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Notícias de uma Guerra Particular

“Notícias de uma Guerra Particular” circulou pelo exterior como extra do DVD internacional de “Cidade de Deus”. E, de fato, trata-se de um complemento mais do que adequado ao filme de Fernando Meirelles. Para quem possa não acreditar que aquela violência descontrolada recriada no longa é real, o documentário, lançado originalmente em 1999, mostra que ela não só existe, como está ainda pior do que na época de Zé Pequeno, Buscapé e Mané Galinha.
Não é à toa que Kátia Lund participou da realização de “Cidade de Deus”. Também co-diretora de “Notícias de uma Guerra Particular”, a cineasta se beneficia por ter uma relação próxima com aquela realidade e consegue levar a câmera para dentro do drama vivido diariamente por moradores das favelas, policiais e traficantes que controlam os morros.
João Moreira Salles também assina a direção e foi capaz de conseguir imagens surpreendentes. A câmera por vezes é guiada por dentro dos corredores do morro por um jovem encapuzado e com um rifle empunhado. Flagrantes mostram como a comunidade lida com as ações dos policiais, como no momento em que mulheres “escoltam” um jovem que, não fosse a presença delas, fatalmente seria espancado. Em uma cena assustadora, somos levados ao depósito de armas apreendidas pela polícia do Rio. E o que dizer da chocante comparação entre o armamento utilizado pelos policiais e o que os traficantes têm em mãos?
Enxuto, mas merecendo ser mais longo, “Notícias de uma Guerra Particular” pode ser visto como retrato, relato, documento, reportagem, investigação ou o que for. O importante é que seja visto. Assim, pelo menos um pouco de luz será jogada sobre este problema social alarmante que, infelizmente, parece continuar longe de uma solução. Não demora muito e já se fará necessário um segundo boletim de notícias dessa guerra.
Notícias de uma Guerra Particular (1999, Brasil). Direção de João Moreira Salles e Kátia Lund. Com Carlos Luis Gregório, Paulo Lins, Hélio Luz, Rodrigo Pimentel, Nilton Cerqueira, Milton Monteiro Filho.
O DVD
“Notícias de uma Guerra Particular” foi lançado como parte da Coleção VideoFilmes. O selo tem garantia de qualidade pela distribuidora, que dá um tratamento especial à imagem e ao som dos filmes que integram a série.
Como o documentário tem apenas 56 minutos, sobrou espaço no disco 1 para que fosse incluído um outro filme: “Santa Marta: Duas Semanas no Morro”, do mestre Eduardo Coutinho. É um trabalho também feito para TV, realizado em 1987. Não só serve como um complemento para “Notícias de uma Guerra Particular”, pois nos permite conhecer a favela que mais tarde seria filmada por João Moreira Salles e Kátia Lund, como também é um documento que deve ser guardado com cuidado, já que a obra de Coutinho ainda é escassa em DVD.
Ainda no primeiro disco, encontramos uma faixa comentada com a participação de João Moreira Salles e Kátia Lund, que são entrevistados por Eduardo Coutinho e o crítico Carlos Alberto Mattos. É um formato interessante para os comentários, pois, ao mesmo tempo que nos fornece informações sobre a realização do filme, também nos permite usufruir da genialidade de Coutinho, que aqui também demonstra a habitual presença de espírito de seus documentários (em certo momento, ele pergunta aos diretores: “Vocês brigaram para dividir a direção do filme, como é que foi isso?”).
Para completar, o disco 2 traz a íntegra de todas as entrevistas de “Notícias de uma Guerra Particular”, realizadas com o general Nilton Cerqueira, o capitão Rodrigo Pimentel, o escritor Paulo Lins, o soldado Milton Monteiro Filho, o então chefe da polícia civil Hélio Luz, o morador Adão, o traficante Adriano e o preso José Carlos Gregório, o “Gordo”. Cada entrevista tem entre 20 a 50 minutos de duração, portanto, se você ficou interessado em saber mais sobre cada lado do problema vendo o filme, aqui há tudo o que os entrevistados disseram aos diretores.

