Após 60 anos da estreia de "Oito e Meio" e 30 anos da morte de Fellini, o filme segue sendo um monumento entre as maiores obras-primas da História do Cinema.
Exibidos no festival CinéLatino, em Toulouse, três filmes totalmente diferentes revelam uma mesma América Latina em toda a sua violenta e rica complexidade.
“Skinamarink: Canção de Ninar” é um filme interessante, com uma proposta bastante rara atualmente. É louvável que o diretor Kyle Edward Ball, em 2022, se aventure a tentar horrorizar com seus experimentos.
“Raquel 1:1” se sobressai como um filme que consegue trazer uma ideia bastante original e conduzi-la de forma tensa, embora careça de mais desenvolvimento e complexidade na abordagem de alguns temas e personagens que trata.
O premiado filme de Anita Rocha da Silveira equilibra brilhantemente a aura etérea característica da diretora a um enredo consistente que discute a luta feminina contra os verdadeiros monstros que historicamente oprimem as mulheres.
Situado na 1ª Guerra Mundial, "Nada de Novo no Front" é um filme muito eficiente ao nos apresentar uma perspectiva subjetiva, centrada nas pessoas que viviam aquele momento, até então sem precedentes.
O diretor soviético Elem Klimov nos leva ao centro da barbárie da guerra no filme "Vá e Veja", fazendo do imperativo do título um convite cruel ao espectador.