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Guia de Festivais de Cinema e Vídeo 2011 lançado em Tiradentes

Fonte de pesquisa espetacular não apenas para produtores, programadores e realizadores de audiovisual do Brasil, mas também para o cinéfilo que gosta de se inteirar sobre o mercado cinematográfico, o Guia Kinoforum de Festivais de Cinema e Vídeo teve sua edição 2011 lançada hoje na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Com o Guia é possível pesquisar informações sobre festivais no mundo inteiro, além de dados de filmes nacionais exibidos no circuito de fesivais e, ainda, saber sobre cursos de formação em cinema. Quem não encontrar a versão impressa, distribuída gratuitamente, pode sempre recorrer à versão digital, no site do Guia.

Segue o release completo:

A 13ª Edição do Guia Kinoforum de Festivais de Cinema e Vídeo será lançado em primeira mão na Mostra de Cinema de Tiradentes de 21 a 29 de Janeiro

Evento de lançamento acontece dia 25/01 e contará com a presença da Coordenadora de Projetos da Kinoforum Zita Carvalhosa

A Associação Cultural Kinoforum, entidade que realiza anualmente em São Paulo o maior Festival de Curtas-Metragens de toda a América Latina, também é responsável pela edição do Guia Kinoforum de Festivais de Cinema e Vídeo, referência para produtores, programadores e realizadores de audiovisual do Brasil. Sua 13ª edição apresenta informações sobre os principais festivais do Brasil e do mundo, produção audiovisual de longas, médias e curtas-metragens; mercado de exibição com visão de estreias e desempenho de bilheterias no mercado comercial e de festivais; aponta os mecanismos de fomento com dados de editais e leis regionais de todo o país e também sobre instituições que oferecem formação superior.

O Guia cumpre mais uma vez a sua missão, de concentrar todas as informações fundamentais para quem produz, trabalha, estuda, realiza e é engajado com a questão do audiovisual no Brasil, objetivando oferecer um mapeamento seguro do que está acontecendo nesse segmento para que produtores, realizadores e programadores possam plantar a partir do Guia e colher muitos frutos graças a ele. “Temos visto uma produção nacional importante e esse material precisa circular. Tanto nos festivais como nas salas de cinema. É o que nos estimula a cada ano manter o projeto do Guia. Tem muita coisa boa acontecendo por aí, e é isso que estamos contando para as pessoas a cada edição”, explica Zita Carvalhosa, produtora executiva do projeto.

O Guia Kinoforum de Festivais de Cinema e Vídeo é distribuído gratuitamente para um mailing específico de festivais, produtores, exibidores e principais instituições ligadas ao cinema. Neste ano, aproveitando a Mostra de Cinema de Tiradentes de Minas Gerais, a Kinoforum lançará a nova edição do Guia que estará disponível na internet www.kinoforum.org/guia, no facebook Guia Kinoforum e nas melhores livrarias do ramo.

13º GUIA KINOFORUM DE FESTIVAIS DE CINEMA E VÍDEO
Formato: 14 x 25 cm
Impressão: 1 x 1 cor
Papel: Couché 115g (miolo), Couché 240g 4 x 0 (capa)
Páginas: 208 páginas
Impressão: 2 mil exemplares

*A Associação Cultural Kinoforum é uma entidade sem fins lucrativos, que desenvolve atividades e projetos ligados ao setor audiovisual como o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, as Oficinas Kinoforum e o kinolounge. A Kinoforum é Ponto de Cultura, edita o Guia de Festivais e mantém o site KinoOikos visando a promoção e democratização de projetos audiovisuais. Recebeu o Prêmio Governador do Estado na Categoria Difusão Cultural.

Festival Tela Digital abre inscrições

Muito bacana a iniciativa da TV Brasil e da Kinoforum com o Festival Tela Digital, que chega à sua segunda edição. Você que gosta de fazer experimentações em vídeo, é estudante ou cineasta e faz curta-metragens ou simplesmente gosta de fazer filmes com equipamentos caseiros apenas por diversão tem a oportunidade de concorrer a prêmios em dinheiro e ter seu trabalho exibido na TV. E não só o formato, mas a temática também é livre.

As inscrições começam nesta terça-feira, dia 1º/fev, e vão até 30 de junho. Confira todos os detalhes no release abaixo:

Festival de Vídeo Tela Digital abre inscrições a partir de 1º de Fevereiro

Inscritos ganham 750 reais por vídeo exibido e os melhores dividirão prêmio de R$ 60 mil reais.

