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Vencedores do Oscar 2010

Neste dia 8 de março não se comemora apenas o Dia Internacional da Mulher, mas o Oscar da Mulher. O prêmio de Melhor Direção dado a Kathryn Bigelow marca a história da premiação do cinema americano como o primeiro a ser concedido a uma cineasta, em 82 anos. E o melhor de tudo é que não é um prêmio político: é merecido.

Não deu nem tempo de respirar após o discurso de Kathryn e foi anunciada a vitória de “Guerra ao Terror” também como Melhor Filme. Novamente, merecido – e previsível, se levarmos em conta que as premiações dos sindicatos dos diretores e dos produtores cantaram a pedra, mais uma vez, de quem venceria o Oscar.

A trajetória de “Guerra ao Terror” é das mais curiosas em anos. Um filme que foi lançado em circuito limitado nos EUA e que ganhou fama devido às excelentes críticas recebidas nos festivais em que foi exibido (quem foi mesmo que disse que a crítica não é relevante?). No Brasil, saiu direto em DVD e ficou meses nas locadoras sem que ninguém desse nota. Vem a temporada de premiações e tudo muda: é o filme que todos querem ver, embora saibamos que nunca vai chegar a ter um público como o de “Avatar”.

Enquanto o filme de Kathryn levou seis dos nove Oscar a que foi indicado, o longa-metragem de James Cameron ganhou apenas três dos também nove prêmios a que concorria. O mais relevante é o de Fotografia, categoria esnobada pela Academia, que sequer apresentou cenas dos indicados, o mesmo acontecendo com Montagem, que ficou com “Guerra ao Terror”. Já Efeitos Visuais, que sempre foi chamariz de público, teve, claro, seu destaque. E o vencedor não poderia ter sido outro que não “Avatar”.

E aí temos Direção de Arte. “Avatar” também levou esse (mas perdeu Efeitos Sonoros e Mixagem) e me pergunto por que o filme sequer concorreu a Melhor Maquiagem ou Figurino. Por que os membros da Academia levam em conta cenários e cores geradas por computação gráfica, mas não consideram figurinos, penteados e maquiagem feitos através da mesma ferramenta? Paradoxo estranho.

“Guerra ao Terror” e “Avatar” só não dominaram as categorias de atuação, que também ficaram dentro do previsto. Jeff Bridges levou o Oscar de Ator por “Coração Louco”, num prêmio que teve mais cara de homenagem por conjunto da obra. Sandra Bullock ganhou o Oscar de Atriz por “Um Sonho Possível” e agora pode voltar a fazer as bobagens que dominam seu currículo. Mo’nique ganhou como Coadjuvante por “Preciosa”, o que não dá para questionar, pois até mesmo nos clipes apresentados ela se demonstra superior às demais indicadas. E Christoph Waltz garantiu a “Bastardos Inglórios” o único prêmio da noite. Que seja um sinal de que Waltz ofereça outro belos trabalhos e não fique conhecido apenas por esse papel, que foi um presente em tanto dado por Quentin Tarantino.

Outros destaques entre os premiados são “O Segredo dos Seus Olhos” como Melhor Filme Estrangeiro, um bravo reconhecimento ao cineasta argentino Juan José Campanella (diretor de “O Filho da Noiva” e “Clube da Lua”); e “Up – Altas Aventuras”, que além de Melhor Animação ganhou Melhor Trilha Sonora para Michael Giacchino – um dos melhores da nova geração de compositores de “trilhas clássicas”.

Em relação à cerimônia, alguns avanços em relação ao ano passado. A dinâmica da apresentação por duas pessoas funcionou bem, com Steve Martin e Alec Baldwin criando diálogos, completando as piadas um do outro e fazendo piadas entre si. O ritmo da cerimônia, porém, foi irregular. Se começou ágil, quase não parecendo Oscar, da metade em diante voltou à tradicional lengalenga, com número de dança e falatório impertinente.

Ainda assim, os produtores conseguiram enxugar mais de meia hora em relação à duração dos anos anteriores. Parte disso graças à eliminação do bloco do Oscar Honorário. Este ano, resumiram tudo a um clipe com imagens de um jantar oferecido aos homenageados (os principais foram Roger Corman e Lauren Bacall), que em seguida se levantaram na platéia para receber os aplausos. Por um lado, essa mudança fez a cerimônia correr. Por outro, não deu o destaque merecido aos homenageados. A premiação dos curtas tomou mais tempo, para se ter uma ideia, e olha que este é um bloco do qual geralmente se livram logo.

Mas, claro, a duração do Oscar poderia ter sido ainda menor. Se a homenagem a John Hughes marcou um dos momentos altos da noite (foi emocionante relembrar a carreira do cineasta e também ver seus familiares na platéia claramente emocionados e agradecidos pela honra), a homenagem aos filmes de terror soou totalmente desnecessária e sem contexto. Ao que parece, surgiram com a ideia pela necessidade de citar “Lua Nova” e “Atividade Paranormal”, que foram marcos da arrecadação do cinema americano em 2009. Mas convenhamos: “Lua Nova” sequer é um filme de terror. Ver uma cena desse romance adolescente em meio a tantos clássicos do horror é uma afronta não apenas aos fãs do gênero, mas à sanidade dos próprios organizadores do Oscar. Sem falar que não se lembraram de citar “[REC]” ou “O Orfanato” ou qualquer filme do Guillermo Del Toro ou mesmo unzinho sequer das dezenas de filmes asiáticos refeitos por Hollywood nos últimos anos. Já os remakes tiveram espaço no clipe, claro. Gafe da noite.

Abaixo, a lista completa de premiados da 82ª edição do Oscar:

Melhor Filme
Guerra ao Terror

Melhor Direção
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror

Melhor Ator
Jeff Bridges, “Coração Louco”

Melhor Atriz
Sandra Bullock, “Um Sonho Possível”

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique, “Preciosa”

Melhor Roteiro Original
Mark Boal, “Guerra ao Terror

Melhor Roteiro Adaptado
Geoffrey Fletcher, “Preciosa”

Melhor Fotografia
Avatar

Melhor Montagem
Guerra ao Terror

Melhor Direção de Arte
Avatar

Melhor Figurino
The Young Victoria

Melhor Maquiagem
Star Trek

Melhores Efeitos Visuais
Avatar

Melhor Trilha Sonora Original
Michael Giacchino, “Up – Altas Aventuras

Melhor Canção Original
“The Weary Kind (Theme From Crazy Heart)”, “Coração Louco”

Melhor Edição de Som
Guerra ao Terror

Melhor Mixagem de Som
Guerra ao Terror

Melhor Filme Estrangeiro
O Segredo dos Seus Olhos

Melhor Animação
Up – Altas Aventuras

Melhor Documentário
The Cove

Melhor Curta
The New Tenants

Melhor Curta – Animação
Logorama

Melhor Curta – Documentário
Music by Prudence

OSCAR 2012: Os vencedores e o tratado franco-americano

Fazendo valer seu favoritismo, “O Artista” sagrou-se o grande vencedor do Oscar 2012, levando os troféus de Melhor Filme, Melhor Diretor para o francês Michel Hazanavicius, Melhor Ator para Jean Dujardin, Melhor Trilha Sonora e Melhor Figurino. Podemos falar “grande vencedor” pois o longa-metragem faturou três dos principais prêmios da noite. Em números, deu empate com “A Invenção de Hugo Cabret”, que era o filme com a maior quantidade de indicações: 11, uma a mais que “O Artista”. “Hugo” ganhou como Melhor Fotografia, Direção de Arte, Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som.

