Críticas Capa
“Hamnet”: Só a arte resiste à morte
Vencedor do Globo de Ouro, "Hamnet" imagina como um evento trágico que dilacerou a família de Shakespeare pode ter vindo a inspirar uma das maiores obras do dramaturgo britânico.
“Valor Sentimental”: Quem tem medo de Ingmar Bergman?
A fricção imperfeita e disfuncional, mas poética, entre arte e vida é o cerne e a matéria-prima do longa do diretor norueguês Joachim Trier (“A Pior Pessoa do Mundo”), vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes de 2025.
“Bugonia”: Um tango (surtado) a três
Filme dirigido por Yorgos Lanthimos e estrelado por Emma Stone, Jesse Plemons e Aidan Delbis é um remake da comédia sci-fi sul-coreana "Salve o Planeta Verde!", de 2003.
“Wicked: Parte 2”: Afinal, um filme, mesmo sendo uma sequência, precisa se bastar?
Apesar de ser apressado e com pouca personalidade própria, "Wicked: Parte 2" está longe de ser esquecível, porque carrega, do início ao fim, aquilo que o cinema tem de mais poderoso: a emoção que move suas personagens.
“Bom Menino”: O olhar do cão e o horror do humano
Filme de terror narrado sob o ponto de vista de um cachorro, "Bom Menino" é pequeno em escala, mas grande em criatividade formal e emoção.
“Assalto à Brasileira”: entre a farsa e a crônica social
Partindo de um caso real, José Eduardo Belmonte faz um filme de assalto que é também uma sátira inteligente sobre o Brasil dos anos 1980 — e, por reflexo, o de hoje.
“Futuro Futuro” une catástrofe real e distopia tecnológica
Grande vencedor do 58º Festival de Brasília, "Futuro Futuro" reafirma talento do diretor Davi Pretto com um exercício imaginativo sobre um mundo possível e ameaçador que se impõe sobre nós.
“Quatro Meninas“ tensiona arestas históricas na forma e no conteúdo
Dirigido por Karen Suzane e premiado no 58º Festival de Brasília, "Quatro Meninas" é um filme que se destaca pela ambição estética e pela delicadeza no tratamento de suas imagens.
“Corpo da Paz“: a contemplação estética oposta à distância emocional
Premiado no 58º Festival de Brasília, longa dirigido por Torquato Joel mostra sofisticação visual, mas dificulta uma conexão mais profunda com o drama de seu protagonista. O resultado é uma obra que se admira mais do que se sente.
Entre o luto e a criação, “Morte e Vida Madalena“ reflete sobre fazer cinema independente no Brasil
Premiada pelo júri da crítica no 58º Festival de Brasília, comédia metalinguística dirigida por Guto Parente mostra a dedicação à sétima arte como gesto de sobrevivência e afeto comunitário.
