Duro de Matar 4.0

Estou particularmente convencido de que John McClane ganharia de Jack Bauer no mano a mano.

“Duro de Matar 4.0”, dirigido por Len Wiseman (que consegue provar que tem condições de dirigir um filme que não seja da série “Anjos da Noite”) é consideravelmente um exemplar digno da série, sendo recheado de explosões, piadinhas infames e um personagem que, mesmo passando pelas situações mais inverossímeis da história do cinema, em quase vinte anos ainda não perdeu seu carisma.



Temos que admitir que o CGI trouxe à tona mundos que antes só podíamos imaginar, mas a técnica também tem o seu lado ruim, já que está cada vez mais complicado apresentar uma cena de ação ao espectador que o deixe entusiasmado, quanto mais embasbacado. Wiseman está ciente disso, talvez pelos erros cometidos em “Anjos da Noite – A Evolução”, talvez não, mas ele utiliza um bom artifício, que é jogar uma cena de ação atrás da outra, emendando todas com explicações sobre o que está acontecendo. O excesso de informações na tela praticamente não permite que o espectador se questione se um ser humano poderia sobreviver a tudo o que acontece na tela.

E afinal de contas, se você vai ao cinema assistir a um filme chamado “Duro de Matar 4.0”, vai atrás do quê? Shakespeare? Não, você foi atrás de tiros, explosões, vilões que são ótimos no planejamento de suas ações, mas péssimos na execução das mesmas, parkour (que parece estar mesmo virando moda agora) e Bruce Willis fazendo piadinhas a cada dois minutos. E sabe de uma coisa? Você recebeu exatamente pelo que pagou.

“Duro de Matar 4.0” é um filme divertido onde ninguém precisa ficar se sentindo culpado por “desligar” o cérebro durante quase duas horas. E se alguém te encher o saco por isso, faça como John McClane e diga:

“Yippi-kay-ay, motherfucker!”

nota: 7/10 — vale o ingresso

Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard, 2007, EUA), dir.: Len Wiseman – sexta-feira nos cinemas
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