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Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

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A franquia “Missão: Impossível” é de uma versatilidade invejável. Por opção dos produtores – entre eles o protagonista dos filmes, Tom Cruise – cada aventura do espião Ethan Hunt é comandada por um diretor diferente. Depois de começar muito bem com Brian De Palma, que fez um suspense policial elegante e eletrizante, o segundo filme tomou a forma mais frenética e estilizada de um filme de ação pelas mãos de John Woo. Em seguida, J.J. Abrams combinou a trama de espionagem com uma história de amor. E por fim, chegamos a “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma”, que adota o humor como alívio constante para a situação mais perigosa em que Ethan Hunt e sua equipe já se viram.

A direção agora é de Brad Bird, o talentoso diretor das animações “Gigante de Ferro”, “Os Incríveis” e “Ratatouille”. E o diretor leva para “Missão: Impossível” a mesma graça desses trabalhos anteriores, mas também a sua técnica apurada na construção dos planos e na movimentação da câmera, livre de excessos, principalmente nas cenas de ação (destaque para a perseguição durante a tempestade de areia, uma das grandes sequências de ação dos últimos anos). Ele prova que não é só um diretor de desenhos animados, mas um diretor de cinema, e dos bons.

Com elegância, Brad Bird constrói a história com tons que remontam aos filmes de espionagem que envolvem as tensões entre Estados Unidos e Rússia, mas sempre encarando esse conflito histórico entre as superpotências como parte também da história da cultura pop (vide as constantes brincadeiras com o mau funcionamento dos gadgets usados por Hunt), já que tantas vezes esse pano de fundo foi utilizado apenas como desculpa para diversão em filmes-pipoca, como é o caso de “Missão: Impossível”.

Este quarto filme ainda se vale mais uma vez do bom elenco, que conta novamente com o comediante Simon Pegg e os talentosos Jeremy Renner, Paula Patton, Léa Seydoux e Tom Wilkinson. Num ano carente de bons blockbusters, “Protocolo Fantasma” vem para fechar 2011 muito bem. ■

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