 

O maior prêmio que Jean Dujardin ganhou ontem à noite.(Foto: ©A.M.P.A.S.)

 

Foi uma vitória justa? Sim. Podemos dizer que, sim, “O Artista” mereceu ganhar, pois, independente da força política do nome dos irmãos Weinstein junto à Academia, é um belo filme, que diverte, emociona e ainda faz um comentário sobre Hollywood e sua tendência de sempre priorizar o que é mais novo, o que está na moda, sobre aquilo que se tornou supostamente antiquado (meu texto sobre o filme).

 

De certa forma, “A Invenção de Hugo Cabret”, filme dirigido por Martin Scorsese, também fala sobre isso e mais: enaltece a história do cinema como um todo e faz um apelo pela preservação de filmes – uma bandeira que Scorsese sempre levantou. E o cineasta faz tudo isso usando a tecnologia 3D. Seria uma ótima oportunidade para a Academia consagrar de vez Scorsese com um segundo Oscar e levantar ainda mais a bola do 3D, que tem sido a salvação dos estúdios.

 

A vitória de “Hugo” seria um resultado mais justo, mas “O Artista” foi uma boa escolha em todas as categorias em que venceu – ainda que seja curioso (e estranho) o fato de a Academia ter, pelo segundo ano consecutivo, virado as costas para o cinema americano nas categorias principais, já que, no ano passado, o grande vencedor foi o britânico “O Discurso do Rei”. Mais curioso ainda é a disputa deste ano ter ficado polarizada entre “O Artista”, um filme francês que se passa em Hollywood, e “Hugo”, um filme americano que se passa na França.

 

Dos demais vencedores do Oscar 2012, temos alguns destaques:

 

– “A Dama de Ferro” foi o único filme além de “O Artista” e “A Invenção de Hugo Cabret” com mais de uma estatueta, ficando com duas bem previsíveis (Melhor Maquiagem e Melhor Atriz para Meryl Streep, que ganhou o terceiro Oscar de sua carreira);

 

– “Meia-Noite em Paris” ganhou como Melhor Roteiro Original, rendendo merecidamente a Woody Allen o seu quarto Oscar;

 

– Christopher Plummer, aos 82 anos, se tornou o mais velho vencedor de um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Toda Forma de Amor”, filme lançado direto em DVD no Brasil;

 

– “Os Muppets” faturou o prêmio de Melhor Canção, deixando o Brasil novamente sem Oscar, já que Sérgio Mendes e Carlinhos Brown concorriam com uma das músicas da animação “Rio”. Não dá nem para dizer que foi justo ou injusto, pois os dois únicos concorrentes da categoria se equiparavam. Mas não custa lembrar que Hollywood adora os Muppets, então, o resultado já era esperado;

 

– Por fim, o iraniano “A Separação” ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro, com todo mérito e sem nenhuma surpresa. Para nós, brasileiros, de certa forma é ruim, pois significa que dificilmente veremos os demais indicados da categoria nos cinemas brasileiros, e “A Separação” já está em cartaz.

 

(Foto: Mark Davis – © 2012 WireImage)

 

Ah! Vale mencionar ainda o retorno de Billy Crystal ao Oscar como anfitrião. A Academia devia fazer um contrato vitalício para ele: o cara realmente se sente em casa apresentando a cerimônia. Uma pena que só mesmo o tradicional número de abertura (montagem de cenas com Crystal inserido + medley com os indicados) tenha se destacado. As demais piadas do ator foram boas, mas não empolgaram a cerimônia que, como um todo, manteve um tom mais sóbrio que o ideal e um ritmo não tão cansativo, mas bem longe de ser animador.

 

Lista completa de vencedores do Oscar 2012.

Indicados ao Oscar 2011: "O Discurso do Rei" lidera; "A Origem" fora de Melhor Direção

Agora deu medo, hein? Tudo bem, não vimos o filme ainda. Mas “O Discurso do Rei” tem produção executiva dos irmãos Weinstein e parece que estamos vendo o filme do Oscar de 1999 passar de novo, quando “Shakespeare Apaixonado” varreu uma das mais constrangedoras edições do Oscar. Agora, vemos o longa dirigido pelo relativamente novato Tom Hooper (e se você se lembra, John Madden também era um ilustre desconhecido da maioria do público – e continuou sendo, verdade seja dita) conquistar o prêmio do PGA, o sindicato dos produtores, e liderar a lista de indicações ao Oscar concorrendo em 12 categorias (que podem acabar se traduzindo em menos de meia dúzia de prêmios). Só saberemos se há de fato méritos no filme em 11 de fevereiro, quando ele for lançado no Brasil.

Mas e “A Origem”? Indicado a Melhor Filme, mas fora da disputa pelas estatuetas de Melhor Direção e Montagem, duas categorias fortíssimas na arrancada rumo à vitória na categoria principal. O filme de Christopher Nolan de repente perde pontos na bolsa de apostas, enquanto “Bravura Indômita”, dos irmãos Coen, cresce. “A Rede Social” e “Toy Story 3” continuam com chances, portanto, teremos um Oscar competitivo este ano, o que é a melhor notícia de todas.

Algumas observações aleatórias:

– Os irmãos Coen são os veteranos da turma indicada ao Oscar de Melhor Direção. Estamos velhos, fato.

– Pixar 6 hit combo: Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Animação, Canção e Edição de Som (“Toy Story 3”), mais Curta de Animação (“Dia e Noite”).

– Pena a Academia ter indicado só três animações. Bom para “O Mágico”, do Sylvain Chomet”, ruim para “Enrolados”, que merecia ser lembrado.

– Jeremy Renner “pegou” mesmo, segunda indicação consecutiva, agora como Coadjuvante, por “Atração Perigosa” (ano passado, como principal, por “Guerra ao Terror”).

– James Franco será apresentador do Oscar e ao mesmo tempo concorre ao prêmio de Melhor Ator.

– “Lixo Extraordinário”, apesar de ter fortes ligações com o Brasil (co-produção, co-direção e personagem principal), não representa o Brasil no Oscar, já que a Academia indicou oficialmente apenas os britânicos envolvidos: Lucy Walker (diretora) e Angus Aynsley (produtor). Via @saymon_n

– Filmes que saíram no lucro mesmo com apenas uma indicação: “Salt” (Mixagem de Som), “Incontrolável” (Edição de Som), “Além da Vida” (Efeitos Visuais), “Minha Versão do Amor” (Maquiagem) e “Country Strong” (Melhor Canção).

Confira abaixo a lista completa de indicações. A cerimônia de premiação ocorre em 27 de fevereiro.

