Estatueta do Oscar - Foto: AMPAS/Divulgação
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Corrida do Brasil para o Oscar 2026 começa com Kleber Mendonça Filho, Anna Muylaert e biografia de Ney Matogrosso na disputa

A corrida para definir qual filme representará o Brasil no Oscar 2026 já começou. A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quinta-feira (14) a lista com os 16 longas-metragens habilitados a disputar a vaga na categoria de Melhor Filme Internacional. A seleção é marcada pela diversidade, reunindo desde diretores consagrados com forte presença internacional até novas vozes do cinema nacional.

A lista inclui nomes como Kleber Mendonça Filho com seu aguardado “O Agente Secreto”, suspense político ambientado durante a ditadura militar, vencedor de dois prêmios no Festival de Cannes, e Anna Muylaert, de “Que Horas Ela Volta?”, com “A Melhor Mãe do Mundo”, recém-lançado no circuito comercial. Também aparecem com destaque produções que já circularam por importantes festivais internacionais, como “O Último Azul”, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, “Baby”, de Marcelo Caetano, drama queer também premiado no Festival de Cannes, e “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho, que detém uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro em 2025.

O processo de escolha do representante do Brasil no Oscar 2026 será realizado em duas etapas. No dia 8 de setembro, uma comissão de seleção nomeada pela Academia Brasileira irá anunciar uma lista com seis títulos pré-selecionados. A decisão final, revelando o filme que oficialmente será inscrito no Oscar, será anunciada uma semana depois, em 15 de setembro.

A disputa deste ano também conta com outros diretores de peso, como Marcelo Gomes (“Cinema, Aspirinas e Urubus”) com “Retrato de um Certo Oriente”; Fernando Coimbra (“O Lobo Atrás da Porta”) com “Os Enforcados”; e Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”) com “O Filho de Mil Homens”. O cinema documental também marca presença com “Milton Bituca Nascimento”, de Flavia Moraes, sobre o ícone da música mineira e brasileira.

A lista completa dos 16 filmes habilitados é:

  • “A Melhor Mãe do Mundo”, de Anna Muylaert
  • “A Praia do Fim do Mundo”, de Petrus Cariry
  • “Baby”, de Marcelo Caetano
  • “Homem com H”, de Esmir Filho
  • “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal
  • “Malu”, de Pedro Freire
  • “Manas”, de Marianna Brennand
  • “Milton Bituca Nascimento”, de Flavia Moraes
  • “O Agente Secreto”, de Kleber de Mendonça Filho
  • “O Filho de Mil Homens”, de Daniel Rezende
  • “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro
  • “Oeste Outra Vez”, de Erico Rassi
  • “Os Enforcados”, de Fernando Coimbra
  • “Retrato de um Certo Oriente”, de Marcelo Gomes
  • “Um Lobo Entre os Cisnes”, de Marcos Schechtman e Helena Varvaki
  • “Vitória”, de Andrucha Waddington

A busca pela segunda estatueta

A corrida deste ano acontece em um momento especial para o cinema nacional, que celebrou sua primeira vitória na categoria no Oscar de 2025 com o aclamado “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. A conquista histórica veio após uma longa trajetória de indicações importantes, com filmes como “Central do Brasil”, “O Que É Isso, Companheiro?” e “O Pagador de Promessas”. Agora, a expectativa é ver qual dos 16 títulos acima terá a chance de manter o bom momento do Brasil na premiação e buscar uma segunda estatueta para o país.