14a. Mostra de Tiradentes: Os Premiados

O documentário “Solidão e Fé”, de Tatiana Lohmann, sobre o qual Mariana Deslandes escreveu, foi eleito o melhor filme da 14a. Mostra de Tiradentes pelo Júri Popular. A premiação aconteceu na noite do último sábado, dia 29. O público do festival também elegeu como melhor curta “Traz Outro Amigo Também”, de Frederico Cabral. O Júri da Crítica e o Júri Jovem premiaram o longa “Os Residentes”, de Tiago Mata Machado, filme que será exibido no Festival de Berlim agora em fevereiro.

Confira abaixo as informações sobre a premiação, divulgadas pela assessoria da Mostra de Tiradentes.



OS RESIDENTES, DE TIAGO MATA MACHADO, É O GRANDE VENCEDOR DA 14ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

Vó Maria recebe o prêmio de melhor curta-metragem da Mostra Foco, novidade da edição deste ano. Solidão e Fé e Traz Outro Amigo Também levam os prêmios de público para longa e curta, respectivamente

Foram anunciados na noite deste sábado, dia 29, os filmes premiados na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Pelo quarto ano consecutivo, o Júri Jovem e o Júri da Crítica escolheram cada um seu Melhor Filme entre os longas apresentadas dentro da Mostra Aurora, seção dedicada a diretores em início de filmografia, e, pela primeira vez, os curtas-metragens da Mostra Foco também foram avaliados por esse mesmo Júri da Crítica. O tradicional Júri Popular contemplou os preferidos do público entre os longas e curtas-metragens exibidos dentro da programação.

Como Melhor Filme, foi eleito pelos cinco membro do Júri da Crítica o longa mineiro Os Residentes, de Tiago Mata Machado. “Mantendo-se fiel ao espírito inovador e subversivo da Mostra Aurora, o júri destaca a ousadia de um cinema provocativo, radical e esteticamente ambicioso”, justificou Beth Miranda, que subiu ao palco representando o Júri da Crítica.

Os Residentes também foi eleito pelo Júri Jovem como Melhor Filme da Mostra Aurora, por ser aquele que “melhor expressa as possibilidades do cinema brasileiro hoje, indo ao encontro de nossos anseios com um olhar inconformado e perturbador”, explicou Rafael de Souza Alvarenga, membro do Júri Jovem.

“Não tenho nenhum discurso preparado, nunca imaginei que eu fosse virar um garoto Aurora. Espero que sirva de incentivo para os jovens terem um pouco mais de liberdade e ruptura”, comemorou Tiago Mata Machado, sob aplausos da plateia. O filme teve sua estreia em novembro no Festival de Brasília, onde entrou no último momento na programação, e quebra uma tradição da Mostra Aurora ao ser o primeiro longa-metragem mineiro contemplado com o prêmio.

Concorriam ao Prêmio Aurora cinco documentários e duas ficções: Enchente, de Julio Pecly e Paulo Silva (RJ); Riscado, de Gustavo Pizzi (RJ); Remições do Rio Negro, de Erlan Souza e Fernanda Bizarria (AM); Sertão Progresso, de Cristian Cancino (SP); Os Residentes, de Tiago Mata Machado (MG); Santos Dumont – Pré-Cineasta?, de Carlos Adriano (SP); e Vigias, de Marcelo Lordello (PE).

Entre os 19 títulos de nove estados diferentes que compunham a Mostra Foco, criada na última edição para abrigar os curtas mais representativos do ano e que nesta edição passou a ser avaliada pelo mesmo Júri da Crítica que acompanhou os longas da Mostra Aurora, foi eleito como Melhor Curta Vó Maria, de Tomás Von der Osten, do Paraná, que teve sua primeira exibição pública aqui em Tiradentes.

“O Júri decidiu por unanimidade privilegiar um filme que produz potentes efeitos de sentido a partir da economia extrema de seus recursos expressivos. Nele, uma tensão complexa entre rememoração e esquecimento surge aliada a uma reflexão sobre a natureza da imagem fotográfica e cinematográfica”, justificou Cristian Borges, membro do Júri da Crítica.

O Júri da Crítica foi composto pelos críticos e pesquisadores José Geraldo Couto (Folha de São Paulo-SP), Cristian Borges (USP-SP), Beth Miranda (PUC-MG), João Luiz Vieira (UFF-RJ) e Cesar Guimarães (UFMG-MG). Já o Juri Jovem foi formado por estudantes universitários selecionados a partir da participação da oficina de análise crítica da linguagem cinematográfica realizada na última edição da Mostra CineBH e teve como representantes Alexandra Duarte de Lemos, Jessica Soares Ferreira de Assis, Ludimilla Alvarenga Fonseca, Marina Alvarenga Botelho e Rafael de Souza Barbosa, todos entre 20 e 25 anos.

Os vencedores da Mostra Aurora e Foco recebem, além do Troféu Barroco, prêmios em serviços e material para realização de sua próxima produção de empresas parceiras do evento, como Quanta, Labocine, CTAv, Cinema e Kodak.

Os vencedores do Júri Popular foram escolhidos a partir da votação do público após as sessões da Mostra. Entre os curtas-metragens, o vencedor do Troféu Barroco do Júri Popular foi Traz Outro Amigo Também, ficção gaúcha de Frederico Cabral, agraciado assim com o prêmio Aquisição Canal Brasil, que contempla o valor de R$ 15 mil e a exibição do filme na grade de programação. Entre os longas, foi escolhido pelo público da Mostra de Tiradentes como Melhor Longa o documentário Solidão e Fé, de Tatiana Lohmann.

Abaixo todos os premiados da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

Júri da Crítica

Prêmio Aurora de Melhor Filme – Os Residentes, de Tiago Mata Machado (MG)

Prêmio Aurora de Melhor Curta – Vó Maria, de Tomás Von der Osten (PR)

Júri Jovem

Prêmio Aurora de Melhor Filme – Os Residentes, de Tiago Mata Machado (MG)

Júri Popular

Melhor Curta – Traz Outro Amigo Também, de Frederico Cabral (RS)

Melhor Longa – Solidão e Fé, de Tatiana Lohmann (SP)

Prêmio Aquisição Canal Brasil

Traz Outro Amigo Também, de Frederico Cabral (RS)

* Na foto: Eduardo Valente representando o diretor Frederico Cabral, do curta “Traz Outro Amigo Tambem”l, Francisco Cesar Filho representando a diretora Tatiana Lohman do filme “Solidao e Fe”, Tiago Mata Machado diretor do longa “Os Residentes” e Tomas Von der Osten diretor do curta “Vo Maria”. Créditos: Leonardo Lara/Divulgação

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