"Bye Bye Brasil" (1980), de Cacá Diegues - Divulgação
"Bye Bye Brasil" (1980), de Cacá Diegues - Divulgação

Mostra celebra 80 anos de Betty Faria com filmes online

Em 2021, uma das mais importantes e populares atrizes brasileiras celebra 80 anos de vida: Betty Faria. Nascida em 8 de maio de 1941, no Rio de Janeiro, ela ganha uma mostra em sua homenagem no CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil.

Na programação, estão 15 filmes, entre eles clássicos como ”Bye Bye Brasil” e raridades como “Monstros de Babaloo” e o italiano “Marlene de Souza”. Além disso, o longa “A Estrela Sobe”, de 1974, tem exibição especial em cópia de 35mm.

A mostra acontece de forma híbrida, com sessões presenciais no CCBB Rio de Janeiro e dois filmes que ficam disponíveis de forma online para todo o Brasil. Um deles é “Perfume de Gardênia”, de 1992, dirigido por Guilherme Almeida Prado. Nesse longa, Betty Faria contracena com nomes como Sérgio Mamberti, Christiane Torloni e Helena Ignez.

 

Também disponível online, o filme “Marlene de Souza”, lançado em 2004, é um trabalho pouco conhecido da atriz, no qual ela atua ao lado da portuguesa Maria de Medeiros. Foi rodado em locações no Brasil e na Europa, e a direção é do cineasta italiano Tonino de Bernardi.

"Marlene de Sousa" (2004), de Tonino de Bernardi - Divulgação
“Marlene de Sousa” (2004), de Tonino de Bernardi – Divulgação

Os filmes online da Mostra Betty Faria – 80 anos podem ser vistos por meio do streaming da plataforma Eventim. O acesso é gratuito. E no site do CCBB, o público pode fazer o download do catálogo da mostra, que traz a filmografia completa de Betty Faria e uma entrevista inédita com ela.

A mostra termina no dia 1º de novembro.

Uma carreira de sucessos

Nascida em 1941, no Rio de Janeiro, Betty foi bailarina profissional na juventude e, aos poucos, trocou a dança pela dramaturgia. Ela estreou na televisão em 1957, no programa Noite de Gala, da TV Rio. No cinema, seu primeiro papel foi em “O Beijo”, em 1964. Contratada pela Rede Globo como atriz, em 1969, para participar da novela “A Última Valsa”, de Glória Magadan, estourou como estrela de televisão nos anos 1970. Um de seus papéis mais marcantes foi a irreverente Tieta, na novela homônima, escrita por Agnaldo Silva e Ricardo Linhares, em 1989.

Ao longo de sua carreira, Betty participou de 26 filmes, mais de meia centena de novelas, séries e programas de televisão. No cinema, ela recebeu inúmeros prêmios como o de melhor atriz no Prêmio Air France de Cinema, em 1974; no Festival de Gramado em 1987, por “Anjos do Arrabalde”; foi quatro vezes premiada com “Romance da Empregada” (1984) — nos Festivais de Havana, de Sorrento e do Cine Iberoamericano e, mais uma vez, no Prêmio Air France de Cinema. Ela ganhou também o prêmio de melhor atriz coadjuvante por “Chega de Saudade” (2009), no Festival Internacional de Cartagena das Índias.

Betty foi ainda indicada a melhor atriz no Prêmio Arte Qualidade Brasil, em 2008 e 2009; e foi homenageada com prêmios pelo conjunto da obra no Festival de Gramado (Troféu Oscarito), em 2012, e no CineEuphoria (Homenagem Especial), em 2019.

Com informações da assessoria de imprensa do CCBB.

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