MELHOR FILME

“Cisne Negro”
“O Vencedor”
“A Origem”
“Minhas Mães e Meu Pai”
“O Discurso do Rei”
“127 Horas”
“A Rede Social”
“Toy Story 3”
“Bravura Indômita”
“Inverno da Alma”

DIREÇÃO

Daren Aronofsky – “Cisne Negro”
David Fincher – “A Rede Social”
Tom Hooper – “O Discurso do Rei”
David O. Russell – “O Vencedor”
Joel Coen e Ethan Coen – “Bravura Indômita”

ROTEIRO ORIGINAL

“A Origem”
“Minhas Mães e Meu Pai”
“O Discurso do Rei”
“Another Year”
“O Vencedor”

ROTEIRO ADAPTADO

“127 Horas”
“Toy Story 3”
“Bravura Indômita”
“A Rede Social”
“Inverno da Alma”

ATOR

Colin Firth – “O Discurso do Rei”
Javier Bardem – “Biutiful”
Jeff Bridges – “Bravura Indômita”
Jesse Eisenberg – “A Rede Social”
James Franco – “127 Horas”

ATRIZ

Annette Bening – “Minhas Mães e Meu Pai”
Nicole Kidman – “Reencontrando a Felicidade”
Michele Williams – “Namorados para Sempre”
Jennifer Lawrence – “Inverno da Alma”
Natalie Portman – “Cisne Negro”

ATOR COADJUVANTE

Christian Bale – “O Vencedor”
John Hawkes – “Iverno da Alma”
Jeremy Renner – “Atração Perigosa”
Mark Ruffalo – “Minhas Mães e Meu Pai”
Geoffrey Rush – “O Discurso do Rei”

ATRIZ COADJUVANTE

Amy Adams – “O Vencedor”
Helena Bonham Carter – “O Discurso do Rei”
Melissa Leo – “O Vencedor”
Hailee Steinfeld – “Bravura Indômita”
Jacki Weaver – “Animal Kingdom”

FOTOGRAFIA

“Cisne Negro” – Matthew Libatique
“A Origem” – Wally Pfister
“O Discurso do Rei” – Danny Cohen
“A Rede Social” – Jeff Cronenweth
“Bravura Indômita” – Roger Deakins

MONTAGEM

“Cisne Negro”
“O Vencedor”
“O Discurso do Rei”
“127 Horas”
“A Rede Social”

TRILHA SONORA ORIGINAL

“Como Treinar Seu Dragão”
“A Origem”
“O Discurso do Rei”
“127 Horas”
“A Rede Social”

CANÇÃO ORIGINAL

“Cooming Home”, de “Country Song”
“I See the Light”, de “Enrolados”
“If I Rise”, de “127 Horas”
“We Belong Together”, de “Toy Story 3”

MIXAGEM DE SOM

“A Origem”
“O Discurso do Rei”
“Salt”
“A Rede Social”
“Bravura Indômita”

EDIÇÃO DE SOM

“A Origem”
“Toy Story 3”
“Tron: O Legado”
“Bravura Indômita”
“Incontrolável”

EFEITOS VISUAIS

“Além da Vida”
“Alice no País das Maravilhas”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1”
“A Origem”
“Homem de Ferro 2”

DIREÇÃO DE ARTE

“Alice no País das Maravilhas”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1”
“A Origem”
“O Discurso do Rei”
“Bravura Indômita”

FIGURINO

“Alice no País das Maravilhas” – Colleen Atwood
“I Am Love” – Antonella Cannarozzi
“O Discurso do Rei” – Jenny Beavan
“A Tempestade” – Sandy Powell
“Bravura Indômita” – Mary Zophres

MAQUIAGEM

“A Minha Versão do Amor”
“Caminho da Liberdade”
“O Lobisomem”

FILME ESTRANGEIRO

“Biutiful” (México), de Alejandro Iñarritu
“Incendies” (Canadá), de Denis Villeneuve
“Em um Mundo Melhor” (Dinamarca), de Susanne Bier
“Dente Canino” (Grécia), de Yorgos Lanthimos
“Fora da Lei” (Argélia), de Rachid Bouchareb.

LONGA DE ANIMAÇÃO

“Como Treinar Seu Dragão”
“O Mágico”
“Toy Story 3”

CURTA DE ANIMAÇÃO

“Dia & Noite”
“The Gruffalo”
“Let’s Pollute”
“The Lost Thing”
“Madagascar, carnet de voyage”

CURTA

“The Confession”
“The Crush”
“God of Love”
“Na Wewe”
“Wish 143”

DOCUMENTÁRIO

“Exit through the Gift Shop”
“Gasland”
“Trabalho Interno”
“Restrepo”
“Lixo Extraordinário”

CURTA DOCUMENTÁRIO

“Killing in the Name”
“Poster Girl”
“Strangers No More”
“Sun Come Up”
“The Warriors of Qiugang”

Vencedores do Oscar 2011

A Academia mandou o cinema americano para a forca na 83ª. edição do Oscar. Entre dez indicados ao prêmio principal, podemos citar pelo menos dois que não são apenas grandes filmes, mas genuínos representantes do cinema americano: “Bravura Indômita“, faroeste à moda antiga, praticamente uma homemagem ao mais americano dos gêneros, e “A Rede Social“, que trata de um tema atualíssimo e desconstrói o protagonista de uma típica história americana. E são filmes dirigidos por expoentes de uma geração de cineastas americanos: David Fincher e os irmãos Joel e Ethan Coen.

Mas a Academia decidiu preterir Fincher e os Coen e premiou “O Discurso do Rei“, um filme inglês, sobre um capítulo da história britânica, dirigido canhestramente pelo ilustre desconhecido Tom Hooper, um filme que só mereceu mesmo o Oscar de Melhor Ator para Colin Firth. O Oscar, que sempre é visto como a grande celebração do cinema americano, preferiu fazer o meio de campo político mais uma vez. Quando Steven Spielberg subiu ao palco para anunciar o vencedor, ele praticamente antecipou (por conta própria ou seguindo o script do teleprompter, não dá para ter certeza) um pedido de desculpas. “Já aconteceu isso antes, relaxem…” Ele sabe disso, já que perdeu para “Shakespeare Apaixonado”, em 1999. Nas duas oscasiões, Harvey Weinstein gargalhava na plateia. O clipe que precedeu a entrega do troféu foi a elegia perfeita, com o personagem de Firth fazendo o discurso do final do filme (aliás, praticamente todos os finais dos indicados foram mostrados ali, danem-se os spoilers), começando com “Neste momento sombrio…”

Outra prova de que a Academia esnobou a qualidade do cinema feito dentro de casa: Francis Ford Coppola foi homenageado no que já se chamou Oscar pelo Conjunto da Obra, mas o cineasta de “Apocalypse Now”, “O Poderoso Chefão” e “A Conversação” foi colocado nos fundos da plateia do Kodak Theatre. E pior: não teve direito a discurso no palco, quando apareceu junto a Eli Wallach e Kevin Brownlow, também homenageados (Jean-Luc Godard não perdeu seu tempo e preferiu ficar em casa). A presença deles ao vivo deu um pouco mais de destaque à homenagem, que no ano passado se resumiu ao clipe do jantar de honra. Mas acabou soando desrespeitoso do mesmo jeito.

