Rapidinhas de Julho – parte 2 de 3

Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest, 2006, EUA) Dir.: Gore Verbinski Finalmente, a Industrial Light & Magic conseguiu superar a Weta Digital. O vilão Davy Jones, todo feito em computação gráfica (utilizando a técnica de captura de movimentos) consegue ser ainda mais real do que o Gollum de “O Senhor dos Anéis” (“real”, na verdade, é um termo um tanto impróprio, já que são criaturas imaginárias… mas você entendeu a idéia). A ILM também dá um show nas cenas com o monstro Kraken. São poucas as vezes hoje em dia em que fico boquiaberto com efeitos visuais, e com “Piratas do Caribe 2” ocorreram mais de uma. O filme em si ainda sofre dos mesmos problemas do original: não tem história para duas horas e meia; e tem Orlando Bloom num papel principal. Gore Verbinski continua surpreendendo, desta vez filmando cenas de ação capazes de deixar qualquer “Missão: Impossível” chupando dedo. E Johnny Depp… Bom, esse dispensa comentários. Nos cinemas

Annapolis (2006, EUA) Dir.: Justin Lin. No fundo, no fundo, não passa de mais um drama esportivo da Disney. Só que em vez da história ser sobre um time (de futebol americano, hockey ou baseball), ela gira em torno de uma pessoa (um boxeador). A moral é: ganhar o respeito daqueles que não acreditam em você, inclusive de seus inimigos. Todo filme desse gênero é sobre isso (e encontramos os mesmos tipos de personagens). Tendo essa fórmula pronta, esses projetos acabam servindo mais como exercício para diretores iniciantes. No caso, Justin Lin (do ótimo “Better Luck Tomorrow”, ainda inédito no Brasil) demonstra mais uma vez habilidade no comando da câmera e comprova ter um grande potencial a ser explorado. Será bom observá-lo em trabalhos mais ambiciosos no futuro. No elenco, James Franco se sai melhor do que em “Tristão & Isolda”, e Tyrese Gibson novamente mostra que é um bom ator e não apenas mais um rapper tentando se dar bem no cinema. Em síntese: “Annapolis” se revela um drama bem filmado, apesar da história pouco original. Nas locadoras



A Grande Viagem (Le Grand Voyage, 2004, França/Marrocos) Dir.: Ismaël Ferroukhi. Um filme sobre purificação, que segue à risca as palavras do pai do protagonista: as águas do oceano evaporam e se transformam em nuvens; neste processo, elas perdem a amargura e se tornam puras de novo. É também um road-movie sobre conflito de gerações: de um lado, o pai (interpretado por Mohamed Majd, visto em “Syriana”), conservador, tradicional, generoso e religioso, que quer chegar à Meca para cumprir a tradição mulçumana da peregrinação; do outro, seu filho mais novo (Nicolas Cazalé), individualista, cético e, no fundo, mais mal-humorado do que o pai aparenta. A viagem faz os dois aprenderem lições valiosas sobre compreensão, tolerância e, claro, a relação pai e filho (no meu caso, tocou mais forte nesse último ponto). Destaque para a soberba fotografia e a direção do estreante Ismaël Ferroukhi. Há um plano aéreo, mostrando a Meca apinhada de gente, de fazer cair o queixo. Nos cinemas

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