Graças ao trabalho dos atores, ajudados pelo ótimo roteiro e calibrados pela boa direção, bastidores do atentado terrorista que marcou os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, parecem muito reais.
A sensação constante é de que “Conclave” é uma minissérie da Netflix que tem o bom senso de durar apenas duas horas. Filme dirigido por Edward Berger ("Nada de Novo no Front") é estrelado por Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow e Isabella Rossellini.
No seu trabalho mais maduro como diretor, Sean Baker constrói o tom delicado e arriscado do filme, combinando a abordagem semidocumental de sua câmera e de sua mise-en-scène com o caráter farsesco da trama.
Longa do diretor iraniano Mohammad Rasoulof (“Não Há Mal Algum”) olha para um Irã em transformação, com um regime em franca derrocada, e enxerga na juventude, especialmente feminina, a única força capaz de conduzir o país para o futuro.
Exibido na Semana da Crítica, no 77º Festival de Cannes, longa-metragem do diretor mineiro Marcelo Caetano (“Corpo Elétrico”) tem como ideias centrais a importância do grupo, do coletivo e, em última instância, da família.
Estrelado por Daniel Craig, "Queer" sofre com o atrito, destrutivo e não criativo, entre a sensibilidade cinematográfica de Luca Guadagnino e a narrativa fragmentada e os arroubos lisérgicos do escritor William S. Burroughs, autor do livro homônimo no qual o filme é baseado.
Apesar de uma constante sensação de déjà vu, o diretor Steve McQueen faz de "Blitz" um drama de guerra fresco e envolvente. Destaque no elenco para a atuação estupenda do estreante Elliott Heffernan e para a bela voz de Saoirse Ronan.
Nesta edição do podcast, nós vamos até a Riviera Francesa para saber tudo sobre o 77º Festival de Cannes. O Cinematório participou do evento pela primeira vez, com o crítico Daniel Oliveira credenciado pelo site para fazer a cobertura. Ele nos conta como o festival funciona, comenta o resultado da premiação e diz quais foram seus filmes favoritos.
Reunindo um amontoado de clichês já vistos melhor executados em outras produções, o misto de policial e romance do cineasta Gilles Lellouche já seria difícil de justificar como uma sessão hors concours, mas na competitiva oficial é um verdadeiro constrangimento para o festival.
O cineasta luso Miguel Gomes revisita o imaginário colonial de “Tabu”, inclusive com a mesma fotografia em preto e branco, desta vez colocando inusitadamente atores portugueses interpretando personagens ingleses numa espécie de road movie pelo sudeste e leste asiático no início do século XX.