A cerimônia em si foi mais dinâmica que nos últimos anos, com desempenho acima do esperado dos apresentadores James Franco e Anne Hathaway (ela, especialmente, teve muito mais presença de espírito que seu parceiro; poderia ter dado conta do recado sozinha tranquilamente). O clipe de abertura à la Billy Crystal (que voltou ao Oscar para um mini show de stand-up) foi muito bem feito e escrito. Já o clipe musical, mesmo tendo sido engraçado, parecia mais adequado ao MTV Movie Awards (teve direito até a “Crepúsculo”). E o final, apesar de meio breguinha, com coral de crianças, foi bonito, principalmente com a entrada de todos os vencedores juntos. A ideia foi boa, o elenco é que poderia ter sido melhor escalado. Mas, ei: Natalie Portman ganhou. Só isso já teria valido a noite.

Sobre “Lixo Extraordinário”, não foi nada injusto perder. Criou-se todo esse oba-oba em torno do filme aqui no Brasil, porque a grande mídia adora essas coisas, mas já era esperado que “Trabalho Interno” fosse vencer. Afinal, a categoria de Documentário se tornou desde a era Bush um momento político do Oscar. Um filme sobre a crise financeira que tanto abalou os EUA tinha que ser a bola da vez.

Placar final: “O Discurso do Rei” ganhou quatro Oscar, empatado com “A Origem” (ao meu ver, merecia somente o de Efeitos Visuais e poderia também ter ganhado o de Roteiro Original). “Bravura Indômita” sai como grande injustiçado, sem nada nos bolsos.

Todos os vencedores, acompanhados pelos indicados, a seguir:

MELHOR FILME

“O Discurso do Rei”
“Cisne Negro”
“O Vencedor”
“A Origem”
“Minhas Mães e Meu Pai”
“127 Horas”
“A Rede Social”
“Toy Story 3”
“Bravura Indômita”
“Inverno da Alma”

DIREÇÃO

Tom Hooper – “O Discurso do Rei”
Daren Aronofsky – “Cisne Negro”
David Fincher – “A Rede Social”
David O. Russell – “O Vencedor”
Joel Coen e Ethan Coen – “Bravura Indômita”

ROTEIRO ORIGINAL

“O Discurso do Rei”
“A Origem”
“Minhas Mães e Meu Pai”
“Another Year”
“O Vencedor”

ROTEIRO ADAPTADO

“A Rede Social”
“127 Horas”
“Toy Story 3”
“Bravura Indômita”
“Inverno da Alma”

ATOR

Colin Firth – “O Discurso do Rei”
Javier Bardem – “Biutiful”
Jeff Bridges – “Bravura Indômita”
Jesse Eisenberg – “A Rede Social”
James Franco – “127 Horas”

ATRIZ

Natalie Portman – “Cisne Negro”
Annette Bening – “Minhas Mães e Meu Pai”
Nicole Kidman – “Reencontrando a Felicidade”
Michele Williams – “Namorados para Sempre”
Jennifer Lawrence – “Inverno da Alma”

ATOR COADJUVANTE

Christian Bale – “O Vencedor”
John Hawkes – “Iverno da Alma”
Jeremy Renner – “Atração Perigosa”
Mark Ruffalo – “Minhas Mães e Meu Pai”
Geoffrey Rush – “O Discurso do Rei”

ATRIZ COADJUVANTE

Melissa Leo – “O Vencedor”
Amy Adams – “O Vencedor”
Helena Bonham Carter – “O Discurso do Rei”
Hailee Steinfeld – “Bravura Indômita”
Jacki Weaver – “Animal Kingdom”

FOTOGRAFIA

“A Origem” – Wally Pfister
“Cisne Negro” – Matthew Libatique
“O Discurso do Rei” – Danny Cohen
“A Rede Social” – Jeff Cronenweth
“Bravura Indômita” – Roger Deakins

MONTAGEM

“A Rede Social”
“Cisne Negro”
“O Vencedor”
“O Discurso do Rei”
“127 Horas”

TRILHA SONORA ORIGINAL

“A Rede Social”
“Como Treinar Seu Dragão”
“A Origem”
“O Discurso do Rei”
“127 Horas”

CANÇÃO ORIGINAL

“We Belong Together”, de “Toy Story 3”
“Coming Home”, de “Country Song”
“I See the Light”, de “Enrolados”
“If I Rise”, de “127 Horas”

MIXAGEM DE SOM

“A Origem”
“O Discurso do Rei”
“Salt”
“A Rede Social”
“Bravura Indômita”

EDIÇÃO DE SOM

“A Origem”
“Toy Story 3”
“Tron: O Legado”
“Bravura Indômita”
“Incontrolável”

EFEITOS VISUAIS

“A Origem”
“Além da Vida”
“Alice no País das Maravilhas”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1”
“Homem de Ferro 2”

DIREÇÃO DE ARTE

“Alice no País das Maravilhas”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1”
“A Origem”
“O Discurso do Rei”
“Bravura Indômita”

FIGURINO

“Alice no País das Maravilhas” – Colleen Atwood
I Am Love” – Antonella Cannarozzi
“O Discurso do Rei” – Jenny Beavan
“A Tempestade” – Sandy Powell
“Bravura Indômita” – Mary Zophres

MAQUIAGEM

“O Lobisomem”
“A Minha Versão do Amor”
“Caminho da Liberdade”

FILME ESTRANGEIRO

“Em um Mundo Melhor” (Dinamarca), de Susanne Bier
“Biutiful” (México), de Alejandro Iñarritu
“Incendies” (Canadá), de Denis Villeneuve
“Dente Canino” (Grécia), de Yorgos Lanthimos
“Fora da Lei” (Argélia), de Rachid Bouchareb.

LONGA DE ANIMAÇÃO

“Toy Story 3”
“Como Treinar Seu Dragão”
“O Mágico”

CURTA DE ANIMAÇÃO

“The Lost Thing”
“Dia e Noite”
“The Gruffalo”
“Let’s Pollute”
“Madagascar, carnet de voyage”

CURTA

“God of Love”
“The Confession”
“The Crush”
“Na Wewe”
“Wish 143”

DOCUMENTÁRIO

“Trabalho Interno”
“Exit through the Gift Shop”
“Gasland”
“Restrepo”
“Lixo Extraordinário”

CURTA DOCUMENTÁRIO

“Strangers No More”
“Killing in the Name”
“Poster Girl”
“Sun Come Up”
“The Warriors of Qiugang”

Indicados ao Oscar 2012: culto ao passado

Os dois principais indicados ao Oscar 2012 são filmes emblemáticos na representação que fazem da evolução da linguagem cinematográfica. Vejamos: “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese, é um filme 3D, formato que está na moda e que tem salvado os cofres de vários estúdios. Já “O Artista” está na outra ponta: é um filme mudo e preto e branco que celebra um modo de fazer cinema há muito tempo em desuso e que só foi reconhecido pela Academia uma única vez, logo em sua primeira cerimônia, em 1929, quando “Asas” ganhou como Melhor Filme.

