Morte no Funeral

Um bom filme de Frank Oz que passou batido pela grande mídia e, ainda assim, é um de seus melhores trabalhos em anos. Não que seja um filme imperdível, mas é um daqueles que você vê sem esperar nada e sai do cinema satisfeito. É uma comédia que funciona melhor através de suas piadas isoladas do que do encontro delas no enredo principal. Você tem o cenário (o funeral do patriarca de uma família britânica), os personagens (a mãe, os filhos, os tios e os primos) e as situações, que acontecem em torno de duas subtramas paralelas: a descoberta da homossexualidade do pai e um frasco de Valium (cujo conteúdo não é exatamente o que a etiqueta mostra) que passa de mão em mão. No elenco, praticamente todo britânico e sem grandes nomes conhecidos por aqui ou nos EUA, quem rouba a cena é Alan Tudyk como Simon, a primeira vítima dos comprimidos, que lembra um Jim Carrey pré-“O Show de Truman”: exagerado, careteiro e por isso mesmo engraçado. Andy Nyman, como o sobrinho que tem que cuidar sozinho do tio na cadeira de rodas, também causa boas gargalhadas.

nota: 6/10 — veja sem pressa



Morte no Funeral (Death at a Funeral, 2007, Alemanha/Reino Unido/EUA)
direção: Frank Oz; com: Matthew Macfadyen, Keeley Hawes, Andy Nyman, Ewen Bremner, Daisy Donovan, Alan Tudyk; roteiro: Dean Craig; produção: Sidney Kimmel, Laurence Malkin, Diana Phillips, Share Stallings; música: Murray Gold; fotografia: Oliver Curtis; montagem: Beverley Mills. 90 min
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