessas mega-produções, mas em todas o Rio é praticamente uma cidade fictícia, um sonho, uma fantasia de Hollywood. Enquanto na animação “Rio” temos uma cidade maravilhosa, romântica e poética, em “Velozes e Furiosos 5” é o lado sujo que tem destaque. Além de vermos bandidos fugindo de policiais por cima de barracos na favela, o filme carrega na violência e ressalta o lado corrupto das autoridades.

Em resumo, o Rio de “Velozes e Furiosos 5” é semelhante ao Rio de “Tropa de Elite”, mas totalmente despido da abordagem social ou do debate político que o filme de José Padilha provoca. Temos na tela a noção exata do que é um filme de ação americano clássico, só que feito no Brasil (virtualmente, já que a maioria das cenas foi rodada em Porto Rico).


Arrastão.

A corrupção policial vista em “Velozes e Furiosos 5” não é um problema da nação, mas apenas uma motivação narrativa que leva os astros Vin Diesel e Paul Walker a enfrentar mais um inimigo, desta vez interpretado pelo ator português Joaquim de Almeida.

Mas não sejamos ingênuos: o fato de o Rio ser mostrado no filme como um lugar violento e cheio de policiais corruptos não é motivo para revolta contra Hollywood. “Velozes e Furiosos 5” é ficção pura e a forma como o Rio é retratado ali é tão absurda e fantasiosa como qualquer uma das impossíveis perseguições de carro que são apresentadas ao longo da projeção.

Apenas a título de memória, vale lembrar de pelo menos dois outros filmes recentes rodados no Rio: “O Incrível Hulk”, que traz a cidade apenas como cenário para o começo da história, como um esconderijo não tão adequado para o Bruce Banner de Edward Norton (merece destaque, no entanto, os detalhes naturais do ambiente incorporados pela direção de arte, como no barraco onde Banner vive); e “Os Mercenários”, de Sylvester Stallone, que foi parcialmente rodado no Rio e em Mangaratiba, mas apenas para usar as locações como “dublês” de um país latino fictício.

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, a tendência é que mais e mais produções estrangeiras sejam rodadas no Rio a fim de atrair turismo e novos investimentos. Entre essas produções, estão um futuro projeto de Woody Allen e a compilação “Rio, Eu Te Amo“, que terá cineastas brasileiros e de outros países filmando curtas sobre a cidade, tal como já foi feito com Paris e Nova York.


Vin Diesel ganha o dia: depois de comer poeira de asfalto, a recompensa – um cenário paradisíaco, uma bela mulher e duas super-máquinas.
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