Está chegando o segundo Festival de Video Tela Digital. Você inscreve o seu vídeo pela internet e ele pode ser selecionado para exibição no programa de televisão Festival Tela Digital veiculado pela TV Brasil/EBC e emissoras que fazem parte da Rede Pública de televisão em 2011. São 750 reais para cada vídeo exibido na TV e 60 Mil Reais em prêmios para os melhores vídeos! O Festival Tela Digital une a TV Brasil e a Kinoforum, organizadora e produtora do festival, promovendo a descoberta de novos olhares e uma troca maior entre a Televisão, a Internet e os produtores audiovisuais independentes.

Como participar: O Festival não terá nenhuma restrição quanto à temática das histórias. Você é livre para contar o que quiser. No entanto, os vídeos precisam ser inéditos na televisão e não conter material pornográfico, preconceituoso, não violar a privacidade de outras pessoas e não ter caráter institucional, promocional ou publicitário. O programa é para todos os públicos e a classificação indicativa dos vídeos deve ser de 12 anos – clique aqui para saber mais.

Inscrições: 1 de Fevereiro a 30 de Junho de 2011

Equipamento: Qualquer equipamento: câmeras de vídeos, câmeras fotográficas digitais, celulares ou animações feitas em computador

Duração: 3 a 12 minutos

Quanto antes você inscrever seu vídeo, maiores são as suas chances de participar!

Acesse o site http://www.blogger.com/www.teladigital.org.br e participe da democratização da Televisão!

Premiação: R$ 60.000,00 em prêmios

R$ 20 mil para o Melhor Vídeo Tela Digital (pelo Júri)

R$ 10 mil para o Melhor Vídeo Tela Digital (pelo Público)

R$ 10 mil para outros três trabalhos que se destacarem na competição.

Ferramentas Web

Nossa equipe estará disponível para tirar dúvidas não resolvidas via FAQ ou e-mail através de ferramentas gratuitas da web. Então, se você está em outro estado ou não conseguiu resolver suas dúvidas em nossa FAQ, fale conosco:

Skype: teladigital
Google talk: teladigital@kinoforum.org
Site: www.teladigital.org.br

Novidades do Festival:

Siga o festival no Twitter: @teladigital

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Bastidores:

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E os making-ofs em vídeo, em nossos canais exclusivos na web – no You Tube – no My Space – no Vimeo – no Bebo.

Nossas dicas:

Nesses sites, você encontra nossas dicas, links para sites interessantes, vídeos recomendados por outros realizadores, etc.

Digg: teladigital@kinoforum.org
Netvibes: teladigital

Últimos dias de inscrições para o Cinesul 2011

Vai até o próximo dia 25, o prazo de inscrições para a 18ª edição do Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que acontece no Rio de Janeiro, de 14 a 26 de junho. Longas, curtas e médias podem participar. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis aqui. Segue o release completo com mais informações:

Inscrições para Cinesul 2011 terminam no dia 25 de março

REALIZADO NO RIO DE JANEIRO, O FESTIVAL VAI DE 14 A 26 DE JUNHO

Até o próximo dia 25 é possível se inscrever no Cinesul 2011 – 18° Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que acontece no Rio de Janeiro de 14 a 26 de junho. Para participar da mostra competitiva poderão se inscrever obras em qualquer suporte de ficção ou documentais divididas nas seguintes categorias: longa-metragem (mais de 61 minutos) e curta e média-metragem (até 60 minutos). Os trabalhos deverão ter sido finalizados entre 2009 e 2010 e não devem ter sido exibidos em salas comerciais brasileiras ou na televisão aberta. Um filme que já tenha sido inscrito, porém não tenha sido selecionado, pode se inscrever novamente. E não há número limite de inscrições de um mesmo realizador. O Cinesul terá exibições no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Ponto Cine e nos pólos de exibição no interior do estado do Rio de Janeiro.

As inscrições vão até o dia 25 de março e deverão ser feitas em formulário disponível no site www.cinesul.com.br .. Até a data de postagem devem ser encaminhados por correio os seguintes materiais: ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada pelo realizador ou produtor; e uma cópia do filme ou vídeo proposto no formato DVD (região zero ou 4). O endereço é Pulsar Artes & Produção /Cinesul 2011 (Rua Senador Dantas, 29 sala 34 – CEP: 20031-202 – Rio de Janeiro – Brasil).

