"Alzira E - Aquilo que Eu Nunca Perdi" (2021), de Marina Thomé - Divulgação
"Alzira E - Aquilo que Eu Nunca Perdi" (2021), de Marina Thomé - Divulgação

Festival In-Edit chega à 13ª edição e exibe 50 documentários musicais

Memórias, histórias e trajetórias de grandes nomes da música mundial, exploradas pelo cinema documental, estão novamente em foco na 13ª edição do Festival Internacional do Documentário Musical, o In-Edit Brasil. O evento começa nesta quarta-feira (16), apresentando 50 títulos nacionais e internacionais e fazendo uma homenagem ao diretor D. A. Pennebaker.

Pela segunda vez, por causa da pandemia de Covid-19, o festival será realizado de forma online, podendo ser acessado de todo o país. O evento vai até 27 de junho.

Entre os documentários musicais que serão apresentados, 22 são títulos inéditos sobre artistas contemporâneos. Entre eles, o documentário “Crock of Gold: A Few Rounds with Shane MacGowan”, dirigido por Julien Temple e produzido por Johnny Depp, que faz uma homenagem ao vocalista da banda irlandesa The Pogues. Há também documentários sobre cantores brasileiros como Jair Rodrigues, Luiz Melodia e Paulo César Pinheiro.

Mas não são apenas os artistas o foco do festival. O In-Edit mostra também a história de bandas, estilos musicais e grandes festivais da música, além de explorar viagens e ritmos.

Há filmes para amantes do heavy metal, como “Metal: A Headbanger’s Journey”, dos diretores Sam Dunn, Scot McFadyen e Jessica Joy Wise; e para os amantes do hip hop brasileiro, como “Histórias e Rimas – O Filme”, de Rodrigo Giannetto, com depoimentos de Thaíde, Mano Brown, Karol Conká, Dexter, Emicida, Projota e Marcelo D2, entre outros. Há também road movie, como o documentário “Dois Tempos”, dirigido por Pablo Francischelli, uma viagem musical com Yamandu Costa e o músico argentino Lucio Yanel.

Entre os destaques internacionais está “All I Can Say”, dos diretores Danny Clinch, Taryn Gould, Colleen Hennessy e Shannon Hoon, que usa imagens gravadas pelo próprio Shannon Hoon, vocalista da banda Blind Melon, entre os anos de 1990 e 1995.

"7 Years of Lukas Graham" (2021), de René Sascha Johannsen - Divulgação - Foto: René Sascha Johannsen
“7 Years of Lukas Graham” (2021), de René Sascha Johannsen – Divulgação – Foto: René Sascha Johannsen

Já no Panorama Brasileiro, destaque para “Chico Mário – A Melodia da Liberdade”, de Silvio Tendler, que conta a história do violonista, irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho.

Em homenagem a D.A. Pennebaker, um dos grandes nomes do documentário mundial, serão apresentadas duas de suas obras: os clássicos “Don’t Look Back”, sobre uma turnê do cantor Bob Dylan, e “Monterey Pop”, sobre o festival de música realizado em 1967 que contou com apresentações de Jimi Hendrix e Janis Joplin. Curtas de Pennebaker também serão apresentados no festival, que conta ainda com uma conversa com a diretora Chris Hegedus, que foi sua parceira e esposa.

Outro convidado do evento é o músico Nasi, vocalista da banda Ira! e protagonista do documentário “Você Não Sabe Quem Eu Sou”, dos diretores Alexandre Petillo, Rodrigo Cardoso e Rogério Corrêa, filme que será lançado durante o In-Edit.

Além dos filmes, o festival In-Edit promove ainda debates, shows e uma masterclass com o cineasta Marcelo Machado, diretor de “Tropicália”, “Com a Palavra, Arnaldo Antunes”, “O Piano que Conversa”, entre outros. Na programação de shows, haverá apresentações de Alzira E e DJ Hum, entre outros.

"Toada para José Siqueira" (2021), de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques - Divulgação
“Toada para José Siqueira” (2021), de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques – Divulgação

Toda a programação do festival pode ser consultada no site do In-Edit. Alguns filmes também poderão ser acessados na plataforma do Sesc Digital  e no canal Tamanduá com acesso gratuito. Após o dia 28 de junho, 11 filmes nacionais ficarão disponíveis na plataforma Spcine Play, também com acesso gratuito.

Todos os filmes nacionais, os debates e os shows desta edição podem ser acessados gratuitamente pelo site ou redes sociais do festival. O acesso aos filmes internacionais, no entanto, custa R$ 3.

Com informações da Agência Brasil.