"Doze Mil" (Douze mille, 2019), de Nadège Trebal - Divulgação
"Doze Mil" (Douze mille, 2019), de Nadège Trebal - Divulgação

Supo Mungam Plus: filmes que estreiam em julho

Em julho, a Supo Mungam Plus traz para seus assinantes três filmes inéditos no Brasil. São eles, o drama francês “Doze Mil”, primeiro filme de ficção da diretora Nadège Trebal que foi selecionado para o Festival de Locarno; o inglês “Meu Coração Feroz” de Jane Gull, indicado a melhor ator e melhor atriz coadjuvante no Prêmio Britânico de Cinema Independente; e o romance australiano LGBTQIA+ “Meu Primeiro Verão”, exibido nos Festivais BFI Flare, Adelaide e no Melbourne Queer.

A Hungria continua sendo destaque na plataforma. Entre as novidades do mês estão três animações húngaras, entre elas, “Cidades dos Gatos”, versão restaurada supervisionada pelo diretor Béla Ternovszky. O filme representou a Hungria no Oscar de 1987. Uma sessão dupla do grande diretor Zoltán Fábri traz “Os Meninos da Rua Paulo”, primeiro filme húngaro indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, e “O Quinto Selo”, Melhor Filme no Festival de Moscou.

"Os Meninos da Rua Paulo" (A Pál utcai fiúk, 1968), de Zoltán Fábri - Divulgação
“Os Meninos da Rua Paulo” (A Pál utcai fiúk, 1968), de Zoltán Fábri – Divulgação

Os clássicos restaurados “Vozes Distantes”, de Terence Davies, e “Friendship’s Death”, de Peter Wollen, estrelado por Tilda Swinton, o raríssimo cult “Bye Bye Blue Bird”, de Katrin Ottarsdóttir, da Ilhas Faroe, além de três curtas da aclamada diretora Jane Campion, também estreiam em julho.

As estreias na Supo Mungam Plus acontecem todas as sextas-feiras do mês. Confira o calendário do completo de lançamentos de julho:

2 de julho

Animações Húngaras

VUK, A RAPOSA, de Attila Dargay (Hungria, 1981, 74 min, Animação)
Baseado no romance do famoso escritor István Fekete, VUK conta a história de uma jovem raposa que perde sua família para um caçador e se vinga dele quando assim que cresce. Ele engana o caçador e forma uma família – e se torna a lenda da floresta. Versão Restaurada de uma das animações húngaras mais populares de todos os tempos.

CIDADE DOS GATOS, de Béla Ternovszky (Hungria, 1986, 92 min, Animação)
Esta comédia de ação e animação é uma paródia de filmes de ação e crime, ficção científica e terror, e também se refere a filmes específicos, principalmente a série de James Bond. Apresentando gatos, camundongos e ratos nos papéis principais, o protagonista é um camundongo, o agente secreto Grabovsky, que é enviado à cidade de “Pokyo” para obter o plano secreto de uma máquina que poderia salvar a civilização dos ratos dos gatos malvados. Versão restaurada supervisionada pelo próprio diretor Béla Ternovszky. O filme representou a Hungria no Oscar de 1987.

BANHO DE ESPUMA, de György Kovásznai (Hungria, 1979, 76 min, Animação Adulta)
Este longa-metragem modernista é característico do seu trabalho na medida em que pintura e documentário se entrelaçam: é uma divertida fatia da vida. “Um filme de truque musical no tempo das batidas do coração”, como ele mesmo disse. Esta animação musical pintada, apresentada em versão restaurada inédita, é centrada em torno de um triângulo amoroso, enquanto pinta um quadro das ruas de Peste. A música foi composta por János Másik do Kex.

