"Apocalypse Now: Final Cut" (2019) - Distribuição: Pandora Filmes
"Apocalypse Now: Final Cut" (2019) - Distribuição: Pandora Filmes

“Apocalypse Now: Final Cut” terá estreia online no Brasil

Após ter se tornado o filme mais procurado pelo público do Belas Artes Drive-in, “Apocalypse Now: Final Cut”, versão definitiva do filme sobre a Guerra do Vietnã dirigido por Francis Ford Coppola, será lançado online no Brasil pela distribuidora Pandora Filmes. O longa poderá ser visto na plataforma digital Belas à La Carte, a partir do dia 1º de julho. Na mesma data e local, serão disponibilizados dois documentários sobre a obra: “Apocalipse de um Cineasta”, codirigido por Eleanor Coppola, companheira de Francis, e “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now”, de Baris Azman.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1979, “Apocalypse Now” teve sua versão original indicada ao Oscar em oito categorias e venceu duas delas: Melhor Fotografia (Vittorio Storaro) e Melhor Som. Ganhou ainda três Globos de Ouro, entre eles o de Melhor Diretor.

Após ser lançado e depois relançado com diferentes edições, o filme ganhou um novo corte em 2019. Segundo o diretor, é a melhor versão do filme. A restauração — que traz nada menos que 49 minutos excluídos da versão original — foi feita pela primeira vez através do negativo original, um trabalho que que deu ao filme uma qualidade de imagem e som muito superior à anterior. O público, enfim, pode “ver, ouvir e sentir o filme como sempre sonhei”, disse Coppola.



Jornada selvagem

Partindo de uma livre adaptação do romance “O Coração das Trevas”, de Joseph Conrad, as filmagens de “Apocalypse Now” começaram em 20 de março de 1976 e se estenderam até 21 de maio de 1977, nas Filipinas, com um cronograma inicial de algumas semanas que acabaram se prolongando por 238 dias, entrando para a história como uma das produções mais tumultuadas de todos os tempos.

Os incidentes incluem um infarto sofrido pelo ator Martin Sheen, que foi afastado por semanas, e até a passagem do tufão Olga, que destruiu cenários e equipamentos, gerando mais atrasos e despesas, levando a produção orçada em 13 milhões de dólares a custar mais que o dobro. Após a conclusão da produção, vieram outros contratempos que fizeram com que seu lançamento fosse adiado por diversas vezes, enquanto Coppola reeditava o material infinitas vezes, levando o filme a esperar por três anos até chegar nos cinemas.

Mas os problemas já começaram na escolha do elenco, após Steve McQueen e Al Pacino recusarem o convite e Coppola não se convencer de que Harvey Keitel seria o ator ideal interpretar o capitão Benjamin Willard, papel que acabou ficando com Sheen, que já havia impressionado o diretor com o teste que fez para o personagem Michael Corleone, de “O Poderoso Chefão”.

Marlon Brando também deu trabalho, chegando ao set sem ter se preparado, acima do peso e com a cabeça raspada por iniciativa própria. Entre atores já conhecidos e outros que viriam a se tornar astros, o elenco reúne ainda Robert Duvall, Frederic Forrest, Dennis Hopper, Harrison Ford, Scott Glenn e Laurence Fishburne, que, na época, tinha apenas 14 anos e mentiu que tinha 16, para não perder o papel.

A trilha sonora original de “Apocalypse Now” foi composta pelo diretor e seu pai, Carmine Coppola. O disco da trilha inclui apenas três canções presentes em cenas marcantes: “The End”, do The Doors, “Susie Q”, interpretada pelo Flash Cadillac, e “A Cavalgada das Valquírias”, de Richard Wagner. “Satisfaction”, dos Rolling Stones, também está numa cena antológica do filme, mas não entrou no disco.

Os documentários

“Apocalipse de Um Cineasta” (1991) é o incrível making of de “Apocalypse Now”, registrado por Eleanor Coppola, companheira de Francis. Ela entregou suas imagens de making of aos cineastas Fax Bahr e George Hickenlooper para ajudá-la a transformar tudo em um documentário coeso. Para isso, Bahr e Hickenlooper gravaram novas entrevistas com os membros do elenco e da unidade de produção, que eles mesclaram com o material existente. O filme, que passou um ano sendo editado, ganhou o Emmy de Melhor Direção e Melhor Edição.

Já “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now” (2019), média-metragem de Baris Azman, é um documentário que conta a história de Chas Gerretsen através de uma entrevista franca e de suas fotografias inéditas do set de “Apocalypse Now”. Depois de se tornar mundialmente famoso por seu trabalho como fotógrafo de guerra, ele foi convidado em 1976 por Coppola para capturar tudo no set do seu então novo filme.

Com informações da assessoria de imprensa da Pandora Filmes.

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