Rapidinhas de Julho – parte 3 de 3

Viagem Maldita (The Hills Have Eyes, 2006, EUA) Dir.: Alexandre Aja. Gosto muito do longa original, dirigido por Wes Craven e lançado no Brasil como “Quadrilha de Sádicos”, porque é um filme cru que trata da degradação humana através da violência. Nele, os personagens dos cães são fundamentais para estabelecer o paralelo homem-animal. Assim, quando vi que Bela e Fera também estavam no remake, imaginei que Alexandre Aja (do ótimo “Alta Tensão”) fosse apenas empregar seu estilo mais alucinante de direção ao roteiro de 1977, que permaneceu praticamente intacto. Só que ele mudou o foco: embora a violência seja ainda mais extrema, agora, o elemento da vingança ganha uma importância maior, como pode ser observado pela trajetória do protagonista (Aaron Stanford). Conceitualmente, a versão de Craven leva vantagem. Mas Aja dirige melhor, fazendo, assim, uma atualização à altura. Melhor filme do gênero que vi este ano. Nos cinemas

Sob o Peso da Água (Little Fish, 2005, Austrália) Dir.: Rowan Woods. Filme aborrecido. Vale mais pelas atuações do elenco de peso: Cate Blanchett, Hugo Weaving e Sam Neill. Mesmo assim, eles não fazem nada de extraordinário. A história – sobre uma ex-dependente química que acaba se vendo envolvida novamente com drogas graças a seu irmão e ex-namorados traficantes – não acrescenta nada aos vários filmes que falam sobre o mesmo tema. Muito disso porque os personagens não passam de repetições dos que já vimos por aí. Por mais que o roteiro (de Jacqueline Perske) tente amarrar os trajetos de cada um, não consegui me sentir envolvido pela trama. E Rowan Woods, um recadinho: pense mais no público antes de virar constantemente a lente da câmera contra a luz… Nos cinemas



A Hora do Rango (Waiting…, 2005, EUA) Dir.: Rob McKittrick Tenta ser “O Balconista” (tem até uma dupla parecida com Jay e Silent Bob), mas não chega aos pés do humor de Kevin Smith. O estreante Rob McKittrick vai somente pelo lado das piadas grosseiras, a maioria envolvendo sexo, claro. Não que o filme seja ruim, pois rende algumas boas risadas. Mas falta uma estrutura. A única história que ele conta é a do personagem de Justin Long, que enfrenta o dilema de ficar preso no mesmo emprego para sempre ou tocar sua vida em direção a uma ambição diferente de ser promovido a gerente de restaurante. Mesmo assim, é uma trama previsível. O resto do filme consiste apenas de uma série de esquetes. No elenco, Ryan Reynolds se desculpa pela bobeira “Apenas Amigos”, mostrando que não perdeu seu timing cômico. Long também se sai bem (é um ator de quem tenho gostado cada vez mais) e Anna Faris, apesar de aparecer pouco, finalmente faz uma personagem que não é do tipo idiota. Nos cinemas

%d blogueiros gostam disto: