UMA NOITE NO MUSEU

por Tooms

É bem infantil. Mas não deixa de ser engraçadinho. Não seria surpresa se o filme fosse lançado no Brasil com o nome de “Um Museu Muito Louco”.



Ben Stiller no papel dele mesmo, o pateta-perdedor-pai divorciado de bom coração, que vai armar algumas confusões antes de colocar tudo nos eixos e aprender a ser responsável. Se passasse na Sessão da Tarde, certamente o locutor usaria aquelas frases típicas: “Um cara muito maluco aprontando altas confusões!”

É uma pena o desperdício de dois dos melhores comediantes da atualidade, Ricky Gervais e Steve Coogan, em pequenas pontas. Owen Wilson está lá pra nos lembrar que a dupla Wilson-Stiller continua sendo uma química muito boa. No mais, vale a pena apontar que é um dos raros filmes onde o papel do padrasto, interpretado pelo carismático Paul Rudd, não é transformado no monstro habitual. E Robin Williams prova que às vezes consegue ser um melhor coadjuvante do que um protagonista (apesar do interessante “Man of The Year” que foi lançado ano passado, cuja premissa é boa mas se perde no meio do filme).

Mas o fato mais interessante é que a grande bilheteria só vem a provar que ultimamente quem vem pagando a sobrevivência dos cinemas são as crianças, que torram a paciência dos pais para assistirem a esses filmes assim que entram em exibição. Sinal do fim dos tempos? Talvez. Mas como eu já disse várias vezes, o Apocalipse será anunciado no dia em que tivermos um filme protagonizado por Jessica Alba, Hayden Christensen e Orlando Bloom. E se for dirigido pelo Uwe Boll, todos nós, sem exceção, iremos para o inferno, onde esse filme passará 24 horas por dia, dublado na nossa língua natal.

Uma Noite no Museu (Night at the Museum, 2006, EUA), dir.: Shawn Levy – em cartaz nos cinemas.

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