O universo do cinema fantástico volta a ocupar a capital paulista com o 16º Cinefantasy, que acontece de 2 a 14 de setembro no Centro Cultural São Paulo (CCSP) e também online, com um recorte da programação na plataforma DarkFlix. São ao todo 110 filmes de 27 países, em sua maioria inéditos no Brasil, reunindo histórias que transitam entre o horror, a ficção científica e a fantasia.
A seleção, que soma 30 sessões, traz produções exibidas em festivais como Sitges, Annecy, Rotterdam e Fantasia, além de obras que disputaram prêmios como o Oscar e o Goya. “O festival se transforma em mais do que uma vitrine de filmes — torna-se um portal para outros mundos, espelhos distorcidos da nossa realidade e laboratórios para experimentar o impossível”, afirma Eduardo Santana, diretor do evento. Para ele, a proposta é “celebrar a diversidade e a potência criativa do cinema fantástico”.
Abertura com super-herói
A sessão de abertura será no dia 2, às 19h, com a première latino-americana de “Warden”, do brasileiro Marcus Alqueres. O longa canadense acompanha um jovem com poderes misteriosos que decide salvar sua cidade, e foi rodado em São Paulo. A sessão terá presença do diretor e entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.
Produções brasileiras
Entre os longas nacionais, o destaque é a estreia mundial de “Quando o Sangue Flui”, de Cainã De Paulo e Pedro Valle, que cruza vampirismo com antropofagia. Outro título inédito é “Consequências Paralelas”, de Gabriel França e CD Vallada, estrelado por Camila Morgado, sobre um homem que encontra uma máquina do tempo. Já “Ogiva: O Mundo Não é Mais Nosso”, de Cadu Rosenfeld, constrói um cenário pós-apocalíptico com Fernando Caruso e Sara Antunes no elenco. O festival também recebe os diretores e parte das equipes, promovendo encontros com o público.

Panorama internacional
O Cinefantasy abre espaço para obras que circulam no circuito mundial de festivais. Entre elas estão o drama de horror sueco “Que Você Viva”, de Malin Dahl; “Era Uma Vez no Caribe”, de Ray Figueroa (Porto Rico), inspirado no cinema de Kurosawa e Sergio Leone; e “Hippo”, tragicomédia do norte-americano Mark H. Rapaport.
Outros títulos inéditos incluem “Hotel da Paz” (Marrocos), “Mycelia” (Itália), “Venha o Teu Reino” (França), “Heresia” (Holanda), “Anoitecer – Uma Investigação Paranormal” (Austrália), “Não Estamos Sozinhos” (Bélgica), “Ninguém Vai Ouvir Você Gritar” (Argentina), “Sun” (EUA), “Transcendendo Dimensões” (Japão) e “Um Conto de Pescadores” (México).
Curtas e homenagens
A mostra de curtas-metragens, dividida em 12 categorias temáticas, reúne produções inéditas e premiadas. Entre elas está “As Bestas”, do americano Michael Granberry, vencedor do Prêmio do Júri em Annecy. O filme presta tributo ao animador Ladislas Starevich, considerado um dos pioneiros do stop motion.
No Brasil, a programação traz nomes reconhecidos do cinema e da TV. Betty Faria protagoniza “Como Chorar Sem Derreter”; Du Moscovis atua em “Sem Fantasia”; Marcélia Cartaxo e Zezita Matos estão em “Umbilina e Sua Grande Rival”; e a diva Gilda Nomacce estrela “Encanto Quebrado”.

Encerramento
A cerimônia de encerramento será em 14 de setembro, às 18h, no CCSP, quando serão anunciados os vencedores do Troféu José Mojica Marins. O júri conta com 40 nomes, entre eles o diretor Daniel Bandeira (Propriedade), a animadora Rosana Urbes, premiada em Annecy em 2025, e a produtora canadense Frysha Boilard Ares.
A programação completa pode ser consultada em cinefantasy.com.br.