9 de julho

Lançamento Inédito

DOZE MIL, de Nadège Trebal (França, 2019, 111 min, Drama/Musical, 16 anos) com Arieh Worthalter, Nadège Trebal, Liv Henneguier, Françoise Lebrun e Florence Thomassin.
Frank perde seu trabalho clandestino. Junto com sua namorada Marouissa, eles concordam que ele sairá de casa para encontrar um emprego e ganhar exatamente o que ela ganha em um ano de trabalho: doze mil euros. Nem mais nem menos. No decorrer de sua odisseia proletária, ele se torna o herói que sonhou ser. Mas há um preço a pagar. Primeiro filme de ficção da diretora Nadège Trebal, no qual também estrela, DOZE MIL é uma obra ousada, repleta de surpresas e personagens complexos. Trebal molda cada cena com uma fisicalidade segura, lúdica e erótica, estabelecendo-se como uma cineasta para acompanhar. Seleção Oficial do Festival de Locarno e vencedor de Melhor Filme no Festival de Cinema Europeu

Clássicos Húngaros – Parte 2

O AMOR, de Károly Makk (Hungria, 1970, 86 min, Drama)
com Lili Darvas, Mari Törőcsik e Iván Darvas
Um homem é preso como inimigo político pela polícia secreta. Luca, sua jovem esposa, terá que convencer sua mãe doente de que o filho dela está na verdade morando em Hollywood e trabalha como um diretor de cinema de sucesso. Ganhou o Prêmio do Júri e Menção Especial para as atrizes Mari Törőcsik e Lili Darvas no Festival de Cannes. Derek Malcolm, do The Guardian, o classificou como um dos 100 melhores filmes do século 20. O filme representou a Hungria no Oscar de 1972. Versão restaurada.

O TEMPO PARA, de Péter Gothár (Hungria, 1981, 98 min, Drama)
com István Znamenák, Henrik Pauer, Sándor Sőth, Lajos Őze, Pál Hetényi e Jozef Kroner
Budapeste, 1956. Um pai de dois meninos foge para a América. Dez anos depois, os jovens estão na escola tentando aceitar o fato de que seu pai é “um inimigo do povo”. Filmado de maneira expressionista, o soberbo segundo filme de Péter Gothár como diretor é uma crítica política assustadora. Prêmio da Juventude no Festival de Cannes. Representou a Hungria no Oscar de 1983. Versão restaurada.

16 de julho

Lançamento Inédito

MEU CORAÇÃO FEROZ, de Jane Gull (My Feral Heart, Reino Unido, 2017, 80 min, Drama) com Steven Brandon, Shana Swash, Will Rastall, Pixie le Knot, Eileen Pollock e Suzzana Hamilton
Luke é um jovem com síndrome de Down que valoriza sua independência. Ele é forçado a ir para um lar de cuidados após a morte de sua mãe. Lá, ele repreende as restrições impostas a ele, mas suas frustrações são dissipadas por sua amizade com sua cuidadora Eve, um jovem prestando serviço comunitário e uma misteriosa garota feroz. Indicado a Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Britânico de Cinema Independente.

OS MENINOS DA RUA PAULO, de Zoltán Fábri (Hungria, 1968, 104 min, Drama)
com Anthony Camp, William Burleigh, Mari Törőcsik, Sándor Pécsi e John Moulder Brown
Baseado no popular romance infanto-juvenil de Ferenc Molnár, o filme é sobre uma guerra entre duas gangues de estudantes em Budapeste em 1889. Raramente um filme captou o espírito do livro tão bem. Nemecsek é o soldado simples, pálido, fraco e pequeno. Ele é o único soldado no grupo de crianças, o resto dos quais são todos generais e oficiais. Mas ele também é o mais corajoso e leal: ele se sacrifica para defender o playground. Versão restaurada do primeiro filme húngaro indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

O QUINTO SELO, de Zoltán Fábri (Hungria, 1976, 107 min, Drama)
com László Márkus, István Dégi, Ferenc Bencze, Sándor Horváth, Lajos Őze e Zoltán Latinovits.
Budapeste em 1944, os dias mais sombrios da Segunda Guerra Mundial. Um relojoeiro, um livreiro e um carpinteiro estão bebendo em um pub suburbano com o proprietário quando um estranho se junta a eles. O relojoeiro faz uma pergunta hipotética que mudará suas vidas. Um dos melhores filmes kammerspiel do cinema húngaro, com atores e diálogos lendários. Melhor Filme no Festival de Moscou. Representou a Hungria no Oscar de 1977.
Versão Restaurada.