 

Mas mais do que serem representantes de dois momentos distintos e importantes da história do cinema, “Hugo” e “O Artista” simbolizam o culto ao passado, ou à memória, do qual o cinema americano tem vivido já há algum tempo. Se pararmos para analisar a produção hollywoodiana recente, especialmente no último ano, veremos que cada vez mais refilmagens e continuações têm chegado às telas, sem apresentar ideias originais como era costume da “indústria dos sonhos” em décadas anteriores. E entre os filmes que não são adaptações de material prévio (HQs, livros, desenhos animados, brinquedos), notamos a presença de títulos como, por exemplo, “Super 8”, que é uma homenagem aos filmes que Steven Spielberg fez nos anos 80. O próprio Spielberg acabou de fazer também sua volta ao passado com “As Aventuras de Tintim”, que é um resgate (outro termo muito usado para mascarar a falta de criatividade) de um personagem dos quadrinhos e, ao mesmo tempo, um retorno do diretor ao tipo de filme de aventura que ele mesmo já havia resgatado com “Indiana Jones”.

 

E assim voltamos a “A Invenção de Hugo Cabret” e “O Artista”. Independente das qualidades e méritos artísticos próprios, são dois filmes que também se apoiam no resgate e nas homenagens. O filme mudo franco-belga, dirigido por Michel Hazanavicius, já é ele mesmo uma referência a uma era. E o filme de Scorsese é repleto de citações aos primórdios da sétima arte, com direito a uma menção direta a George Méliès, autor do clássico “Viagem à Lua”, de 1902. O cinema de Scorsese, aliás, sempre reverenciou o próprio cinema, e em outros anos já tivemos filmes indicados ao Oscar que também possuem esse olhar (carinhoso, sem dúvida) para o passado – algo que a própria Academia ama fazer nas cerimônias do Oscar, vale dizer. Mas vivemos um momento em que filmes sobre filmes se tornam cada vez mais comuns (muito disso provavelmente se deve a Quentin Tarantino), e notar que os líderes em indicações são também filmes sobre filmes é, no mínimo, curioso.

 

Outros indicados

 

Só mais algumas observações pontuais sobre os demais indicados:

 

– A Academia fez muito bem em não indicar “Carros 2” ao Oscar de Melhor Filme de Animação (diferente do Globo de Ouro) e acertou ao escolher “Um Gato em Paris”, que só não foi a melhor animação que vi ano passado porque “O Mágico”, que é de 2010, chegou ao país com atraso. De toda forma, a Pixar está representada no Oscar com o curta “La Luna”, que pode salvar John Lasseter de passar batido pela premiação, já que a Disney (onde ele atua como consultor criativo) também não emplacou nenhuma indicação com “O Ursinho Pooh”. O estúdio, aliás, só concorre a Melhor Canção Original (mas é claro!) com “Os Muppets”.

 

– Muito bom ver “A Árvore da Vida” e “Meia-Noite em Paris” indicados nas principais categorias. Um Oscar em que Scorsese disputa Melhor Direção com Woody Allen e Terrence Malick tem que ser respeitado. No entanto, é bastante provável que veremos dois assentos vazios na hora da entrega do prêmio.

 

– Por enquanto (ainda não vi todos os filmes, claro), Rooney Mara tem minha torcida para Melhor Atriz, pois ela realmente mata a pau em “Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Meryl Streep provavelmente já tinha a indicação garantida no contrato que assinou para trabalhar em “A Dama de Ferro”, até porque seu trabalho no filme está longe de suas melhores atuações.

 

– É estranho “As Aventuras de Tintim” ter sido lembrado apenas como Melhor Trilha Sonora, mas gostei de ver Spielberg representado por “Cavalo de Guerra” em Melhor Filme, já que é um filme que tem muito mais a cara dele.

 

A lista completa de indicações.

Oscar 2009: Sem final surpresa

Desde a farra de “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” em 2004, quando o filme de Peter Jackson levou para casa 11 estatuetas, não se via um indicado terminar a noite com tantos prêmios como “Quem Quer Ser um Milionário”. Neste Oscar 2009, o filme de Danny Boyle terminou com oito vitórias entre as dez que poderia conquistar: perdeu apenas para “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, na categoria Edição de Som, e para si mesmo, na categoria Canção Original, na qual competia com duas músicas.

“Quem Quer Ser um Milionário” é um filme bacana, positivo, levanta o ânimo, mas é só isso. Para ser sincero, considero este o trabalho menos inspirado de Danny Boyle (OK, “A Praia” talvez mereça mais essa classificação) e o roteiro de Simon Beaufoy me irrita muito. É uma das coisas mais convencionais (oh, que coisa ir e voltar na ordem cronológica!) e forçadas (ligar a vida do menino a cada resposta do jogo? Pffff…) que vi desta leva do Oscar. Pelo menos não premiaram Eric Roth, que parece ter pegado o roteiro de “Forrest Gump” e reciclado na forma de “Benjamin Button”. Mas já falamos exaustivamente sobre esse assunto.

Meu favorito entre os indicados era “Milk”, tanto para Filme quanto para Direção. Acabou ficando com Roteiro Original e Ator. O roteirista Dustin Lance Black, aliás, fez um dos mais tocantes e relevantes discursos da noite ao falar abertamente sobre a questão homossexual e os direitos civis, recebendo mais tarde o apoio declarado de Sean Penn – que, aliás, fez questão de citar seu amigo e “concorrente” Mickey Rourke quando foi receber seu prêmio, numa atitude muito cordial e merecida. E por falar em discursos e prêmios para atores, a vitória já esperada de Heath Ledger com o Coringa rendeu a mais bela e justa homenagem que o ator recebeu desde que começou a ser premiado pelo papel. Não pude evitar verter lágrimas ao ver os pais recebendo a estatueta em nome do filho morto. Merecedíssimo prêmio – creio que em vida Ledger também teria ganhado – e correta atitude da Academia de não ligar o cronômetro para o agradecimento da família.

Com a limpa que “Slumdog” fez, a distribuição das demais estatuetas ficou equilibrada: “Benjamin Button” levou três (e perdeu dez! ha ha ha! lero lero!), “Batman” e “Milk” ganharam duas e, com uma, ficaram “O Leitor (Kate Winslet, finalmente!), “Vicky Cristina Barcelona” (Penélope, enfim!), “A Duquesa” (o estranho no ninho do ano) e o japonês “Departures”, que desbancou os favoritos a Melhor Filme Estrangeiro “Entre os Muros da Escola” e “Valsa com Bashir”, tornando-se a única grande surpresa da noite.

“WALL-E” também ganhou um Oscar, de Longa de Animação. E aqui cabe meu protesto: foi vergonhosa a apresentação da categoria este ano. Se o uso de personagens animados em anos anteriores já havia se desgastado, colocar Jack Black (OK, ele dublou o Kung Fu Panda) e Jennifer Aniston (confesso que não entendi) para entregar o troféu se mostrou desnecessário. E para piorar, o clipe de retrospectiva das animações de 2008 só mostrou trechos de filmes que todo mundo conhece, como se não tivessem sido lançadas outras animações ao longo do ano. Nem mesmo “Valsa com Bashir” foi mostrado. Ao invés disso, revezaram cenas de “WALL-E”, “Horton e o Mundo dos Quem”, “Bolt”, “Kung Fu Panda”, “Madagascar 2″…

Por outro lado, a categoria Documentário teve seu devido reconhecimento, tomando quase um bloco inteiro. Com um clipe dirigido por ninguém menos que Albert Maysles, apresentando cada filme indicado (o vencedor foi o favorito, “Man on Wire”), o prêmio foi entregue por Bill Maher, que ano passado estrelou “Religulous” e ainda encaixou piadas sobre religião em seu monólogo de introdução.