A ficha de inscrição deve também ser enviada por e-mail para o endereço festivalcinesul@gmail.com . O prazo limite para o recebimento dos trabalhos é 1º de abril. A confirmação do recebimento da inscrição será através de e-mail. O resultado da seleção será comunicado a todos os participantes a partir do dia 20 de abril no endereço www.festivalcinesul.blogspot.com

A História do Cinesul

O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.

Em 2010 foram exibidos cerca de 250 filmes de cinematografias de países como Brasil, Argentina, México, Espanha, Venezuela, Guatemala, Chile, Peru, entre outros. Desses, 19 longas e 54 curtas e médias-metragens participaram da mostra competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, “Futebol Latino”, “Panorama Latino” e “TVs Universitárias”. Além dos filmes, o festival prestou homenagem à cineasta brasileira Lúcia Murat e ao Estúdio Cinédia, pelos seus 80 anos, e realizou o seminário “Cinema e História”.

Em 2010, 977 filmes foram inscritos para participar do festival. Do Brasil vieram mais da metade das produções, seguido da Espanha, Argentina e Venezuela. Países como França, Inglaterra e Canadá também inscreveram obras que versavam sobre algum tema ligado à latinidade. O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e professora Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

Video-análise: "A Mulher Faz o Homem"

Obsessão e decepção andam lado a lado neste clássico absoluto de Frank Capra. Obsessão que é fruto de uma paixão irrefutável de um homem (in)comum pelos ideais de justiça, integridade e liberdade que a Constituição de seu país preconiza.

O “little man” de Frank Capra, encarnado pela segunda vez na figura de James Stewart, assume o cargo de senador em Washington apenas para fazer número e contar voto na bancada de seu partido. É ao “sair do túnel” que sua vertigem de admiração por seus presidentes e sua plena crença na bondade inerente ao ser humano sofrem um baque diante da corrupção que move o sistema político.

Seguindo no sentido contrário do Willie Stark de “A Grande Ilusão” (outro clássico que aborda os mesmos temas), Jefferson Smith inicia a batalha do verdadeiro representante do povo contra a máquina de interesses, resultando num dos momentos de redenção fundamentais do cinema deste autor americano.

E Capra se delicia na direção, com um senso bem racional de enquadramento, tendo em Stewart o intérprete perfeito de sua convicção na dignidade do homem.

Setenta anos desde seu lançamento, “A Mulher Faz o Homem” (“Mr. Smith Goes to Washington”, no título original) ainda é relevante. Um filme político, mas, sobretudo, um filme de caráter.

A resenha acima foi escrita originalmente para a Liga dos Blogues Cinematográficos, em ocasião do ranking dos melhores filmes dos anos 30. Aproveitando a revisão, peguei algumas anotações rabiscadas em meu caderno e selecionei três cenas, apenas no intuito de celebrar essa jóia do cinema americano.

CENA 1 Obcecado pela história de seu país, Smith se desliga de sua comissão e parte em um tour por Washington. A caracterização do personagem é perfeita no exagero que Stewart dá ao grito de admiração de Smith ao ver de longe o Capitólio. Em seguida, sua jornada pela cidade é embuída de um sentimento patriótico sincero, quando Capra também parece demonstrar, nas fusões e sobreposições das imagens (o sino da liberdade badalando o tempo todo), seu amor pelos ideais e valores que grandes políticos ditaram enquanto governaram os EUA. Chama a atenção também a fotografia de Joseph Walker, colaborador frequente de Capra. O modo como capta o monumento de Lincoln e sua imponência é soberbo e traduz a importância que aquele local exerce sobre o personagem.

CENA 2 Capra deixa de enquadrar os rostos dos atores para focalizar apenas a reação de Stewart frente à personagem de Astrid Allwyn. A câmera pega as mãos dele tremendo, deixando o chapéu cair no chão o tempo todo de tanto nervoso. É sem dúvida o grande momento de quebra da mise-em-scène, que na maior parte do filme privilegia os planos americanos, abertos ou close-ups.

CENA 3 A redenção final de Smith vem numa cena das mais emblemáticas, quando o senador desmaia e é coberto pelas cartas falsificadas que pediam que ele cedesse a palavra aos colegas, cementando assim sua expulsão da Casa. É um momento crucial, cujo reflexo é a revogação do processo contra Smith pelo senador Paine (Claude Rains). Sem firulas, tudo filmado de forma muito simples e direta. É perfeitamente provável que, se fosse feito um remake, esse e outros momentos importantes de “A Mulher Faz o Homem” seriam erraticamente enaltecidos por uma trilha sonora melodramática, ao contrário do trabalho quase imperceptível do score de Dimitri Tiomkin, que nunca surge de forma a chamar a atenção ou manipular a reação do espectador.