Um pequeno guia para o espectador do século 21

Esta cena de “Era Uma Vez no Oeste” é o exemplo perfeito de algo que se perdeu com o surgimento da internet. Nos extras do DVD, Henry Fonda explica em uma entrevista a surpresa que foi para o público descobrir que ele interpretava o vilão principal do filme no momento em que a câmera de Sergio Leone lentamente contorna o ator por trás do ombro e revela seu rosto. Fonda sempre interpretou mocinhos e este foi seu primeiro grande vilão. Hoje, já sabemos antes mesmo de um ator ser escalado qual papel ele irá interpretar. A surpresa morreu.

Já há algum tempo venho adotando uma pequena lista de regras para aproveitar mais a minha experiência de assistir a um filme. Qualquer tipo de filme: novo, antigo, clássico, trash, não importa.

Comecei a fazer isso depois que percebi que muitas vezes eu estava estragando o prazer de ser um espectador pelo simples fato de me informar demais a cerca dos filmes que pretendia ver. E hoje, em plena era web, você praticamente não precisa procurar, as informações chegam a você até mesmo sem você pedi-las.

Portanto, compartilho esse guia despretensioso que, talvez, possa ajudar a tornar uma sessão de cinema ou DVD algo um pouco mais misterioso e prazeroso no nosso dia-a-dia de cinéfilo.

1. Nunca leia críticas antes de ver um filme. Não se trata nem de se expor a possíveis spoilers, mas de ler uma interpretação do crítico que impeça que você faça a sua própria leitura do filme. Em muitos casos, é pior do que saber o final. É OK consultar a média de notas do IMDb ou do Rotten Tomatoes. Mas sendo um pouco mais radical, é melhor evitar os pequenos comentários que acompanham as páginas dos filmes nesses sites, pois pode incorrer no mesmo perigo de ler uma crítica inteira.

2. Não assista a trailers. Principalmente na internet, onde os estúdios têm jogado inúmeras versões, muitas vezes revelando cenas que perdem a graça se vistas depois no contexto do filme. Ver clipes de cenas inteiras então, expressamente proibido.

3. Não leia a sinopse. É estranho ir para um filme sem saber nada a respeito da trama, mas é só até você se acostumar. Sinopses muitas vezes entregam detalhes importantes e até mesmo descrevem erroneamente um filme. Ver “no escuro” é tão mais interessante, pois possibilita que você tenha um contato mais natural e direto com o tema trabalhado pelo diretor, e não apenas com a história contada.

4. Conheça o filme pelos nomes. O IMDb está aí para isso. A melhor maneira de se informar sobre um filme é saber quem o fez: o diretor, o roteirista e os atores principais. Se você já conhece os nomes que estão na ficha, não precisa de sinopse ou trailer. Se não conhece, faça uma breve consulta ao currículo deles. Muitas vezes, um nome estranho está associado a filmes conhecidos – e não necessariamente por boas razões.

5. Filtre as notícias de cinema que você lê. Novidades sobre elenco e novos projetos são bacanas, mas muitas vezes uma participação especial que seria surpresa acaba sendo revelada meses antes de um filme ficar pronto. Sem falar que várias vezes o enredo é detalhado em excesso pelos sites de notícias, porque eles têm acesso a roteiros não-finalizados, descrições enviadas a agências de casting, sem falar que os próprios estúdios divulgam mais do que devem nos press-releases. Notícias de celebridades são legais às vezes, sim, não se culpe. Mas acompanhá-las todos os dias pode acabar fazendo com que assuntos da vida pessoal de atores ou cineastas, que nada têm a ver com o trabalho deles, influenciem a sua opinião sobre o que efetivamente está na tela.

Mudanças no Cinematório

Pessoal,

A partir deste mês vocês começarão a notar algumas diferenças aqui no Cinematório, algo já citado pelo Renato no início do ano.

Para começar teremos novos colaboradores, como o Dr. Pacheco, nosso advogado, que através dos seus posts começará uma série sobre o direito no cinema, fazendo uma análise legal das ações de certos personagens que vemos por aí.

