Santo assombro

Vi hoje em cabine “Fronteira”, segundo longa do mineiro Rafael Conde. Rafael é mais conhecido pela carreira acadêmica e de curta-metragista (o mais famoso deve ser mesmo “Françoise”). Seu primeiro longa foi “Samba-Canção”, uma comédia experimental das mais divertidas e da qual nunca me canso de falar. Hoje em dia só é possível ver em mostras e festivais, porque o filme nunca foi lançado em DVD. Se você esbarrar com ele algum dia, não deixe de assistir.

Voltando ao “Fronteira”, achei um filme assustador. Não é filme de horror, embora tenha uma atmosfera assombrosa. Também não é o que se entende por “filme de época”: embora a trama se passe em fins do século 19, a narrativa clássica não tem vez. Não é um filme fácil – e o próprio diretor reconhece que houve um estranhamento na relação do público com seu trabalho nas exibições já realizadas em mostras.

Devo entrevistar o Rafael em breve, aí vocês terão uma noção melhor do que estou falando. Por hora, fiquem com o trailer (site oficial também disponível). O filme já está em cartaz em São Paulo e Salvador.

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