O Mineiro e o Queijo

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O documentário “O Mineiro e o Queijo” lembra muito um produto artesanal, exatamente como os saborosos queijos produzidos nas regiões mineiras do Serro e da Canastra, que servem como eixo narrativo para o filme de Helvécio Ratton.

É um filme artesanal porque percebemos na tela que a aproximação que o cineasta dá ao objeto do filme vai além de simplesmente problematizar a legislação que proíbe a venda do Queijo Minas Artesanal fora dos limites do estado. É a visão de Helvécio, visão de alguém que conhece os mineiros intimamente, que dá ao documentário um toque humano e caloroso que desvia o espectador de um possível tédio à medida que o filme contextualiza as questões políticas que envolvem a produção queijeira do país.



Pode fazer falta um trato estético mais apurado à imagem, mas isso não deixa de ser um charme de “O Mineiro e o Queijo”: um filme meio bruto na aparência, mas sensível na abordagem das pessoas que vivem aquilo que a maioria de nós, da capital, só conhece na mesa do café da manhã e na tela da televisão.

Helvécio oferece no documentário uma interessante reflexão sobre a cultura queijeira e mineira, algo que a ultrapassada legislação, respaldada por aparente má vontade política, impede de ser saboreada além das montanhas.

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