Também contaremos com a presença da colunista social Isadora que utilizará seu espaço para as últimas fofocas quentíssimas sobre os astros da telona. Ela também assinará a seção anual “Por Ele Eu Entro Em Coma” em parceria com o Renato.

Por último, temos a honra de dizer que o nosso blog mudará de nome e se chamará “CINEMATÓRIO EM CENA”, agora que fomos comprados por um grande portal precisaremos levar o trabalho a sério.

Será adicionado também um videocast diário, onde informaremos as últimas notícias que chegarão às nossas mãos. Pode-se conferir um exemplo no link abaixo:

CINEMATÓRIO EM CENA – PODCAST DE APRESENTAÇÃO

Agradecemos a atenção e mais notícias com o tempo.

Blablablá: tempo de expandir

1. Começamos o mês de agosto com um novo colaborador no cinematório. Vitor Drumond, com quem eu já havia trabalhado no Cinema em Cena, aceitou meu convite e, a partir de agora, passa a resenhar filmes e escrever artigos aqui no site. Vitor também possui um blog próprio, o Silêncio, Por Favor, onde ele escreve não só sobre cinema, mas também sobre quadrinhos, séries, livros, exposições. Vale a pena conhecer. Portanto, seja muito bem-vindo, Vitor. E leiam o texto de estreia dele, que acaba de ser publicado, sobre “The Hurt Locker” – o excelente e badalado filme de guerra de Kathryn Bigelelow, já lançado no Brasil em DVD desapercebidamente com o título genérico “Guerra ao Terror”. Leiam a resenha e vejam o filme, ou vice-versa. Recomendado.

2. Uma mudança que vamos implementar em breve é no sistema de cotações. Sinto muito por quem gosta de notas, mas nós não gostamos mais e vamos aboli-las. Mas calma: ainda haverá um sistema de avaliação em nossas críticas. Estamos discutindo o formato, mas é certo que será bem mais simples e direto, sem preocupação com números, bonequinhos, bolinhas ou estrelas. Além disso, adotaremos aquele velho e eficaz quadro, onde vocês poderão ver, mensalmente, as cotações dadas por cada membro da equipe para todos os filmes que assistimos.

3. Como não escrevo um editorial desses desde maio, acabou que não anunciei a minha nova coluna de cinema na rádio Inconfidência. Chama-se Áudio Visual e vai ao ar todas as terças e sextas dentro do Conexão Meio-Dia, programa jornalístico descontraído, apresentado por Getúlio Neuremberg e Lina Rocha, que vai de meio-dia a uma da tarde na frequência AM 880 – ou pelo site da rádio. A coluna é bem variada, abordando desde filmes em cartaz nos cinemas a atrações na TV aberta e lançamentos em DVD. Outros assuntos relacionados a cinema também são abordados. E sigo como crítico de cinema do Viamundo, revista cultural que também vai ao ar de meio-dia a uma, só que na frequência FM 100,9. Geralmente, meus comentários vão ar na segunda ou na sexta-feira.

4. Para finalizar, segue um índice de todos os posts publicados no cinematório no mês de julho, caso você tenha perdido alguma coisa:

CRÍTICAS
Alexandra
Apenas o Fim
Atrizes
Dúvida
O Equilibrista
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte
Inimigos Públicos
Jean Charles
Rudo e Cursi

VÍDEO
Análise de “A Mulher Faz o Homem”
Cinema + música = revival anos 80

ARTIGOS E NOTÍCIAS
A violência contra “Halloween”
Retificação sobre o caso “Halloween”
“Celebridades” se encontram no cinema pornô
“A Cavalgada das Valquírias” – um post musical
Os melhores filmes de 2009 – primeiro semestre

POR ELA EU ENTRO EM COMA! 2013 – As vencedoras

 

5º lugar

Empate!

