Rapidinhas de Julho – parte 1 de 3

Os Sem-Floresta (Over the Hedge, 2006, EUA) Dir.: Tim Johnson, Karey Kirkpatrick Sem dúvidas, a melhor animação da DreamWorks desde “Shrek 2”. O filme acerta onde “O Espanta Tubarões” e “Madagascar” erram: possui um elenco de personagens carismáticos e que são mais do que meras caricaturas de seus dubladores. A história não é lá muito original – me lembrou “Toy Story” em alguns momentos, pois também tem o líder de um grupo que é deixado de lado porque o novo da turma é mais legal -, mas os roteiristas (são cinco, entre eles o co-diretor Karey Kirkpatrick) souberam trabalhá-la com um humor irônico e cínico, fazendo observações sobre a vida urbana. As referências a filmes famosos continuam, como em toda animação da DreamWorks, mas em menor número. Algumas são engraçadas, outras entram sem contexto algum. “Os Sem-Floresta” ainda possui cenas inspiradas – várias graças ao esquilo Hammy – que garantem ao filme distinção entre as cada vez mais comuns animações digitais. Nos cinemas

Premonição 3 (Final Destination 3, 2006, EUA) Dir.: James Wong Dentro do que se permite esperar do gênero (que já passou da hora de cair de moda novamente, diga-se de passagem), este terceiro capítulo da série traz cenas bem filmadas por James Wong, que junto com o roteirista do original, Glenn Morgan, cria mortes “divertidas”, saciando o prazer da platéia, que quer ver é isso mesmo: gore. Estranhamente, o filme não se apóia naqueles típicos sustos provocados por algo que surpreende os atores vindo fora de quadro, ou por altíssimos acordes sonoros. Só não sei se essa impressão se deve à direção de Wong ou ao fato de o gênero já estar tão batido que esse tipo de susto já não funciona mais. Nos cinemas

O Libertino (The Libertine, 2005, Reino Unido) Dir.: Laurence Dunmore. Johnny Depp é o filme. O ator é responsável por dar vida a essa cinebiografia que retrata Rochester como um figura contestadora, libidinosa e vítima de sua paixão e ânsia por viver. É uma pena que o novato Laurence Dunmore e o roteirista Stephen Jeffreys (que adaptou sua própria peça para a tela) não tenham enxergado o personagem da mesma forma que Depp, optando por focar mais seu lado trágico e obscuro. Assim, como Rochester diz na cena de abertura, fica difícil simpatizar com ele. Dunmore também não ajuda, filmando muito de perto. O filme quase inteiro é feito em primeiro plano. Sem falar que tem um ritmo bem arrastado. Nos cinemas



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