Já que comecei a falar da cerimônia, vale dizer que as “grandes mudanças” prometidas pela Academia foram uma grande farsa. Foi um Oscar como qualquer outro, com longas três horas e meia de duração e a mesma fórmula de sempre: prêmio-clipe-intervalo-show-prêmio-intervalo etc. É claro que houve mudanças, mas não foi mais do que se espera ver de diferente a cada ano. De novidades relevantes mesmo só a nova disposição das poltronas (mais juntas ao palco, o que trouxe um clima mais “íntimo” por aproximar platéia e apresentadores) e a forma de apresentar as categorias de atuações. Para cada uma, foram convidados cinco vencedores das estatuetas e eles apresentavam brevemente cada um dos indicados (aliás, colocar Christopher Walken para falar do Michael Shannon só pode ter sido piada interna – pareciam pai e filho de tão parecidos). Tudo bem que alguns textos foram bem piegas, mas o legal disso foi dar a cada nomeado seu minuto de reconhecimento (alguns chegaram até a se emocionar ali mesmo, antes mesmo do anúncio do vencedor) e não apenas aquele clipe com uma cena do filme seguido de um close-up da pessoa na platéia.

No mais, os produtores da cerimônia, Laurence Mark e Bill Condon, como esperado, enfiaram números musicais onde podiam e não podiam (nem mesmo o tradicional clipe in memorian escapou de ter como fundo uma apresentação ao vivo de Queen Latifah). Ficou explicado porque Hugh Jackman foi escalado como anfitrião, já que suas únicas aparições marcantes foram cantando e dançando em dois desses números: um coreografado por Baz Luhrman e com participações de Beyoncé e do casal de High School Musical, fazendo um apanhado de vários musicais famosos (sim, pela enésima vez o Oscar teve um daqueles pout-pourris com canções-tema), e o outro logo no início da cerimônia, na apresentação dos principais indicados (não tinham dito que essa abertura seria extinta?). De resto, Jackman teve uma presença apagada, embora tenha demonstrado muito carisma nas ocasiões em que deu as caras.

Só para completar: os clipes deste ano funcionaram como uma retrospectiva de 2008, e foi sentida a ausência dos trechos de filmes clássicos já premiados pela Academia (esses só apareceram no clipe final, muito bem editado por sinal, que ligou os indicados a Melhor Filme a outros vencedores do Oscar com os quais eles compartilham seus temas). Da dezena de clipes mostrados, gostei daquele escrito por Judd Apatow e Seth Rogen, relembrando as comédias do ano com os personagens de “Pineapple Express” (embora a piada com “O Leitor” e “Dúvida” tenha soado um pouco desrespeitosa para a ocasião). Por outro lado, a apresentação dos indicados a Melhor Fotografia foi desastrosa. Perdeu-se uma oportunidade de valorizar o trabalho de um dos principais profissionais de uma equipe de cinema, para fazer uma piada sobre o “rapper” Joaquin Phoenix, com Ben Stiller fazendo a imitação do ator.

Isso é só um reflexo do que foi a Academia neste e em outros anos, desde as indicações, passando por suas regras voláteis e confusas, até chegar à cerimônia e à premiação: deixam de dar a devida atenção a quem merece. Mas no fim é tudo parte do jogo, não é mesmo?

E vamos de "Lula" para o Oscar

O Ministério da Cultura soltou um press-release sobre a escolha de “Lula, o Filho do Brasil” como representante do Brasil na disputa pelo Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro. Antes do texto completo, algumas considerações:

1. Me parece tão descabido pensar que a escolha tem a ver com questões políticas quanto é pensar que o filme foi feito com intenções eleitoreiras.

2. Descabidas são as declarações do presidente da Academia Brasileira de Cinema e integrante do comitê do MinC, Roberto Farias, que deixam implícita a noção de que a escolha pelo filme de Fábio Barreto se deu por causa do status internacional de Lula. Desde quando isso vai influenciar os membros da Academia que votam nesta categoria?

3. Acima de tudo, o que deveria se levar em conta é a qualidade cinematográfica do filme escolhido, independente se vai ser indicado ou não, se vai ganhar ou não. É uma questão de princípios, ainda mais por se tratar de uma comissão que tem em seu corpo nomes como Jean Claude Bernardet, Leon Cakoff, Tata Amaral, Cássio Starling Carlos e o próprio Roberto Farias, que ainda me vem com a pérola: “Votamos no filme que nos pareceu mais bem feito, que honra a cinematografia brasileira”. E a decisão foi unânime.

4. Outra pérola de Farias: “Glória Pires se torna uma excelente candidata ao prêmio de Melhor Atriz”. Uma indicação dessa seria uma mais do que agradável surpresa, mas nunca foi nem será uma aposta. Glória é a melhor coisa do filme, sim, mas daí a projetá-la como candidata a Oscar é excesso de confiança.

5. Felizmente, ninguém falou nada sobre honrar Fábio Barreto ou coisa assim. Primeiro, que o fato de ter dirigido “O Quatrilho”, que foi indicado ao Oscar, não significa que ele será de novo. E segundo, que o fato de ele ter se acidentado não faz dele um cineasta melhor. Ou pior. Ele continua o mesmo.

6. Enfim, não guardo muitas expectativas quanto à indicação. Acho que ficará para o próximo ano mais uma vez. Eu apostava em pelo menos outros cinco filmes: “A Suprema Felicidade”, do Arnaldo Jabor (não vi ainda, mas tem peso); “As Melhores Coisas do Mundo”, da Laís Bodanzky; “Cabeça a Prêmio“, do Marco Ricca; “Hotel Atlântico“, de Suzana Amaral; e “Bróder”, de Jeferson De (não vi ainda, mas já ganhou Gramado e foi bem em Paulínia, tem peso também). Até “Chico Xavier” eu achava que seria uma escolha mais sensata (ou esperada) que “Lula” por tudo que já foi dito sobre o filme de Daniel Filho e pelo momento que nosso mercado atravessa.

Segue o press-release do MinC:

“Lula, o Filho do Brasil” é escolhido por unanimidade para concorrer à indicação ao Oscar 2011

Pela primeira vez, Comissão de Seleção é ampliada para incluir representantes indicados pela sociedade civil

Brasília, 23 de setembro de 2010 – O presidente da Academia Brasileira de Cinema, Roberto Farias, anunciou que, por opinião unânime da Comissão de Seleção, o longa-metragem “Lula, o Filho do Brasil” (dir. Fábio Barreto; Brasil, 2009) vai concorrer a uma indicação à categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira na 83ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences – Oscar 2011. A decisão foi divulgada no final da manhã desta quinta-feira (23), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

“Votamos no filme que nos pareceu mais bem feito, que honra a cinematografia brasileira e tem como atriz Glória Pires, que se torna uma excelente candidata ao prêmio de Melhor Atriz”, explicou Roberto Farias. “Nossa posição não tem nenhuma ligação política. Lula é uma estrela aqui e fora daqui, internacionalmente conhecida”, completou.

Agora, o filme concorrerá com produções de mais de 95 países à indicação final. Os cinco longas selecionados para concorrer ao Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira serão anunciados em 25 de janeiro do próximo ano. A cerimônia de premiação será realizada no dia 27 de fevereiro de 2011.