CHARLIZE THERON, Jovens Adultos

 

KRISTEN STEWART, Na Estrada

 

 

4º lugar

 

ROONEY MARA, Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

 

 

3º lugar

NATHALIA DILL, Paraísos Artificiais

 

 

 

2º lugar

CAMILA PITANGA, Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

 

1º lugar

 

JESSICA CHASTAIN, Os Infratores/Histórias Cruzadas

 

 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL

JESSICA CHASTAIN: 24.46%

CAMILA PITANGA: 17.99%
NATHALIA DILL: 16.55%

ROONEY MARA: 13.67%

CHARLIZE THERON: 6.47%
KRISTEN STEWART: 6.47%

MALIN ÅKERMAN: 5.04%

LAURA NEIVA: 4.32%

GRAZI MASSAFERA:

3.6%
HERMILA GUEDES: 1.44%

A escolha do editor

Não tem como: JESSICA CHASTAIN!

TROFÉUS ESPECIAIS
Melhor Elenco de Gostosas
PARAÍSOS ARTIFICIAIS, com Nathália Dill e Lívia de Bueno

 

 

Troféu GLUTEUS MAXIMUS
ANNE HATHAWAY, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Parabólica: Leituras relevantes para um meio de semana pré-Oscar. E mais: O. Russell, Muccino, Caruso, Bieber, Landis

Para começar bem, Luiz Nazario e o Fim da Crítica. “Desde criança, o crítico é sexualmente orientado para o cinema, e revela gostos pessoais que entram em confronto com o gosto da maioria.” Excelente leitura. Tome fôlego e vá até o final.

Paralelo ao raciocínio do Nazario, texto do André Setaro, que tirou a internet de casa e perguntou: “Qual a função do cineclubismo nos dias atuais?

Siga com Jorge Furtado e uma reflexão fulminante sobre a função da arte. “Observar atentamente uma obra de arte a ponto de perceber o esforço que há para se chegar ao simples, com o espírito desarmado, (…) é um gesto que se aprende e se aperfeiçoa.”

Agora, vamos às notícias.

Depois de curtir a turnê pela temporada de premiações com “O Vencedor”, David O. Russell tem vários projetos para escolher. Enquanto muita gente quer vê-lo adaptar o game “Uncharted” para as telonas (ei, deixem para o Uwe Boll!), sem dúvida o projeto mais ambicioso é a adaptação do documentário “Cocaine Cowboys” para a ficção. Pode se tornar um novo “Scarface”. Em qualquer um desses dois projetos, Mark Wahlberg será o protagonista. Russell também está ligado à comédia de ação “Two Guns”, com Vince Vaughn.

Uma Thurman, Gerard Butler e Jessica Biel estarão no próximo filme de Gabriele Muccino (“À Procura da Felicidade”). É uma comédia sobre futebol, que não é bem sobre futebol. Butler é o técnico do time em que seu filho joga e acaba se envolvendo com as mães dos colegas do garoto. Filmagens começam mês que vem. Ah, você sabia que Muccino dirigiu no ano passado uma continuação de “O Último Beijo”? O elenco é outro, mas segue os mesmos personagens dez anos depois do primeiro filme. O filme é inédito no Brasil ainda. Ainda sobre o Muccino, o diretor deve dirigir, depois da comédia com o Gerard Butler, o romance sobrenatural “Adaline”, que é uma mistura de “Benjamin Button” com “The Time Traveler’s Wife”, só que com uma garota.

D.J. Caruso, diretor de filmes mais ou menos como “Disturbia” e “Controle Absoluto” (e nunca esqueceremos aquela lástima chamada “Roubando Vidas”), é o mais novo cineasta ligado à adaptação dos quadrinhos de Garth Ennis “Preacher”. Sam Mendes era a opção anterior, mas largou o projeto para dirigir o próximo “007”.

Por falar em quadrinhos, vale acompanhar a coluna semanal do amigo Renné França, no Pílula Pop, com resenhas das últimas novidades em HQs.

Era só o que faltava: o jeito “Bruxa de Blair” de fazer filme de horror em uma ficção-científica na Lua. Com vocês, “Apollo 18”:

Por falar em horror: Glória Perez assinará o roteiro do filme sobre a história da dupla sertaneja Leandro e Leonardo (tipo, SEIS anos depois de “2 Filhos de Francisco”). Esse é mais um projeto da Globo encomendado para ser exibido também como minissérie? Tem toda cara.