Vídeo: Tom Cruise no Brasil

Voilà!

Tom Cruise no Brasil

Festival do Rio 2008 IV

Pan-Cinema Permanente

– Documentário que surpreende por unir o retrato de um personagem muito interessante, o poeta Wally Salomão, e a forma com que sua história é contada, misturando depoimentos com a obra do próprio artista.

– As cenas que compreendem imagens de Wally diante da câmera, recitando ou proclamando seus versos ou desabafos, são de uma força estupenda. Ele é um artista que se impõe pela palavra e tentou uni-las ao uso do vídeo como nova forma de manifestação artística.

– Se para ele, a vida era uma grande teatralização, uma grande ficção, então bastaria filmar seu dia-a-dia para se ter um filme. Mas sabemos que não era bem assim. Wally criou um personagem que surgia toda vez que percebia a presença de uma câmera. Ele se transformava, ainda que fizesse parte de seu espírito o improviso, a provocação. O próprio filme se encarrega de mostrar isso, num momento estranho em que o mito é desmistificado quando o diretor Carlos Nader insere uma breve cena que foi gravada numa mesa de restaurante, sem que Wally percebesse.

– Com momentos divertidos, provenientes dos próprios registros de Wally em vídeo, como os de sua passagem pela Síria, “Pan-Cinema Permanente” é uma justa homenagem a um poeta que lamentavelmente perdemos, numa época em que essa arte parece cada vez mais esquecida. Ele foi um verdadeiro guerreiro, alguém que não acreditou que no fim do sonho e que tentou transformar sua arte com os novos meios tecnológicos dos quais dispunha. Felizmente, unindo cinema e vídeo-arte, Nader conseguiu criar um filme que não abre mão de algumas abstrações e se mantém com os pés bem firmes no chão.

Tokyo Sonata

– O drama de uma família em crise não é tema novo em nenhuma forma de cinema. Mas quando uma história é bem contada, não há como não se encantar. E Kioshy Kurosawa consegue fazer de “Tokyo Sonata” um filme em que a carga dramática encontra equilíbrio no alívio cômico.

– Concentrando a narrativa principalmente no pai, que perdeu recentemente o emprego e tem vergonha de contar à esposa, e no filho mais novo, que deseja ter aulas de piano e, para isso, usa o dinheiro da merenda escolar sem a permissão dos pais, Kurosawa faz um comentário social interessante e conduz a história a um desfecho muito belo. Nesse desenvolvimento, ainda estão a mãe, que se segura como pilar da família até certo ponto, e o filho mais velho, que decide se alistar no exército americano sob o pretexto de proteger seu país e, conseqüentemente, seus familiares.

– Filmado com elegância, dosando planos fixos típicos do cinema de Misoguchi e também do Kurosawa mestre, com cenas de câmera em movimento sempre bem coordenadas, “Tokyo Sonata” agrada muito e é uma das boas entradas do cinema japonês dos últimos anos.

Fluxus 2011 recebe inscrições até o final do mês

A edição deste ano do festival Fluxus, voltado para curtas e projetos de filme-instalação, está recebendo inscrições até 28 de fevereiro. Os curtas selecionados serão exibidos em mostra competitiva na internet, enquanto os projetos farão parte de uma exposição prevista para acontecer em maio em São Paulo e Belo Horizonte. Os pré-requisitos e outros detalhes você confere no release, logo abaixo. As inscrições são gratuitas. Se você se qualifica, não deixe de participar.

FLUXUS 2011

Inscreva seu filme, apresente seu projeto de filme-instalação: Fluxus 2011 recebe inscrições até 28 de fevereiro www.fluxusfestival.com

Cinema na internet, no Museu, na Galeria: propor espaços expandidos para a exibição do audiovisual é o conceito do Fluxus 2011. Até o dia 28 de fevereiro, o Fluxus recebe inscrições para a sua oitava edição que traz a novidade de aceitar também projetos de filme-instalação, além da inscrição de filmes curtos. Patrocinado pela Petrobras, o Fluxus irá acontecer simultâneamente na internet e num espaço expositivo – como no ano passado que o festival realizou uma exposição no Museu da Imagem e do Som de São Paulo – prevista para acontecer em maio em São Paulo e Belo Horizonte.