Ao todo, 23 filmes brasileiros disputaram a chance para tentar uma vaga em um dos prêmios mais cobiçados da sétima arte foram: “A Suprema Felicidade”, “Antes que o Mundo Acabe”, “As Melhores Coisas do Mundo”, “Bróder”, “Carregadoras de Sonhos”, “Cabeça a Prêmio”, “Cinco Vezes Favela – Agora Por Nós Mesmos”, “Chico Xavier”, “É Proibido Fumar”, “Em Teu Nome”, “Hotel Atlântico”, “Lula, o Filho do Brasil”, “Nosso Lar”, “O Bem Amado”, “O Grão”, “Olhos Azuis”, “Os Inquilinos”, “Os Famosos e os Duendes da Morte”, “Ouro Negro”, “Quincas Berro D’água”, “Reflexões de um Liquidificador”, “Sonhos Roubados” e “Utopia e Barbárie”.

Comissão de Seleção

Este ano, pela primeira vez, a Comissão de Seleção foi ampliada e o Ministério da Cultura não foi a única instituição a indicar os membros dessa comissão que escolheu o concorrente brasileiro. O grupo é composto por nove representantes, indicados pela Academia Brasileira de Cinema (ABC), Agência Nacional de Cinema (Ancine) e pelo Ministério da Cultura (MinC). Veja a lista:

Nome / Perfil / Indicado (a) por

Roberto Farias / Cineasta, presidente da Academia Brasileira de Cinema / ABC

Clélia Bessa / Produtora de cinema e professora da PUC-RJ / ABC

Elisa Tolomelli / Produtora, diretora e roteirista de cinema / ABC

Mariza Leão Salles de Rezende / Produtora de cinema e presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV) / ABC

Leon Cakoff / Crítico de cinema, criador e diretor da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo / Ancine

Márcia Lellis de Souza Amaral (Tata Amaral) / Cineasta / Ancine

Cássio Henrique Starling Carlos / Jornalista e crítico de cinema / MinC

Frederico Hermann Barbosa Maia / Assessor do Ministério da Cultura / MinC

Jean Claude Bernardet / Cineasta, crítico cinematográfico, escritor, teórico e professor da UnB e da USP / MinC

O Discurso do Rei

Vários fatores justificam as 12 indicações de “O Discurso do Rei” ao Oscar deste ano. Podemos citar a conhecida preferência dos membros da Academia por histórias de época e que envolvem os bastidores do poder. Há também o longo namoro que o Oscar tem com o cinema britânico, tendo premiado filmes como “A Rainha” e “Shakespeare Apaixonado”, só para citar alguns mais recentes. E existe ainda a questão da politicagem por trás da premiação: os irmãos Bob e Harvey Weinstein, produtores executivos e distribuidores do filme nos Estados Unidos, são conhecidos por terem grande influência no meio. Eles já haviam garantido o Oscar de “Shakespeare Apaixonado” em 1999 e, este ano, a história parece se repetir, embora a concorrência seja mais forte. Por fim, há a questão da extinção do UK Film Council, anunciada em julho do ano passado. Trata-se da agência criada pelo governo britânico para financiar o cinema do país. O fim dela tem gerado muitos protestos e ganhado simpatizantes, inclusive no cinema americano, tendo Clint Eastwood como um de seus porta-vozes. Portanto, a presença maciça de “O Discurso do Rei” na mídia durante a temporada de premiações é reflexo dessa crise, uma tentativa de “salvar” o cinema britânico.

Pois bem, de todas essas razões que levaram o filme sobre a gaguez do Rei George VI a ganhar prêmios e virar favorito ao Oscar, nenhuma é uma razão de mérito artístico. Estranho, quando estamos falando de uma obra de arte, e é como tal que devemos analisá-la. Dirigido por Tom Hooper – cineasta novato, conhecido apenas pela pouco vista comédia “Maldito Futebol Clube” e por séries de TV que não chegaram ao Brasil – “O Discurso do Rei” não chega nem a ser um filme burocrático. É um filme de fórmula, estudado para fazer rir aqui e fazer chorar ali. É um conto de fadas, com direito até a um “felizes para sempre”.

Hooper se esforça para ser espontâneo ao menos no estilo, mas acaba criando um incômodo na composição estranha das cenas, enquadrando os atores nos cantos do quadro enquanto o restante é preenchido por objetos e cenários arranjados à força. Aliás, a obsessão do cineasta por tudo o que há em cena, menos as pessoas sobre quem está falando, já pode ser observada logo no início, quando ele abre o longa filmando um microfone por todos os ângulos. E nem é o microfone do rei!

Felizmente, há Colin Firth no papel principal. Firth é um grande ator e seu trabalho, sim, justifica o favoritismo ao Oscar a que ele concorre. Sua interpretação tem momentos de exagero, mas é notável como ele transforma esse exagero num desconforto para o personagem, que é um homem tímido e que se vê refém da condição de governante. Geoffrey Rush, como o fonoaudiólogo que ajuda o rei a controlar a dicção, também está em ótima forma e demonstra que um ator consagrado não precisa se diminuir em um papel coadjuvante. Já Helena Bonham-Carter, que garantiu a terceira indicação do elenco ao Oscar, tem uma atuação correta e distinta das personagens esquisitonas que ela costuma interpretar, mas não será injusto se ela não for premiada.

Portanto, “O Discurso do Rei” é um filme que se sobressai muito mais pelo trabalho dos atores. Que ele ocupasse uma das dez vagas entre os indicados ao Oscar não é problema. É uma boa história, embora como filme poderia ter sido substituído tranquilamente por meia dúzia de títulos melhores lançados no ano passado e que foram esnobados pela Academia (“O Escritor Fantasma”, alguém?). O que o descredencia é o fato de poder sair vitorioso por questões que estão além da tela, quando há claramente filmes mais dignos na competição. Mas Oscar nunca foi merecimento, não é verdade?

O Discurso do Rei (The King’s Speech, 2010, Reino Unido/Austrália/EUA)
direção: Tom Hooper; roteiro: David Seidler; fotografia: Danny Cohen; montagem: Tariq Anwar; música: Alexandre Desplat; produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin; com: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Derek Jacobi, Timothy Spall, Guy Pearce, Michael Gambon, Freya Wilson, Freya Wilson; estúdio: See Saw Films, Bedlam Productions; distribuição: Paris Filmes. 118 min

Indicados ao Oscar 2010

“Avatar” e “Guerra ao Terror” conquistam nove indicações cada (sem novo recorde, portanto, James Cameron) e confirmam a previsão de que a disputa no Oscar deste ano ficaria polarizada entre esses dois filmes. Mas não vamos nos esquecer que fortes concorrentes correm por fora: “Bastardos Inglórios” tem oito indicações (o maior número de nomeações para um filme de Quentin Tarantino, superando as sete de “Pulp Fiction”); o queridinho dos americanos, “Amor Sem Escalas”, concorre a seis estatuetas, assim como o indie hit do ano, “Preciosa”; e não vamos nos esquecer de “Up – Altas Aventuras”, que marca a volta da animação à categoria Melhor Filme (antes, só “A Bela e a Fera” havia conseguido ser indicado ao prêmio principal, em 1992) e concorre diretamente com “Avatar” e “Guerra ao Terror” na maioria das categorias.

