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FENDA exibe filmes experimentais em película com programação gratuita em BH

A cineasta alemã Helga Fanderl se apresenta pela 1ª vez na América Latina, na 3ª edição do FENDA - Foto: Autrian Film Museum Eszter Kondor

A cineasta alemã Helga Fanderl se apresenta pela 1ª vez na América Latina, na 3ª edição do FENDA - Foto: Autrian Film Museum Eszter Kondor

Belo Horizonte se torna o palco do cinema experimental a partir desta terça-feira (5). Começa hoje a 3ª edição do FENDA – Festival Experimental de Artes Fílmicas, evento que ocupará o Cine Santa Tereza e o Centro Cultural Vila Marçola até o dia 10 de agosto com uma programação inteiramente gratuita. O festival se consolida como um espaço para obras que exploram as fronteiras da linguagem audiovisual, com 17 sessões que incluem filmes em película (Super 8 e 16mm), performances ao vivo e uma oficina prática.

Neste ano, o evento trabalha com o tema “intempestividade”, uma ideia que busca desafiar noções lineares de tempo, colocando em diálogo obras, tecnologias e modos de ver de diferentes épocas. Para o diretor artístico do FENDA, Victor Guimarães, a proposta é tanto criar um evento inesperado quanto misturar as categorias temporais.

“Nas sessões Intempestivas, curadores e curadoras propõem encontros livres e originais entre obras de repertório e contemporâneas. Na Horizontes, convidamos artistas locais da poesia e da música para elaborar performances inéditas, especialmente para o festival, em diálogo com obras do começo do século XX”, explica Victor Guimarães.

Artistas internacionais e o cinema como acontecimento

Um dos pilares desta edição é a mostra Visões, dedicada a nomes de destaque do cinema experimental. A cineasta alemã Helga Fanderl, de 78 anos, vem pela primeira vez à América do Sul para apresentar sessões de seus filmes em Super 8. A hispano-venezuelana Elena Duque exibirá seus trabalhos e realizará uma performance que mistura projeção em 16mm com pintura ao vivo. Completa o trio a brasileira Moira Lacowicz, que apresentará uma retrospectiva de seus trabalhos e ministrará uma oficina de intervenção direta em película.

Segundo o diretor artístico, a presença dessas artistas reforça o tema do festival, tratando a sessão de cinema como uma experiência única. “Os filmes da veterana Helga Fanderl só podem ser vistos em Super 8 e na presença da artista, que elabora cada programa pensando no espaço de exibição. A performance de Elena Duque é uma mistura bem-humorada entre cinema em 16mm e pintura ao vivo. E no trabalho de Moira Lacowicz há uma constante manipulação de múltiplos projetores”, detalha Guimarães.

Mostras competitivas e programação diversa

O FENDA também abre espaço para a produção recente com duas mostras competitivas, uma Internacional e outra dedicada a curtas-metragens de artistas de Belo Horizonte. A seleção da Competitiva BH tem uma particularidade: é feita por jovens de escolas públicas e projetos sociais da cidade, que participam de um processo de formação em curadoria oferecido pelo festival.

A programação se estende ao público infantil com a sessão Cinema 3/99: Comer com os olhos, uma parceria com o Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, trazendo filmes experimentais com curadoria especializada para crianças.

A abertura do festival acontece hoje, às 19h, no Centro Cultural Vila Marçola, com uma performance do poeta Ricardo Aleixo e do músico Ajitenà Marco Scarassatti, que dialogarão com a obra da escritora e cineasta afro-estadunidense Zora Neale Hurston. Nos dias seguintes, a programação se concentra no Cine Santa Tereza.

Os ingressos gratuitos podem ser retirados aqui ou 1 hora antes de cada exibição na bilheteria do cinema. Você encontra mais informações sobre as atrações no site oficial do festival.

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