23 de julho

Lançamento Inédito

MEU PRIMEIRO VERÃO, de Katie Found (Austrália, 2020, 80 min, Romance/Drama) com Markella Kavenagh, Maiah Stewardson, Arthur Angel, Steve Mouzakis, Katherine Tonkin e Edwina Wren
Claudia, de 16 anos, cresceu isolada do mundo exterior. Presa em uma propriedade remota após a morte de sua mãe, ela fica chocada quando Grace, uma animada adolescente local, aparece no jardim como uma miragem, uma brisa de ar fresco e açucarado. As duas encontram uma na outra o apoio, o amor e a intimidade de que precisam, e ensinam uma a outra o poder restaurador da conexão humana. Mas a paz idílica que vivem é frágil enquanto o mundo adulto se aproxima e ameaça o secreto amor de verão delas.

Clássico Restaurado

VOZES DISTANTES, de Terrence Davies (Reino Unido, 1988, 84 min. Drama)
com Freda Dowie, Pete Postlethwaite, Angela Walsh, Dean Williams e Lorraine Ashbourne.
Um retrato amoroso da classe trabalhadora de Liverpool tirado das próprias memórias da família de Terence Davies, VOZES DISTANTES pinta um retrato lírico da vida doméstica, desde os momentos de alegria das celebrações da comunidade até os momentos tristes, causados pela brutal opressão paterna. Situado em um mundo antes de Elvis, um Liverpool antes dos Beatles, VOZES DISTANTES é uma evocação notável da vida familiar. Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Cannes.

30 de julho

Clássicos Cults

FRIENDSHIP’S DEATH, de Peter Wollen (Reino Unido, 1987, 78 min, Ficção Científica)
com Tilda Swinton, Bill Paterson, Patrick Bauchau e Ruby Baker
Amizade foi enviada à Terra em uma missão de paz. Rumo ao MIT, ela inadvertidamente pousa em Amã, Jordânia, durante a guerra do ‘Setembro Sombrio’ de 1970 e é conduzida para um local seguro pelo jornalista Sullivan. Escondidos em um hotel enquanto o conflito se intensifica do lado de fora, os dois entram em uma série de conversas fascinantes sobre mortalidade, tecnologia e a natureza da guerra. Com uma atuação cativante de Tilda Swinton, em um dos seus primeiros papeis no cinema. Bill Paterson, o pai de Fleabag, também estrela este clássico cult britânico. Seleção Oficial do Festival de Berlim e do Festival de Cannes.

BYE BYE BLUEBIRD, de Katrin Ottarsdóttir (Ilhas Faroe/Dinamarca, 1999, 97 min, Comédia/Road Movie) com Hildigunn Eyonfinnsdóttir, Sigri Mitra Gaïn, Johan Dalsgaard e Elin Karbech Mouritzen
Duas melhores amigas, desajustadas e excêntricas, Rannvá e Barba viajam da Dinamarca para o local onde nasceram, as Ilhas Faroé. Desde o momento que chegam, esse reencontro delas com a casa de infância na ilha e seus residentes conservadores não passa silenciosamente. As jovens despertam curiosidade e indignação com suas excêntricas aparências modernas e comportamento emancipado. Mas as jovens estão em uma missão mais importante. Ambas vivem com velhos segredos, principalmente em relação às famílias, e agora querem que tudo seja revelado. Elas pegam carona com um dos moradores, Rúni, que também tem seu próprio segredo. O trio parte em uma jornada, não apenas pela bela paisagem das Ilhas Faroé, mas em busca do passado. Melhor Filme no Festival de Rotterdam e Prêmio do Público no Festival de Cinema Nórdico de Rouen.

Curtas de Jane Campion

AN EXERCISE IN DISCIPLINE: PEEL, de Jane Campion (Austrália, 1982, 9 min, Drama)
Durante uma viagem, um garoto joga cascas de laranja pela janela. Seu pai o obriga a sair do carro e pegar cada pedaço. O filme ganhou a Palma de Ouro de Melhor Curta no Festival de Cannes e lançou a carreira cinematográfica de Jane Campion.

PASSIONLESS MOMENTS, de Jane Campion e Gerard Lee (Austrália, 1983, 13 min, Drama)
Uma série de ensaios desajeitados da vida cotidiana. O curta foi realizado sem permissão, enquanto Campion e Lee eram estudantes na escola de Cinema, Rádio e TV da Austrália.

A GIRL’S OWN STORY, de Jane Campion (Austrália, 1984, 25 min, Drama)
Um olhar na vida de três jovens garotas na era dos Beatles, nos anos 60, onde a família é estranha, os adultos são solitários e a inocência é perversa.

Com informações da assessoria de imprensa da Supo Mungam Films.