Vale destacar ainda as boas surpresas: “A Fita Branca”, de Michael Haneke, “rompeu” a barreira da categoria Melhor Filme Estrangeiro e entrou na disputa por Melhor Fotografia; Nick Park (um dos cabeças da Aardman e criador de Wallace e Gromit) volta ao Oscar com sua sexta indicação, agora pelo curta animado “A Matter of Loaf and Death”; e “Distrito 9” e “Um Homem Sério” foram indicados a Melhor Filme, o que já justifica a ampliação do número de nomeações de cinco para dez. Na nossa opinião, “Star Trek” merecia ter entrado também, assim como “Inimigos Públicos” – que parece não ter contado com uma boa campanha e foi completamente esquecido pela Academia. Ainda não vimos “Invictus”.

Confira abaixo a lista completa de indicados. A cerimônia do Oscar acontece em 7 de março.

Melhor Filme
Amor Sem Escalas
Avatar
Bastardos Inglórios
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Um Sonho Possível
Preciosa
Um Homem Sério
Up – Altas Aventuras

Melhor Direção
James Cameron, “Avatar
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror
Lee Daniels, “Preciosa”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios

Melhor Ator
Colin Firth, “Direito de Amar”
George Clooney, “Amor Sem Escalas
Jeff Bridges, “Crazy Heart”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao Terror

Melhor Atriz
Carey Mulligan, “Educação”
Gaboury Sidibe, “Preciosa”
Helen Mirren, “The Last Station”
Meryl Streep, “Julie & Julia”
Sandra Bullock, “Um Sonho Possível”

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios
Christopher Plummer, “The Last Station”
Matt Damon, “Invictus”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Woody Harrelson, “O Mensageiro”

Melhor Atriz Coadjuvante
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas
Maggie Gyllenhaal, “Crazy Heart”
Mo’Nique, “Preciosa”
Penelope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas

Melhor Roteiro Original
Alessandro Camon e Oren Moveman, “O Mensageiro”
Bob Peterson e Pete Docter, “Up – Altas Aventuras
Joel e Ethan Coen, “Um Homem Sério”
Mark Boal, “Guerra ao Terror
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios

Melhor Roteiro Adaptado
Geoffrey Fletcher, “Preciosa”
Jason Reitman e Sheldon Turner, “Amor Sem Escalas
Jesse Armstrong, Samon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche, “In the Loop”
Neill Blomkamp, “Distrito 9
Nick Hornby, “Educação”

Melhor Fotografia
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Bastardos Inglórios
A Fita Branca
Guerra ao Terror
Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Melhor Montagem
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Bastardos Inglórios
Distrito 9
Guerra ao Terror
Preciosa

Melhor Direção de Arte
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O Imaginário do Doutor Parnassus
Nine
Sherlock Holmes
The Young Victoria

Melhor Figurino
O Brilho de uma Paixão
Coco Antes de Chanel
O Imaginário do Doutor Parnassus
Nine
The Young Victoria

Melhor Maquiagem
Il Divo
Star Trek
The Young Victoria

Melhores Efeitos Visuais
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Distrito 9
Star Trek

Melhor Trilha Sonora Original
Alexandre Desplat, “O Fantástico Sr. Raposo
Hans Zimmer, “Sherlock Holmes
James Horner, “Avatar
Marco Beltrami e Buck Sanders, “Guerra ao Terror
Michael Giacchino, “Up – Altas Aventuras

Melhor Canção Original
“Almost There”, “A Princesa e o Sapo”
“Down in New Orleans”, “A Princesa e o Sapo”
“Loin de Paname”, “Paris 36”
“Take it All”, “Nine”
“The Weary Kind (Theme From Crazy Heart)”, “Crazy Heart”

Melhor Edição de Som
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Bastardos Inglórios
Guerra ao Terror
Star Trek
Up – Altas Aventuras

Melhor Mixagem de Som
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Bastardos Inglórios
Guerra ao Terror
Transformers: A Vingança dos Derrotados
Star Trek

Melhor Filme Estrangeiro
Ajami
A Fita Branca
O Profeta
O Segredo dos Seus Olhos
A Teta Assustada

Melhor Animação
Coraline e o Mundo Secreto
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
The Secret of Kells
Up – Altas Aventuras

Melhor Documentário
Burma VJ
The Cove
Food, Inc.
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home

Melhor Curta
The Door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants

Melhor Curta – Animação
French Roast
Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty
The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)
Logorama
A Matter of Loaf and Death

Melhor Curta – Documentário
China’s Unnatura Disaster: The Tears of Sichuan
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin

Parabólica: O novo Superman, "O Discurso do Rei" franco favorito ao Oscar, mais: Sundance, RIP John Barry, "Up" live-action e Bruna Surfistinha


Foto-montagem por Ralph Damiani

A semana começou quente já no domingo com o anúncio de Henry Cavill como o novo Superman. O ator ganhou este ano o troféu Por Eles ELAS Entram em Coma!, o que certamente influenciou na decisão da Warner. :)

Ainda sobre o novo Superman, o blog The Playlist lista os cinco vilões que poderiam ser usados no filme. E Lex Luthor não está entre eles.

A corrida pelo Oscar também segue agitada e “O Discurso do Rei” toma a dianteira isolado ao vencer o prêmio do DGA, o sindicato dos diretores. A última vez que um vencedor do DGA não ganhou o Oscar de Direção foi em 2003, quando Roman Polanski (“O Pianista”) bateu Rob Marshall (“Chicago”). Ainda dá, Fincher. Ainda dá.

E adivinhe quem ganhou a premiação do SAG, o sindicato dos atores? Ele mesmo, “O Discurso do Rei”, com melhor ator e elenco. “O Vencedor” teve os melhores coadjuvantes e Natalie, sempre Natalie, melhor atriz.

Os vencedores de Sundance, incluindo “Senna” como Melhor Documentário segundo o Júri Popular.

Morreu o compositor John Barry, aos 77 anos. Entre seus trabalhos mais marcantes, estão 12 filmes do James Bond, “Perdidos na Noite”, “O Leão no Inverno”, “Dança Com Lobos” e “Entre Dois Amores”.

O garoto Kodi Smit-McPhee, em cartaz com “Deixe-Me Entrar“, está no elenco do próximo filme de Ari Folman, diretor de “Valsa Com Bashir”. O projeto é uma ficção-científica que pode ser considerada um “Crepúsculo dos Deuses” futurista. Robin Wright será uma atriz em decadência porque os estúdio pararam de contratá-la para usarem apenas a sua imagem. O longa também será uma animação, ao estilo de “Bashir”. Mais informações.

Por algum motivo obscuro, John Woo voltou a falar em produzir uma refilmagem de “The Killer”. Agora, em 3D.

E se a Pixar tivesse feito “Up – Altas Aventuras” em 1965?

Via @SylvioGoncalves

Numa quase continuação de “Eu Te Amo, Cara”, Jason Segel e Paul Rudd finalmente encontram os membros do Rush no camarim.

E para finalizar, o péssimo cartaz de “Bruna Surfistinha”.

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