Três Vezes Amor

Se eu tivesse que resumir “Três Vezes Amor” em uma única palavra diria que se trata de um filme “fofo”. Dirigido por Adam Brooks (roteirista de “Bridget Jones – No Limite da Razão”), o longa conta com um bom roteiro de autoria do mesmo Brooks e um elenco que se adapta muito bem à trama – com nomes como a oscarizada Rachel Weisz, a garota prodígio Abigail Breslin e Ryan Reynolds como protagonista. Seguindo o gênero da comédia romântica, “Três Vezes Amor” é o tipo de filme que pode ser visto em família e agradar a pais e filhos.

A trama gira em torno de Will Hayes (Reynolds), homem que durante seu processo de divórcio resolve contar para sua filha (Abigail) a história de seus relacionamentos afetivos. Durante a narrativa ele se envolve com três mulheres, mas não revela a filha seus nomes verdadeiros nem qual delas é a mãe da menina. Ao longo da história, filha e pai se envolvem, passam a compartilhar um segredo e a ver algumas questões com outros olhos. Ela conhece o passado de seu progenitor e começa a aceitar melhor o divórcio dos pais à medida que vai compreendendo as emoções dele. Ele, por outro lado, revê sua vida e desperta alguns sentimentos adormecidos.



No início, uma fala do protagonista nos leva a crer que não somente o filme, mas também a vida da personagem terá uma trilha sonora. Mas isso não acontece. Apenas em dois momentos a música está presente na vida de Will. Um deles é quando seu relacionamento com Summer (Weisz) é mostrado em flashes enquanto ela canta para ele. O outro se passa na cena mais inverossímil do longa, quando Will diz não fazer ideia de quem é Kurt Cobain ou a banda Nirvana. Um jovem americano, recém-formado, no início da década de 90 que não conhece o maior sucesso de uma das maiores bandas de rock da história? Mais impossível que isso só a personagem de Alice Braga em “Eu Sou a Lenda” que não sabia quem era Bob Marley.

Mesmo assim, as falhas são pequenas e não comprometem o contexto. “Três Vezes Amor” é um filme correto. Consegue engatar algumas surpresas, tem piadas que funcionam bem e, principalmente, um roteiro que não abusa dos clichês e da pieguice, nem menospreza a inteligência dos espectadores.

nota: 7/10 –- vale a locação

Três Vezes Amor (Definitely, Maybe, 2008, Reino Unido/EUA/França)
direção: Adam Brooks; roteiro: Adam Brooks; fotografia: Florian Ballhaus; montagem: Peter Teschner; música: Clint Mansell; produção: Tim Bevan, Eric Fellner; com: Ryan Reynolds, Elizabeth Banks, Derek Luke, Isla Fisher, Kevin Kline, Rachel Weisz; estúdio: Universal Pictures, Ringerike Erste Filmproduktion, Studio Canal, Working Title Films; distribuição: Universal Pictures. 112 min
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