O festival recebe inscrição para duas modalidades de trabalhos:

Para filmes que serão exibidos no site www.fluxusfestival.com e estarão na competitiva:
> Duração mínima de 3 minutos e máxima de 25 minutos.
> Para as animações não há limite mínimo de duração, podendo ter o limite máximo de até 25 minutos.
> Produzidos em 2010/2011.
> Qualquer gênero: ficção, documentários, experimentais, animações e vídeo-arte; e com qualquer tema.

Para projetos de filme-instalação que farão parte da Exposição Fluxus 2011:
> Serão aceitos projetos, inéditos ou não, que tenham como foco
> principal a exibição do filme ou vídeo ou experimentação audiovisual (imagem em movimento e/ou sonora) num espaço físico (instalação). Os trabalhos inscritos devem buscar novos modos de construção narrativa e/ou novos modos de exibição não convencionais para trabalhos audiovisuais de caráter autoral e artístico, prevalecendo a justificativa da intenção estética do artista para que a exibição se dê num espaço de uma galeria ou museu.
> O foco desta categoria tem a intenção de priorizar o espaço expandido do filme para além do clássico espaço de exibição da sala escura.
> O festival ficará responsável apenas pela montagem do filme-instalação dos projetos selecionados. Não cobrirá custos de produção das obras audiovisuais inseridas na instalação que já deverão estar desenvolvidas pelo artista.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site do festival – www.fluxusfestival.com – ou no site Short Film Depot (sistema internacional de inscrição de filmes em festivais, dedicado ao formato curto, e que tem versão em português) em www.shortfilmdepot.com (a partir da próxima sexta, dia 28). O realizador poderá escolher entre enviar uma cópia do filme em DVD/CD pelo correio ou enviar o arquivo pela internet. Veja todo o regulamento no site do festival.

O Fluxus 2011 – Festival Internacional de Cinema na Internet é apresentado pela Petrobras e realizado pela produtora Zeta Filmes.

Outras informações

www.fluxusfestival.com

Parabólica: Participe do novo projeto do David Lynch, seu cara-pintada! E mais: Woody Allen, The Walking Dead, Jason Reitman, Luz nas Trevas, Top Secret… E Natalie!

Enquanto David Lynch continua meditando atrás de uma ideia para seu próximo filme, o cineasta continua tocando projetos paralelos, e tudo na internet. Depois do premiado Interview Project, do comercial da Dior com Marion Cotillard e do relançamento do site oficial do diretor com uma loja de música, agora Lynch prepara uma vídeo instalação que fará parte da próxima performance da banda Duran Duran. Isso mesmo. “Notorious!” Ê, nostalgia! O show será transmitido ao vivo pela internet, no próximo dia 23. E o melhor de tudo é que você pode participar e aparecer na experimentação do Lynch. Basta clicar aqui e enviar uma foto de uma das mãos ou do rosto pintados contra um fundo preto. Se você aparecer, não deixe de nos avisar e, se der, capture a imagem que publicaremos aqui.

Saudades de ver Woody Allen atuando? Para seu próximo filme, situado em Roma, o cineasta escreveu uma ponta para ele mesmo fazer. E Allen quer Diane Keaton no filme também.

Para quem não gostou do desenrolar da série “The Walking Dead”, e para quem adora também, uma ótima notícia: Edgar Wright (“Scott Pilgrim”, “Tá Todo Mundo Morto”) pode dirigir um episódio da segunda temporada. Mas, modesto toda vida (“Eu não quero ser o cara que vai estragar tudo”), ele parece ter recusado o convite feito por Frank Darabont. Primeiro, Sr. Wright: não se recusa um convite do Darabont. E segundo: você tinha que dirigir não um episódio, mas a série inteira.

Jason Reitman vai trabalhar novamente com J.K. Simons. Só que o ator agora fará apenas a narração do novo filme do diretor, “Young Adult”.

Saíram novos cartazes de “Your Highness”. E para não perder o costume… Ah, Natalie…

“Luz nas Trevas”, dirigido por Helena Ignez e baseado no clássico de Rogério Sganzerla, “O Bandido da Luz Vermelha”, terá exibição na Mostra do Filme Livre. A sessão está programada para o próximo dia 27. Mais informações. A diretora estará presente para debate após o filme.

Encerro esta edição com um vídeo, para relembrar a clássica “cena reversa” de “Top Secret!”:

Agora, clique aqui e veja a “cena normal”, no blog do Pablo Villaça.

