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58º Festival de Brasília consagra “Futuro Futuro” e “Laudelina” como melhores filmes

Tela do Cine Brasília para o 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro - Foto: Renato Silveira/Cinematório

Foto: Renato Silveira/Cinematório

A noite de sábado (20/09) marcou o encerramento do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais longevo festival de cinema do país, que celebrou os 60 anos de sua criação. O grande vencedor da Mostra Competitiva Nacional, levando o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo júri oficial, foi “Futuro Futuro”, do diretor gaúcho Davi Pretto. A produção, uma ficção científica ambientada em um futuro próximo, também foi reconhecida nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Montagem, além de receber uma Menção Honrosa para o ator Zé Maria Pescador.

O público, que votou ao final das sessões, preferiu “Assalto à Brasileira”, de José Eduardo Belmonte, que levou o Candango de melhor longa pelo júri popular. Na disputa de longas, “Corpo da Paz”, de Torquato Joel, destacou-se nas categorias técnicas, recebendo os prêmios de Melhor Edição de Som, Trilha Sonora e Direção de Arte.

Entre os curtas-metragens, o grande premiado da noite foi “Laudelina e a Felicidade Guerreira”, que recebeu o Candango de melhor filme pelo júri oficial. A obra, que retrata a ativista Laudelina de Campos Mello, pioneira na luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil, também foi premiada como troféu de Melhor Montagem e recebeu os prêmios Zózimo Bulbul e Abraccine, este último concedido pela crítica. O favorito do público na categoria de curtas foi “Couraça”.

"Futuro Futuro" venceu como Melhor Longa da Mostra Competitiva Nacional do 58º Festival de Brasília - Foto: Humberto Araújo
“Futuro Futuro” venceu como Melhor Longa da Mostra Competitiva Nacional do 58º Festival de Brasília – Foto: Humberto Araújo

Homenagem a Fernanda Montenegro e um olhar para o futuro

Um dos pontos altos da cerimônia de encerramento foi a homenagem a Fernanda Montenegro, que recebeu o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra. A atriz, que aos 95 anos não pôde comparecer e enviou um vídeo de agradecimento, tem uma ligação histórica com o festival: ela foi a primeira a receber o prêmio de Melhor Atriz no evento, em 1965, pelo filme “A Falecida”.

O futuro do setor audiovisual foi tema de um manifesto. Antes do anúncio dos vencedores, as atrizes Bárbara Colen e Maeve Jinkings leram a “Carta de Brasília”. O documento, elaborado durante a 5ª Conferência do Audiovisual do festival, pede urgência na regulação dos serviços de vídeo sob demanda (VOD), na proteção dos direitos autorais e na formulação de políticas públicas. O texto alerta para a situação do setor: “O audiovisual brasileiro vive um momento de conquistas e reconhecimentos internacionais, mas também de grande preocupação. Celebramos nossos prêmios e talentos, mas sabemos que colhemos frutos de políticas passadas. O que angustia é o futuro, diante da falta de políticas estruturantes no presente”. A carta pode ser lida na íntegra aqui.

Fernanda Montenegro agradeceu pela homenagem em vídeo enviado ao 58º Festival de Brasília - Foto: Humberto Araújo
Fernanda Montenegro agradeceu pela homenagem em vídeo enviado ao 58º Festival de Brasília – Foto: Humberto Araújo

Outros destaques e a produção do DF

Na Mostra Brasília, que distribuiu R$ 290 mil em prêmios no 27º Troféu Câmara Legislativa, o grande vencedor foi “Maré Viva, Maré Morta”, de Cláudia Daibert. O filme foi escolhido como melhor longa tanto pelo júri oficial quanto pelo popular. Entre os curtas da mostra local, “Rainha” foi o preferido do público, enquanto “Três” foi o escolhido do júri oficial. A atriz Tuanny de Araújo foi um dos destaques, recebendo o Candango por sua atuação em dois filmes concorrentes: “Terra” e “Notas Sobre a Identidade”.

A edição de 2025, que celebrou os 60 anos de fundação do festival, exibiu 80 filmes de um total de 1.702 produções inscritas. O evento alcançou um público de 39 mil pessoas ao longo de nove dias e gerou 571 empregos diretos e indiretos. Todas as sessões contaram com recursos de acessibilidade. E a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal já anunciou a data da próxima edição: o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontecerá de 11 a 19 de setembro de 2026.

A equipe de "Maré Viva, Maré Morta" comemora a premiação no 58º Festival de Brasília - Foto: Michelle Moreira
A equipe de “Maré Viva, Maré Morta” comemora a premiação no 58º Festival de Brasília – Foto: Michelle Moreira

TODOS OS PREMIADOS DO 58º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO

MOSTRA BRASÍLIA – 27º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – CURTA-METRAGEM – Troféu Candango

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – LONGA-METRAGEM – Troféu Candango

MOSTRA CALEIDOSCÓPIO – Troféu Candango

PRÊMIOS ESPECIAIS

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