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Festival INDIE chega à 22ª edição em BH com 38 filmes e entrada franca

"Fogo do Vento" (2024), de Marta Mateus - Divulgação

"Fogo do Vento" (2024), de Marta Mateus - Divulgação

INDIE 2025 exibe 38 filmes com entrada franca em BH

Belo Horizonte se prepara para mais uma celebração do cinema independente mundial. A 22ª edição do INDIE acontece entre os dias 6 e 13 de agosto, novamente com programação intensa e inteiramente gratuita. O evento, que desde sua criação em 2001 defende e ocupa os cinemas de rua da cidade, realizará suas 53 sessões no Cine Belas Artes e no Centro Cultural Unimed-BH Minas.

Com 38 filmes de 19 países, o festival propõe uma imersão no cinema contemporâneo, cult e clássico, reafirmando seu compromisso com a formação de público e a valorização da experiência cinematográfica coletiva. A programação é também um convite para cinéfilos e curiosos se encontrarem e trocarem ideias.

A abertura é às 19h30 da quarta-feira, dia 6, em duas salas do Belas Artes, com a exibição de “Volveréis” (2024), de Jonás Trueba, e “Felizes Juntos” (1991), de Wong Kar-Wai. Os ingressos poderão ser retirados gratuitamente na bilheteria. As datas e horários das demais sessões do festival podem ser consultados no site oficial.

Clássicos e contemporâneos na mostra principal

A mostra principal, batizada simplesmente de “CINEMA”, funciona como um guia de obras essenciais. A seleção reúne filmes que marcaram a história, como a obra-prima de Chantal Akerman, “Jeanne Dielman”, e dois trabalhos do diretor David Lynch: “Veludo Azul” e “Cidade dos Sonhos”. Também estão na lista “O Matador de Ovelhas”, de Charles Burnett, um marco do cinema negro norte-americano, e a cópia restaurada do cult japonês de Nobuhiro Yamashita, “Linda Linda Linda”, que completa 20 anos.

O cinema contemporâneo se faz presente com obras como “Volvéreis”, do espanhol Jonás Trueba, e “Fogo do Vento”, da diretora portuguesa Marta Mateus. A produção brasileira, com foco em realizadores mineiros, também tem espaço garantido. Serão exibidos os longas “Deuses da Peste”, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado, e o documentário “Abre Alas”, de Ursula Rösele, além de quatro curtas-metragens.

 

Retrospectivas: Roberto Minervini e Zeta Filmes

Nesta edição, o INDIE dedica uma de suas retrospectivas ao diretor italiano Roberto Minervini, um dos nomes mais relevantes do cinema documental contemporâneo. Conhecido por seu olhar sobre as comunidades rurais do sul dos Estados Unidos, Minervini combina elementos de ficção e observação. A mostra incluirá sua “trilogia texana” e trabalhos mais recentes, como o premiado “Os Malditos”, que recebeu o prêmio de Melhor Diretor na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.

 

A segunda retrospectiva é uma comemoração da própria realizadora do festival, a produtora mineira Zeta Filmes, que celebra 27 anos de história. A Zeta selecionou 12 filmes de seu catálogo de distribuição para serem exibidos, incluindo filmes premiados como o vencedor do Oscar “Ida” e o indicado “EO”, obras autorais como “Um Elefante Sentado Quieto” e sucessos do cinema indie “raiz” como “Tangerine”, de Sean Baker, mais recente vencedor do Oscar de Melhor Direção com “Anora”.

Com direção geral de Daniella Azzi, Eduardo Garretto Cerqueira e Francesca Azzi, o INDIE 2025 também oferece sessões com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legenda descritiva) para os filmes “O que está por vir”, de Mia Hansen-Løve, e “Tangerine”. O festival é realizado com apoio da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo de Minas.

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