All Nightmare Long

Para agitar um pouco este marasmo de feriado, compartilho abaixo um vídeo do último álbum do Metallica. A música é “All Nightmare Long”, uma das minhas favoritas de “Death Magnetic”. Adoro o título e o vídeo pega bem o espírito, imitando um documentário científico perdido que mostra a descoberta de um espécime possuidor de uma propriedade regenerativa. A coisa foge de controle e o clipe se transforma num filme B de terror de primeira. A direção é de Robert Schober – mais conhecido como Roboshobo (não me perguntem o porquê). Aperte o play e bata a cabeça.

Bonitinho, mas…

Antes de qualquer coisa, assistamos a um curta de Scrat, o esquilo obcecado pela noz de “A Era do Gelo”.

Este vídeo, “Gone Nutty”, assim como a trilogia “A Era do Gelo”, é dirigido por Carlos Saldanha, o bem-sucedido animador brasileiro, diretor de “Rio”, ainda nos cinemas.

São inegáveis as qualidades de “Gone Nutty”. É um vídeo divertidíssimo. As expressões faciais de Scrat parecem ter sido estudadas à exaustão, assim como seu design e seus movimentos. Scrat é aquele personagem azarado, para quem dá tudo errado. Suas manifestações físicas enquanto personagem formam um casamento perfeito com suas características internas. Enfim, é um achado.

Mas não existe uma história em “Gone Nutty” e em todos os outros vídeos de Scrat que você, provavelmente, já se cansou de ver. Trata-se apenas da mesma piada, repetida constantemente. Como o esquilo participa de curtas pequenos e vez ou outra aparece em trechos de “A Era do Gelo”, o negócio funciona. O difícil seria sustentar um filme de 90 minutos com Scrat como protagonista.

Daí chegamos à “Rio” e ao que parece ser uma característica da obra de Saldanha na animação hollywoodiana. Existe um cuidado impressionante com cenários e personagens. Não vou nem falar sobre como o Rio de Janeiro foi concebido para a animação. Não dá para colocar em palavras. É lindo. E os personagens, todos eles, esbajam carisma. De Blu, a ararinha-azul protagonista, a Tulio, o ornitólogo brasileiro, todos são divertidos. E, assim como Scrat, o sucesso da concepção dos personagens de Saldanha vem de um cuidado profundo em vários aspectos. Design, conceito, expressões faciais, dubladores, personalidade e movimento do corpo.

O grande porém aqui é a história. Não que “Rio” não tenha uma história para contar. Como disse antes, são 90 minutos de filme, ter algo para dizer é obrigatório. Mas o esforço para o trabalho narrativo não chega aos pés do esforço para a concepção visual. Temos a velha história do “casal-que-se-odeia-mas-é-obrigado-a-ficar-junto”. É fácil imaginar o final, mas o problema não é a previsibilidade da coisa. A questão é a falta de personalidade na história. O previsível é tratado de uma forma padrão.

Há em livros americanos sobre roteiro um esqueminha da narrativa, extremamente técnico. É mais ou menos assim: um filme de uma hora e meia deve ter em torno de X minutos de apresentação. Daí ocorre algum incidente que muda a direção da história e a leva para a fase na qual o personagem passa por diversos obstáculos e conflitos. Fica nessa por Z minutos até um novo ponto de virada conduzir a história para a resolução.

É um esquema que dá certo, quando utilizado com personalidade. O cinema está cheio de bons filmes esquemáticos. “Avatar” é um deles. A narrativa de “Avatar” já foi vista e revista milhares de vezes e a forma escolhida por James Cameron está longe de ser a mais charmosa das versões. Mas o visual do longa é tão estonteante, o mundo criado por Cameron é tão incrível e essencial para a história, que a eleva de uma forma substancial.

Já “Rio” tenta compensar o esquema com personagens charmosos. Ajuda demais. Não fosse o talento de Saldanha e da equipe da Blue Sky na construção de personagens, teríamos uma animação que não valeria a pena. Blu e sua turma elevam a história. Mas nós já vimos personagens carísmáticos uma porção de vezes e as piadinhas de “Rio” não são exatamente necessárias para a história. Estão lá, cumprem o papel de fazer graça, mas não são essenciais e não agregam à construção da narrativa.

“Rio” é, portanto, divertidinho. E “Avatar” é um filmaço. Essa é a diferença.

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