O filme-concerto do Justin Bieber, “Never Say Never”, bateu um recorde: é o filme mais rápido da história a ganhar uma versão do diretor. Após apenas três semanas em cartaz, o documentário terá um novo corte exibido nos cinemas dos EUA. Segundo o diretor, Jon M. Chu, ele incluiu 40 minutos de novas cenas, muitas delas filmadas durante a turnê de divulgação. Isto é que é estratégia de sustentação, hein?

Para fechar, John Landis fala sobre “Planeta dos Macacos”, o original, no Trailers From Hell:

Parabólica: Reações dos indicados ao Oscar, entrevista com Peter Weir, animação de Terry Gilliam, retrospectiva box office 2010

“Dez é muito. Não queremos tirar de ninguém.” Esta foi a primeira frase dos irmãos Coen à imprensa após saberem que “Bravura Indômita” recebeu 10 indicações ao Oscar. A reação do Darren Aronofsky também é impagável: “Eu estava brincando de Lego com meu filho e perdi a noção do tempo. Então o telefone começou a tocar e eu imaginei que deveriam ser boas notícias.” E de Helena Bonham-Carter: “Como minha filha de três anos disse: ‘Yay!’ Eu não poderia dizer melhor.” Leia todas aqui.

Ótima entrevista com Peter Weir sobre “Caminho da Liberdade” (11/fev nos cinemas), projetos recusados e a carreira.

Animação “1884”, produzida por Terry Gilliam e com participação de ex-membros do Monty Python, será exibida em festival em Lyon, na França, em março. Filme é uma comédia futurista (mas situada no século 19) sobre como um filme teria sido rodado em 1848 com energia a vapor. Curioso também é que os personagens são feitos em CGI, mas os olhos e as bocas são dos atores que os dublam. Mais detalhes. Abaixo, um vídeo-teste da animação.

O sempre antenado em números e história do box office mundial Brandon Gray, do site Box Office Mojo, lista os filmes que mais impressionaram nas bilheterias em 2010, ano em que a média de público nos cinemas americanos foi a pior em 15 anos. Tem também as produções que fracassaram.

O Cracked.com lista 17 imagens de bastidores que vão arruinar sua infância. Não apenas imagens de filmes.

Link “Star Wars” do dia: Hot Chicks in Star Wars T-Shirts. YEAH! Mas não vá com muita sede ao pote, pois elas nem são tão hot assim, e tem outras fotos que não são de chicks. Via @Vebisjr

De cara nova

Vamos ser breves?
O cinematório lança nesta sexta-feira, 14 de janeiro de 2011, seu mais novo visual. Considere este um presente atrasado de Natal e adiantado de aniversário, já que o site completará oito anos no ar no próximo dia 10 de fevereiro.
Este é o nosso sexto layout e, sem dúvidas, o mais dinâmico e avançado, graças à evolução e à magia do HTML – e também aos bons designers que disponibilizam templates pré-moldados de graça na internet. Que Deus os pague!
Mas as mudanças vão além do visual. Modifiquei algumas partes da estrutura do site com a qual muitos de vocês se acostumaram nos últimos anos. A principal delas diz respeito à Parabólica, nossa coluna com links para as principais notícias do dia, dicas de artigos e vídeos, e eventuais recados. Até então, ela era efetivamente uma coluna, fixa, que ficava no centro da diagramação. Agora, a Parabólica vai funcionar como uma série de posts, o que nos permitirá ter mais agilidade e mobilidade para atualizá-la.
Como vocês certamente repararam, mudamos radicamente também nossa home, que agora é na verdade uma capa, por adotar o estilo magazine com um resumo do conteúdo do site. Com isso, as páginas internas de conteúdo ficaram mais espaçosas, permitindo uma melhor disposição do texto, além de contarem com os botões de compartilhamento com as principais redes sociais. Por falar nelas, nossa integração com o Facebook e o Twitter ganharam mais destaque. E a nossa coluna lateral agora também vai abrigar novas atrações, além das tradicionais Telescópio e Visão Além do Alcance. Essas novidades serão implementadas gradativamente.
E é isso. O ano passado foi um ano abaixo da média para o cinematório, devido a compromissos e emergências particulares de todos os membros da equipe. Mas nossa meta agora é reerguer o site. Se 2010 foi o ano da transição, em todos os sentidos, 2011 é o ano da retomada. E, claro, contamos com a participação de vocês nesta nova etapa.
Obrigado a todos pela paciência. E, agora, mãos à obra.

