Compromisso da Netflix em fazer adaptações live action de animes e games: uma receita para o sucesso?

Mão de uma mulher segurando um controle remoto e apontando para uma televisão com o logotipo da Netflix

Um dos principais chamarizes da Netflix, gigante e pioneira do mercado de streaming de séries e filmes são suas produções próprias – séries e filmes originais que levam o selo da empresa, muitas vezes com resultados variados, amealhando alguns sucessos aqui e ali, e algumas outras produções não tão bem-sucedidas. A adaptação da série de games “The Witcher”, estrelada por Henry Cavill, pareceu agradar tantos fãs dos jogos quanto pessoas que tiveram seu primeiro contato com a franquia através da Netflix, mas o mesmo já não pode ser dito a respeito das adaptações de “Death Note” (um filme que fica entre o fraco e mediano) ou “Cowboy Bebop” (esta última, cancelada após uma única temporada).

Com rumores circulando a respeito de mudanças no formato das assinaturas e um recente aumento nos preços, será que investir em propriedades intelectuais derivadas de outras mídias pode ser uma forma de recuperar os assinantes perdidos ou garantir que assinantes atuais passem mais tempo com a Netflix considerando a enorme concorrência no mercado atual, com cada plataforma anunciando seus próprios exclusivos?



Recentemente a Netflix obteve algum acesso ao criar uma série animada que se passa no universo de “League of Legends”, título multiplayer online da Riot Games – “Arcane” teve boa recepção tanto por parte da crítica quanto do público, deixando claro que há sim público para produções do tipo. Jogos MMORPG podem também ser uma fonte de inspiração da gigante de conteúdo – ainda mais se considerarmos que a adaptação cinematográfica de “World of Warcraft”, baseado no jogo de mesmo nome da Blizzard, um fracasso à época do lançamento, acabou por se tornar um dos filmes mais assistidos da plataforma.

Fato é que a Netflix cada vez mais vem se aproximando do público gamer e também dos fãs de animação japonesa, não só ao disponibilizar conteúdo relacionado a estes universos (basta notar o fluxo cada vez maior de animes que entram em seu catálogo, além da produção de grandes títulos como “JoJo’s Bizarre Adventure – Stone Ocean”), mas também investindo em suas próprias adaptações de franquias já consagradas em outras mídias, caso de “The Witcher”, citado anteriormente – que ruma para a produção de sua terceira temporada, com aceitação extrema por parte de público e crítica.

Há muita expectativa também em torno das séries live action de “One Piece” e “Yu Yu Hakusho”, que contam com grande público no Brasil – no caso de One Piece, a Netflix vem trabalhando de maneira bem próxima a Eiichiro Oda, criador do mangá, o que deve garantir sua qualidade e fidelidade ao material original, levando à recepção mais positiva, ao contrário do que já aconteceu com outras tentativas de se adaptar animes e mangás, caso de “Death Note”, que mencionamos anteriormente.

Colecionando mais acertos do que erros nestes últimos tempos, talvez a Netflix finalmente esteja no caminho certo para criar produtos de entretenimento que façam jus aos seus formatos originais – uma evolução natural considerando o quão exigente pode ser o público ao lidar com material já consagrado em outros locais, que ao considerar que determinado produto não atingiu não poupa críticas, como já comprovado pelo recente cancelamento de “Cowboy Bebop” – às vezes não tem elenco ou campanha de marketing que possa salvar uma produção que simplesmente não passou no crivo de quem mais importa: seus fãs.

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