Santiago

É difícil ver um cineasta ser tão sincero e se abrir tanto para o público como João Moreira Salles em “Santiago”. Trata-se de um filme revelador, não só sobre a figura do mordomo Santiago, que trabalhou para a família Salles durante boa parte da vida do diretor e seus irmãos, mas ainda mais sobre o próprio documentarista, que faz aqui uma reflexão sobre a memória, a passagem do tempo e seu método de trabalho.

“Santiago” é um filme que se constrói e se desconstrói na montagem. Salles resgata cenas que filmou em 1992, quando o documentário seria outro, e recria o longa mais de uma década depois com o olhar de um cineasta mais maduro. Assim, ele acaba por fazer um estudo auto-crítico sobre a relação entre o documentarista e o personagem: o modo um tanto arrogante com que dirige Santiago, o personagem, cria uma nova relação entre ele e aquela figura que por anos fez parte de sua vida familiar.

Para mostrar o quanto sua postura prejudicou a finalização do filme na época, Salles nos revela o quanto foi rígido na composição dos enquadramentos (segundo ele, muito do filme pretendido foi inspirado no cinema de Yasujiro Ozu, e podemos ver isso na tela). Ele também não esconde como forçou a encenação dos depoimentos de Santiago, pedindo a ele para repetir inúmeras vezes vários takes, sem demonstrar qualquer consideração afetuosa por aquela pessoa outrora tão próxima.

“Santiago” também é um documentário-artístico, já que o inconfundível preto-e-branco da fotografia de Walter Carvalho trata de conferir às imagens uma textura fantasmagórica e um estilo distinto dentro do que se costuma fazer no gênero. Nesse sentido, também corroboram as inserções de cenas abstratas dos móveis da casa, das folhas na piscina ou ainda a dança das mãos de Santiago.

Na tentativa de reparar os erros cometidos no passado (não que precisasse, pois já provou que sabe muito bem o que está e o que não está na cartilha em “Notícias de uma Guerra Particular”, “Nelson Freire” e “Entreatos”), Salles cria algo novo e duplamente gratificante. Ele presta uma homenagem singular à memória de Santiago, eternizando sua peculiar personalidade em filme, e ainda oferece ao público uma instigante análise da linguagem documental e sua importância. Afinal, tal como o mordomo fazia com os personagens históricos presentes em suas inúmeras anotações colecionadas ao longo da vida, sem esse registro feito pelo diretor não saberíamos quem foi Santiago. O que move o interesse do espectador pelo filme é o interesse em conhecer o outro – justamente o que faltou a Salles em seu projeto original.

nota: 9/10 — veja no cinema e compre o DVD

Santiago (2007, Brasil)
direção: João Moreira Salles; roteiro: João Moreira Salles; fotografia: Walter Carvalho; montagem: Eduardo Escorel, Lívia Serpa; estúdio: VideoFilmes; distribuição: VideoFilmes. 79 min

POR ELA EU ENTRO EM COMA 2013 – As indicadas

Conheça as indicadas ao troféu Por Ela Eu Entro em Coma! 2013 e escolha a sua favorita. As cinco mais votadas serão anunciadas na sexta-feira, dia 1º de fevereiro.
CAMILA PITANGA, Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
CHARLIZE THERON, Jovens Adultos
GRAZI MASSAFERA, Billi Pig
HERMILA GUEDES, Era Uma Vez Eu, Verônica
JESSICA CHASTAIN, Os Infratores/Histórias Cruzadas
KRISTEN STEWART, Na Estrada
LAURA NEIVA, E Aí… Comeu?
MALIN ÅKERMAN, Rock of Ages: O Filme
NATHALIA DILL, Paraísos Artificiais
ROONEY MARA, Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
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